Ricardo Costa, presidente da Comissão Disciplinar da Liga (CD), anunciou esta segunda-feira duas novidades importantes no regulamento disciplinar, tendo em vista já a próxima temporada. Após um encontro com representantes de alguns dos clubes que participam nos campeonatos profissionais, duas decisões saltam à vista, como explicou o magistrado.
Desta forma, no próximo ano, haverá um «agravamento no índice da penalização do jogo violento». Em termos concretos, os jogos de suspensão para algum atleta que seja expulso por ter este tipo de comportamento, passarão a variar entre uma e quatro partidas de exclusão. Actualmente o quadro penal vai apenas até aos dois jogos de castigo. Também nas multas este quadro duplicará. Dos 1.250 euros actuais passará para 2.500.
O responsável pela CD da Liga explicou o porquê desta alteração. «Parece-nos que existem alguns tipos de jogo violento que se aproximam bastante da agressão física. Sabendo que um atleta que perpetre uma agressão pode apanhar cinco jogos, é justo que se aproxime a pena das entradas violentas».
Neste capítulo, Ricardo Costa acrescentou que os atletas «reincidentes neste tipo de comportamento incorrecto» terão uma atenção especial na altura da aplicação das respectivas penas.
Processos sumaríssimos só em casos de «relevância especial»
A outra grande novidade no campo da disciplina prende-se com os processos sumaríssimos. A partir do próximo ano desportivo, somente em casos em que haja a certeza de que o árbitro não vê determinado lance que esteja a ser avaliado, os tão propalados processos serão instaurados. Ricardo Costa limita estas situações a jogadas de «relevância especial» e em que a conduta de algum atleta seja «grave».
Finalmente, no que diz respeito ao «segredo processual» dos vários casos em análise, o presidente da CD garante que «o silêncio vai continuar a imperar». No processo «Apito Dourado», por exemplo, é isto que se vai continuar a passar.