Carlos Carvalhal e Jaime Pacheco, treinadores de Marítimo e Belenenses, respectivamente, analisam o empate entre as duas equipas (1-1), em jogo da 25ª jornada da Liga:

Carlos Carvalhal:

«O Marítimo não acusou nada. Em quantos jogos da Liga se vê uma equipa a jogar em casa e a criar quatro oportunidades na cara do guarda-redes? Nenhum, respondo eu. Foi esse o nosso pecado. Não conseguimos finalizar as oportunidades claras que tivemos e que nos poderia dar uma margem confortável ao intervalo: perdemos três. Na segunda parte, num contra-golpe, o Belenenses foi feliz. Reagimos bem e depois do empate abrimos mais espaços e tentámos tudo. É evidente que não é um bom resultado. Temos que nos penalizar por não ter o mínimo de eficácia, e que levaria a construir um resultado amplo. Mas o futebol tem destas coisas. A bola não entra, há mérito do guarda-redes deles e demérito nosso. Ainda conseguimos jogar com a cabeça e chegar ao empate, mas depois na parte final já perdemos algum discernimento. Um jogo que poderia ser ganho, acabámos por empatar mais uma vez. Não tenho nada a apontar aos jogadores. Tiveram atitude e foram uma equipa organizada, só assim se explicam as oportunidades criadas e desperdiçadas. A eficácia, no futebol, é fundamental. Há equipas que, com meia oportunidade, ganham 1-0.Uma equipa que tem quatro oportunidades tem de forçosamente vencer esse jogo.»

[sobre a luta europeia] «Eu acredito que enquanto há vida, há esperança. Complicámos um pouco mas a distância pontual não é assim tão grande. Vamos lutar até ao fim e vamos ver se conseguimos entrar na UEFA. Os jogos que eram fáceis acabaram por ser difíceis e agora com os grandes vamos ver se nos saímos bem. Temos equipa para tirar pontos.»

Jaime Pacheco:

«Estamos carenciados de pontos. O Marítimo, pela classificação tem mas confiança mas mesmo assim controlámos bem o começo do jogo. Depois falhámos algumas marcações e o Marítimo teve duas ou três oportunidades de golo, em que o meu guarda-redes esteve muito bem. Se eles estivessem em vantagem ao intervalo achava justo. Na segunda parte entrámos muito bem e as melhores oportunidades de golo foram do Belenenses. Basta ver que os dois guarda-redes estiveram bem. O Júlio César evitou golos na primeira parte e depois o Marcos, no final, não nos deixou sair com os três pontos. De uma forma justa acho que o empate está certo. A primeira parte foi do Marítimo e a segunda parte foi nossa.»

«Fomos inteligentes na forma como nos dispusemos no campo. Mesmo depois de marcar um golo metemos mais um avançado porque queríamos vencer o jogo. Mas tínhamos de ser inteligentes face à qualidade dos homens do Marítimo na frente.

Todas as equipas estão pressionadas. Nós temos é de pensar no que somos capazes de fazer. Um ponto é importante e a equipa vai embora mais tranquila e com mais confiança para preparar o próximo jogo. Temos de desligar dos resultados das outras equipas.»