Os clubes reunidos esta quinta-feira em Cimeira de Presidentes, no edíficio sede da Liga Portugal, discutiram a proposta de Reinaldo Teixeira para a divisão da receita dos direitos televisivos, uma proposta que já tinha sido aprovada anteriormente pelo grupo que integra a Liga Centralização.

Ora esta proposta de distribuição começa por dividir a receita após a centralização dos direitos entre 90 por centro para a Liga e os restantes 10 por cento para II Liga.

O total dos rendimentos que fica para os clubes da Liga será depois dividido em cinco parcelas:

  • 32,5 por cento desse total será dividido de igual forma pelos 18 clubes
  • 44,2 por cento será dividido entre os 18 clubes de acordo com o rendimento desportivo
  • 14,3 por cento será dividido segundo critérios de grandeza e implantação social
  • 5 por cento será dividido de acordo com a qualidade das infraestruturas do clube
  • 4 por cento será dividido segundo as condições dadas para a qualidade da transmissão televisiva

Esta foi a chave de distribuição das receitas apresentada pela Liga Portugal e que ficou aberta à discussão. A maior parte dos clubes, incluindo os grandes, defende esta divisão, pelo que apenas um pequeno grupo de clubes mais pequenos entende que a percentagem dividida de igual forma por todos deveria ser mais do que apenas 32,5 por cento.

Certo é que a Liga Portugal apresentou esta chave e abriu espaço à discussão. Durante os próximos dois ou três meses, o organismo vai manter uma posição diplomática, disponível para ouvir todos os contributos dos clubes.

Depois disso, encerra a proposta definitiva, que terá de ser aprovada em sede de Assembleia-Geral da Liga que se realizará no primeiro trimestre de 2026.

De qualquer das formas, se há algum clube não concordar com esta chave de distribuição das receitas pode, ele próprio, desenhar uma proposta e apresentá-la à Assembleia Geral.

No entanto, e segundo foi possível saber, muito dificilmente esta chave, com estas percentagens de divisão do total da receita, não será aprovada, uma vez que a maioria dos clubes manifestou estar de acordo com ela. 

Certo é que no primeiro trimestre de 2026 a chave definitiva será aprovada em Assembleia-Geral: a Liga Portugal tem urgência em antecipar todos estes passos, de forma a ir ao mercado negociar os direitos centralizados o mais rapidamente possível. Até porque, quando Reinaldo Teixeira chegou à Liga, o processo de centralização estava muito atrasado em relação ao previsto.