O guarda-redes do Chelsea, Petr Cech, não esconde a satisfação por tomar parte no Mundial de Clubes, o primeiro torneio oficial a utilizar tecnologia na linha de baliza, para aumentaro rigor das decisões dos árbitros em casos de dúvida sobre se a bola transpõe ou não a linha na sua totalidade.
«Estou feliz por ver esta decisão tomada, há dez anos que defendo a necessidade de um sistema destes. Historicamente, podemos ver que o desfecho de algumas competições teria sido diferente», lembrou o guardião checo, que ao serviço do Chelsea foi afastado de uma final da Liga dos Campeões devido a um golo fantasma do Liverpool, em 2005. «Como jogador, prefiro esperar mais algum tempo e ter uma tecnologia segura do que fazer experiências que corram mal. Por isso espero que neste Mundial tudo decorra da melhor forma e possamos ver os resultados», afirmou em relação à grande novidade do torneio.
Quanto à prova propriamente dita, Cech não enjeita o favoritismo inglês para a meia-final com os mexicanos do Monterrey, na quinta-feira: «Eles têm uma ligeira vantagem sobre nós, porque já estão aqui há mais tempo, e estão adaptados ao clima. Temos de adaptar-nos à diferença horária e ficar em forma o mais rapidamente possível. Espero que tudo corra bem. Nós e o Corinthians somos apontados como favoritos, e é um estatuto que podemos assumir, não é um problema», frisou.
Por fim, o internacional checo negou a ideia de que o Mundial de clubes não é uma competição prioritária para as grandes equipas: «Estou feliz por estar aqui, porque só quem ganha a Liga dos Campeões é convidado para este torneio. Tive de esperar oito anos para conseguir isto, por isso tem um grande significado para mim», afirmou.