hawk-eye

par-ou-ímparum-dois-trêspedra-papel-tesoura

fosse-como-fosse

Achamos sempre que somos capazes de tudo, não é?

eu-marquei-cinco-e-tu-quantos-foram



slalom

nósslow motionssuperslow motions

meio-golo

nós







O outro, Diego! Tem calma, não te zangues!

Batigolespinhasestrangeiro

Virou-se para o meu lado, e para um dirigente do Benfica disse

Bombocas! São bombocas!

E eram. Bombocas, mas ainda meios-golos. Hoje ainda são meios-golos. Ou melhor, até este sábado ainda eram essa imperfeição, esse momento incompleto, insuficiente por si só.

Em Alvalade, foi Ruiz quem marcou aquele segundo golo. Não foi meio, foi mais que isso. Dois terços pelo menos, se vocês quiserem. É convosco. Mas, para mim, foi completo. 

Em dois, três segundos (não contei), o bom do Bryan imaginou mentalmente o que muitos precisariam de regra e esquadro, e análise de probabilidades para decidir. Lápis segurado entre os dentes, as duas mãos à frente a imaginar a perspectiva para a obra de arte. Não precisou de nada disso. Olhou para a direita, outra vez para frente, viu Maicon a adiantar-se e susteve a respiração. 

Não acredito que alguém tenha reagido de forma diferente

Ui, que grande passe!

Não pode. Se o fez não gosta disto, deste jogo.

Confesso-vos que tinha dúvidas sobre ele. E não estou a compará-lo com ninguém, ou sequer a dizer que ocupou um espaço que nunca deixou de estar preenchido. Continuo a achar que dura menos do que todos nós gostaríamos, mas até poderia aguentar apenas dez minutos se isso bastasse para mais passes daqueles.

Slimani, marcar é contigo! Eu faço o resto.

No sábado, aquele segundo golo, não foi de mais ninguém do que de Bryan Ruiz. Não deixem que a história vos engane!

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«ERA CAPAZ DE VIVER NA BOMBONERA»   é um espaço de opinião/crónica de Luís Mateus, sub-director do Maisfutebol, e é publicado de quinze em quinze dias na MFTOTAL. Pode seguir o autor no     FACEBOOK    e no     TWITTER . Luís Mateus usa a grafia pré-acordo ortográfico.
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