Foi dado o primeiro passo para o afastamento de Augusto Melo da presidência da Corinthians, depois de o Conselho Deliberativo do clube brasileiro ter votado, de forma expressiva, na sua saída. Houve 176 votos favoráveis a esse cenário, contra apenas 57 a defender a continuidade do dirigente. Foi ainda registada uma abstenção.

Agora, caberá aos sócios do Corinthians validarem, ou não, a decisão saída do Conselho Deliberativo. Caso optem pela continuidade de Augusto Melo, o dirigente é reconduzido no cargo.

O pedido de destituição do presidente do Corinthians surgiu na sequência de diversas irregularidades alegadamente praticadas pelo dirigente durante o exercício do cargo.

Eleito em 2023, Augusto Melo promete não baixar os braços, apesar da primeira votação lhe ter sido desfavorável. «Não vou participar nessa palhaçada. Não estou a renunciar, vou lutar para continuar aqui. Vai haver uma votação (dos sócios). Eles são a maioria, não tenho dúvidas de que a votação vai passar. Vamos lutar pelo Corinthians», disse, citado pelo Globoesporte.

Enquanto os sócios não se pronunciarem sobre o caso, a presidência do Timão é assumida, interinamente, pelo até aqui vice, Omar Stabile.

«Esta é uma oportunidade única para darmos início, juntos, a um novo ciclo vitorioso. Não podemos tornar a errar. Trabalharei incansavelmente para isso, consciente de que o poder é passageiro e a caneta é temporária - mas o Corinthians, este sim, é eterno e pertence ao povo e a todos nós corinthianos», referiu Stabile, na tomada de posse.

Segundo dados divulgados pela empresa Sports Value, a dívida do Corinthians ascende a 1,9 mil milhões de reais, quase 300 milhões de euros à taxa atual. É o valor mais elevado de todo o futebol brasileiro.