Foi Neymar do início ao fim. A história do Santos-Vasco da Gama da quarta jornada do Brasileirão bem que se podia resumir desta forma. Afinal, foram seus os dois golos que carimbaram o triunfo do peixe (2-1), o primeiro do ano no campeonato, mas também houve teatro e recados, numa noite de atração fatal para um dos meninos da Vila, que continua a não resistir aos seus encantos.
Num duelo entre duas equipas em crise - o Vasco até já demitiu o treinador Fernando Diniz -, Neymar começou a fazer estragos aos 25 minutos, quando baixou até à linha do meio-campo para ajudar a construir um contra-ataque letal, que o próprio finalizou com categoria.
Festejou de dedo em riste em frente à boca, como que a calar os críticos, e ainda dançou junto à bandeirola de canto, tal como vem fazendo ultimamente Vinícius Júnior no Real Madrid. Os craques reconhecem-se.
Os holofotes teimavam em continuar a focar Neymar, sem reservas, ele que pouco depois se envolveu num bate-boca com Thiago Mendes que acabou com o ex-Barcelona no chão. A representação não é, no entanto, o seu forte, longe disso.
Perto do intervalo, Cauan Barros ainda marcou pelo Vasco da Gama, que contou com o português Nuno Moreira no onze inicial, mas Neymar, quem mais, devolveu a vantagem ao Santos aos 61 minutos em mais momento de grande classe.
E assim ficou o marcador até ao apito final, num duelo mais transpirado do que propriamente bem jogado. Ainda que tenha sido resolvido por um génio.
O Santos, e o seu treinador Juan Vojvoda, respiram de alívio com o primeiro triunfo no campeonato e descolam do Vasco da Gama, agora isolado no último lugar da tabela.