Carlos Carvalhal e Carlos Cardoso, falaram pouco no final da vitória do Marítimo por 5-1. Os dois técnicos optaram por lançar um apelo emocionado para que os responsáveis não deixem o V. Setúbal morrer. A equipa, contou Cardoso, até viajou para a Madeira sem o apoio da direcção:

Carlos Carvalhal, treinador do Marítimo:

«Vencemos, mas por números exagerados relativamente ao que foi a produção da equipa. O V. Setúbal fez um jogo digno, nós tivemos alguma felicidade na forma como conseguimos os golos e na forma também como o adversário podia ter marcado uma ou outra vez. Houve coisas boas no futebol do Marítimo, mas não estamos eufóricos, nem entusiasmados. Fizemos coisas boas, mas também cometemos erros que temos de corrigir se quisermos ser uma equipa competitiva no futuro. Não foi possível alterar muita coisa com quatro dias de trabalho, quero maior rapidez nas transições rápidas. Não falta muito tempo para terminar o campeonato, mas o Marítimo tem de rever algumas coisas para ficar mais competitiva. Uma palavra para o V. Setúbal, porque é altamente injusto o que os profissionais do clube estão a viver. É um clube como uma força muito grande da sua massa associativa e não pode de forma alguma morrer. Falei com alguns jogadores e sei que não é justo o que estão a viver. As forças vivas da cidade têm que se unir e têm que reverter esta situação.»

Carlos Carodoso, treinador do V. Setúbal:

«É um resultado pesado. Ninguém gosta de perder e ainda por cima com um resultado destes. Entrámos mais ou menos bem no jogo e fomos infelizes num par de situações. O resultado é o que é e temos de olhar para o próximo jogo e para os próximos dez jogos, porque faltam soluções, todos nós sentimos isso, mas o V. Setúbal tem que se levantar. O clube não pode cair. No V. Setúbal falta tudo, até o contacto humano a nível directivo. Afectou a equipa não ter viajado nenhum dirigente para a Madeira. Os jogadores assinaram contrato com os homens da Direcção e precisam de se sentir apoiados por eles. Vamos lutar até ao fim para não ficar nos dois últimos lugares.»