O processo decorreu na 4ª Repartição de Finanças do Porto, na zona da Boavista, e o leilão começou às 10h. A cada dez minutos era apresentado um jogador da lista indicada pelo Boavista, como garantia de pagamento de uma dívida que, segundo o clube, é de 1,18 milhões de euros, dos quais já teriam sido pagos 333 mil euros.

O primeiro passe apresentado foi o de Marquinho, cujo valor base de licitação era de 210 mil euros. Seguiram-se Essame (560 mil euros), Mário Silva (350 mil euros), Gilberto (140 mil euros), e por fim um lote de três jogadores que integrava Hugo Monteiro (525 mil euros), Nuno Pinto (525 mil euros) e Ricardo Silva (350 mil euros).

Alfredo Sousa Morais, chefe de repartição, explicou no final que o processo não teve desenvolvimentos. «Não houve pagamento da dívida nem quaisquer propostas pelos jogadores», afirmou, acrescentando que «o próximo passo é venda por negociação particular».

Nesse contexto, pode haver agora uma licitação inferior à base estabelecida. Por exemplo, qualquer particular pode contactar as Finanças e oferecer menos que os 350 mil euros estabelecidos como valor-base para Ricardo Silva. Cada proposta será analisada individualmente.

João Freitas, dirigente da SAD liderada pelo demissionário João Loureiro, foi apresentado nas Finanças como «fiel depositário» dos bens penhorados. Na repartição de Finanças esteve presente Adelina Trindade Guedes, advogada e directora-geral da SAD, que disse apenas esperar «que tudo se resolva a bem».

Aliás, a complexidade da questão levanta bastantes reservas, uma vez que a compra do passe por parte de outra entidade sem auscultação da vontade do jogador originaria um quadro grave, sem antecedentes em Portugal.