«Gostava de ser campeão em Portugal, mas gostava de sê-lo no Vitória. Era o clube ideal para eu conseguir concretizar esse sonho. Se pudesse, daria anos de vida para o conseguir. E digo mais, o Vitória tem condições estruturais para pensar nisso, para pensar em organizar-se, tem essa margem para ser ambicioso», disse o técnico, em nota divulgada pela assessoria de imagem e comunicação.

Instado a eleger o momento mais doloroso da carreira, Cajuda recordou o golo mal anulado a Roberto, na pré-eliminatória da Liga dos Campeões, disputada com o Basileia. «Merecíamos a Liga dos Campeões, lutámos bastante por ela e teria mudado as nossas vidas. A minha, a dos jogadores, a do clube e a dos adeptos. Entrar com o Vitória na Liga dos Campeões teria sido o meu prémio de carreira», disse.

Elogios dos «pupilos»

Para assinalar os 25 anos de carreira, a assessoria de Manuel Cajuda conversou com alguns jogadores lançados pelo técnico no Sp. Braga. Quim, actualmente no Benfica, disse mesmo que Cajuda era o técnico mais importante da sua carreira. «Considero-o um treinador de referência em Portugal que inexplicavelmente nunca treinou um dos três grandes do nosso futebol. Recordo que em Braga conseguiu com uma equipa da loja dos trezentos a melhor classificação de sempre do clube no campeonato. É o melhor treinador de sempre na história do Braga», defendeu o guarda-redes.

Tiago, jogador da Juventus, recordou uma interrogação que diz já ter feito a si mesmo várias vezes: «O que é que um treinador como o Manuel Cajuda tem de fazer mais para conseguir ganhar o lugar de treinador de um dos três grandes do futebol português? E até mesmo para treinar um bom clube do futebol europeu, dos melhores campeonatos?»

Ricardo Rocha, jogador dos quadros do Tottenham, defende que Cajuda «merecia fechar a carreira como seleccionador nacional».