Para Briatore, a modalidade pode perder adeptos em função destas modificações, consideradas legais. «Não há interesse para as televisões e para os espectadores quando Button tem 60 pontos, Nakajima 50 e outro qualquer 80. Não há interesse em ver um grande prémio assim, mais vale escutar pela rádio ou fazer qualquer outra coisa», comentou.

O responsável italiano criticou também os pilotos da Brawn. «Os pilotos que temos são campeões do mundo. Dos deles, um estava parado e o outro pouco melhor. Agora lutam pelo Mundial e podem vencê-lo. Não encontro nenhuma credibilidade», declarou laconicamente o presidente da Renault.

Briatore utilizou uma analogia com o futebol para explicar a forma como vê a actualidade da Fórmula 1. «É como se voltasses a Itália um ano depois de estar fora, comprasses o jornal e visses o primeiro classificado do Calcio é a Reggina, seguida do Lecce, Bolonha e Torino, com Inter, Juventus e Milan no final da tabela. Não tem nenhum sentido!»

O aumento dos custos decorrentes das modificações na modalidade é outra questão que preocupa Briatore. «Neste momento fala-se em baixar os custos em 34 milhões de euros. Já se foram quinze no KERS e dez em difusores. Portanto, só nos restam cinco milhões para as viagens, empregados e todas as despesas adicionais. Um pressuposto de 30 milhões de euros por época é irrealizável», concluiu o patrão da Renault.