O Botafogo voltou a perder, desta vez em casa, no Estádio Nilton Santos, no clássico com o Flamengo (0-3) e o treinador Martín Anselmi também perdeu a paciência quando lhe perguntaram porque é que jogou com dois centrais e não com três.
«No jogo passado, em nenhuma partida jogámos com três centrais. Contra o Potosí, Mateo Ponte defendeu como lateral, jogámos com quatro defesas. Hoje aconteceu o mesmo. Hoje explicar não tem sentido. Por mais que eu explique, nós perdemos. Então sou burro. Sou burro porque perdemos. É a verdade. Quando a equipe perde, o treinador é um burro. Os adeptos dizem que sou um burro», desabafou.
O antigo treinador do FC Porto costuma ser rápido a chegar às conferências de imprensa, depois dos jogos, mas desta vez demorou mais de uma hora e não escondeu a enorme desilusão que tinha sobre os ombros. É que a derrota diante do Flamengo seguiu-se à eliminação na pré-eliminatória na Taça Libertadores diante dos equatorianos do Barcelona de Guayaquil.
«Sei o que sentem os adeptos. Acreditem, eu sei. Também fui adepto, também insultei, também critiquei. Viajei quilómetros para apoiar a minha equipa. Então sei o que eles sentem hoje. Nada do que eu diga vai reverter esse sentimento, não se julga. O sentimento não se julga. É o que é. Como adepto, estou dececionado», destacou.
Apesar do novo desaire, o treinador argentino reafirma o seu compromisso para com a equipa. «Só posso dizer que, para mim, hoje o Botafogo é minha vida. É assim. A minha vida é o Botafogo 24 horas por dia. A minha família está noutro país e passo o dia a pensar no Botafogo. No jogo passado, na pré-Libertadores, não conseguimos empatar. É difícil de explicar», referiu.
Dias difíceis para Anselmi, com o Botafogo em zona de despromoção e mais um desafio exigente pela frente, com visita ao Palmeiras de Abel Ferreira marcada já para a próxima quarta-feira.