Nélson Caldeira, adjunto do Marítimo, após o empate frente ao Trofense (1-1):

«Fizemos muito para ganhar e justifica-se a desolação no final, pela aplicação do grupo de trabalho. O que falhou foi a capacidade de aproveitar algumas das oportunidades que tivemos, pois acho que fizemos um bom jogo. Mas não é fácil jogar contra uma equipa que abdica de atacar. Conseguimos o mais difícil, que era marcar. Mas consentimos um golo na única forma que o adversário podia fazê-lo, que era de bola parada. Arriscámos sempre no sentido positivo e o resultado não se ajusta. Premeia um tipo de futebol que gostaria que fosse, paulatinamente, desaparecendo do nosso futebol.»

[A expulsão de Carvalhal?] «Ele não disse absolutamente nada ao árbitro. O quarto árbitro chamou o juiz e este expulsou o Carvalhal, o que o deixou perplexo. Perguntou depois ao quarto árbitro a razão pela qual fora expulso e ele respondeu: "Não foste tu, mas um dos teus jogadores". Ou seja, não faz qualquer sentido. Ainda há muito campeonato pela frente e continuamos firmes no nosso objectivo.»

Tulipa, treinador do Trofense, após o jogo com o Marítimo (1-1):

«Foi um ponto conquistado contra um adversário de qualidade e com um orçamento diferente do nosso. Acho que foi merecido por parte da minha equipa, que soube reagir bem ao golo sofrido, numa altura em que ninguém esperava, pois comandávamos o jogo. O golo do Marítimo surgiu num lance que me deixou muitas dúvidas, mas temos de aceitar o critério do árbitro. A entrega e dedicação da minha equipa foram premiadas. A equipa teve alma e os atletas estão de parabéns por terem cumprido a nossa ideia e estratégia.»