Fernando Castro Santos, treinador do Leixões, em declarações no final da derrota sofrida às mãos do V. Setúbal, que complica as contas da equipa de Matosinhos para a manutenção:

«Agora não dependemos de nós. Tínhamos a hipótese de ficar a depender só de nós para conseguir a manutenção e não conseguimos. Já não temos o nosso futuro somente nas nossas mãos. É um resultado que nos deixa numa situação complicada. O V. Setúbal conseguiu a vitória quase sem chutar à baliza. Foram uma vez e meia à nossa baliza. E isso custou-nos a vitória. Começamos bem, chegamos à vantagem e estávamos a jogar sem grandes problemas para defender. O golo do empate matou-nos porque a confiança desceu. Na segunda parte voltamos a sair bem, o jogo não estava a cair para nenhum dos dois lados e eles estavam muito fechados porque o empate chegava-lhes. E num canto, sem perigo, eles marcam, num lance perfeitamente evitável.»

«Esta derrota não nos tira completamente as esperanças, mas deixa-nos numa situação mais complicada. Ainda faltam jogos suficientes para que a situação mude, mas é bom ter o futuro nas próprias mãos.»

«Os jogadores sabem que é um ano difícil. Desde o início. Todas estas situações negativas afectam a equipa. Eles sabem que perdemos um jogo que tínhamos na mão. Fugiu-nos das mãos sem que o nosso adversário tenha feito muito para ganhar, com todo o respeito e dando-lhes os parabéns. Mas para ganhar um jogo fora de casa é normal criar-se mais situações de golo, criar mais posse de bola. Mas eles marcaram dois golos quase sem chegar à nossa baliza. Para ganhar temos de garantir que não sofremos golos. Assim é difícil. O primeiro golo fez-nos perder o controlo da situação. Sabíamos que havia muito jogo pela frente, mas não é fácil jogar este tipo de jogos. Só os grandes craques lidam bem com esta pressão. Há jogadores a quem parece que lhes pesam as botas, uns porque estão há pouco tempo aqui, outros porque têm grande carinho com o clube. Nós somos um bocado melhores do que aquilo que demonstramos. Houve alturas em que o Leixões soube jogar futebol e depois houve outras em que parecia que não sabia o que queria.»