O Botafogo, que tem o português Franclim Carvalho como treinador da equipa principal, corre o risco de perder até seis pontos no Brasileirão por causa de uma dívida aos norte-americanos do Atlanta United pela transferência, em 2024, do internacional argentino Thiago Almada, que hoje joga no Atlético de Madrid.

Na altura, o negócio ficou fechado por um valor superior a 24 milhões de euros, só que o clube brasileiro não cumpriu com os pagamentos acordados, o que levou a FIFA a aplicar-lhe uma transfer ban, no final do ano passado.

Para poder levantar a interdição de inscrever novos jogadores, o Botafogo pagou 10 milhões de dólares [8,5 milhões de euros], mas voltou a falhar as tranches seguintes, sendo essa a razão - «incumprimento persistente» - pela qual a FIFA admite subtrair pontos à equipa no Brasileirão, caso não pague 25 milhões de dólares [mais de 21 milhões de euros] ao Atlanta United num prazo de 90 dias.

Para já, o Fogão fica novamente impedido de inscrever jogadores. A viver uma situação financeira para lá de delicada, o clube do Rio de Janeiro viu, esta terça-feira, o Lyon reclamar 126 milhões de euros em dívida.

O Lyon acusa ainda John Textor, que chegou a deter os dois emblemas em simultâneo, de ter emitido, sem o conhecimento prévio do clube francês, garantias através da Eagle Football Group ou de uma sua subsidiária para «cobrir obrigações assumidas pelo Botafogo e o Molenbeek».

Textor, recorde-se, foi recentemente afastado da liderança da SAF do Botafogo pela justiça brasileira.