Dragões Feijão

Os problemas parecem estar ultrapassados e Carlos Alberto tem consciência que a melhoria passou muito pela sua atitude. «Desde que parei de brigar com a vida, as coisas ficaram melhores para mim. Sempre tive o meu jeito de brincar, de ser amigo, de ajudar os mais novos assim como eu fui ajudado também. São essas coisas que a gente vai guardando. Isso que é legal. É dessa maneira que você precisa se sentir no futebol», afirma, citado pela «Globo».

Aos 24 anos, Carlos Alberto perdeu a fama de bad boy, é estrela no Vasco e vai ser pai brevemente. Mas a mudança de atitude surgiu no Botafogo, conforme contou à imprensa brasileira na véspera de reencontrar o clube: «Tenho muitos amigos no Botafogo. A torcida sempre me respeitou. O meu único problema foi mesmo com quem administrava o clube, e isso já foi para outra esfera (o médio entrou na Justiça para receber salários atrasados) e fez-me sair. Mas tenho uma gratidão muito grande pelo Botafogo porque foi um clube que me recebeu bem num momento em eu tinha que me recuperar».

«Nos melhores momentos, tinha quem me cobrasse»

No Vasco da Gama, o carinho tem sido idêntico, daí o «renascer» do jovem ex-portista. «Os melhores momentos da minha carreira foram quando tive pessoas ao meu lado que me cobraram muito. O Ney Franco (Botafogo) é um treinador que não cuida só do jogador dentro de campo. Ele ajuda também na parte psicológica. Ele apoiou-me muito. Estou aqui igual, agora com o Dorival Júnior (Vasco da Gama). E o meu crescimento como jogador e homem é muito grande. Só tenho a agradecer», referiu Carlos Alberto relativamente aos treinadores que o acompanharam nos momentos complicados.

O antigo Dragão não apaga, contudo, o tratamento de que foi alvo no São Paulo, quando tentou regressar ao Brasil para relançar a carreira. «O São Paulo foi importante para mim também mas fora do campo. Tive um problema de saúde, na tiróide, e ouvi uns caras falar umas besteiras porque eu não jogava, que era tudo um processo. Eu precisava de recuperar a saúde antes de jogar», justificou o craque, sobre a altura em que andava «perdido».

Carlos Alberto foi campeão europeu e venceu a Taça Intercontinental no F.C. Porto de Mourinho. Em 2007, tornou-se a contratação mais cara da história do Werder Bremen, mas já não teve a sorte do seu lado nessa experiência e acabou por regressar ao seu país por falta de adaptação.