«Estamos aqui para passar à eliminatória seguinte, num jogo que tem duas partes. O Atlético tem avançados que podem jogar em qualquer equipa da Europa, mas estamos a atravessar uma boa fase. Não nos pomos em bicos dos pés, temos os pés bem assentes no chão e, com muita humildade, trabalho e o apoio dos adeptos, vamos lutar para alcançar o objectivo», começou por dizer o técnico, na antevisão.

Sair em vantagem do primeiro jogo é o principal objectivo do Sporting, que garantiu não estar a pensar em defender. «Jogamos sempre para ganhar. Mas a seguir à vitória o melhor resultado é o empate com golos. Mas é relativo, tudo pode acontecer no primeiro jogo, tudo pode acontecer no segundo, está tudo em aberto. Vamos discutir o resultado, não nos vamos limitar a defender, seria jogar contra-natura, pois temos princípios de jogo bem firmados.»

O reforço de Inverno Sinama-Pongolle chegou do Atlético, não pode jogar pelo Sporting na Liga Europa, mas Carlos Carvalhal disse que não precisou pedir informações ao avançado sobre o adversário. «Quando fomos a Liverpool já estávamos a observar o Atlético. O nosso gabinete de observação tem feito um bom trabalho, assistiu aos jogos com o Galatasaray e, dentro das observações in loco e vídeo, temos total garantia para montar a estratégia sem sentir necessidade de falar com jogadores», esclareceu.

Além do avançado francês, Yannick e Carriço (lesionados) e João Pereira (que também não pode jogar na prova europeia) são as demais ausências forçadas no Sporting, baixas cuja importância o treinador reconheceu, mas que não considerou decisivas. «A equipa já durante a época fez bons jogos e ganhou sem jogadores importantes. Para nós o colectivo é que importa. Claro que lamentamos as ausências, mas temos no plantel jogadores com capacidade para dar seguimento ao trabalho que estamos a desenvolver», defendeu.

A terminar, Carlos Carvalhal reiterou que não teme o Atlético, que está bem informado sobre o que o espera e disse ter gostado de saber que Quique Flores receia Liedson. «Como treinador nunca tive preocupação individual e sim zonal. O nosso comportamento zonal tem de ser muito agressivo e a concentração muito grande devido à mobilidade dos avançados. É salutar saber que o treinador do At. Madrid está preocupado com o Liedson, mas a nossa equipa respira e vale pelo todo. O ponto mais forte do Atlético é a capacidade de fazer transições ofensivas rápidas», analisou.