O Benfica venceu o Sporting por 4-3 no Pavilhão da Luz, com um golo ao cair do pano, e parte com uma ligeira vantagem para o jogo da segunda mão dos quartos de final da Liga dos Campeões. Um segundo dérbi num espaço de poucos dias, desta vez sem registo de confrontos, mas com a mesma intensidade de sempre. Os leões estiveram por três vezes em vantagem, mas é o Benfica que está em vantagem nesta corrida lisboeta para a Final Four da Champions.

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Desta vez não houve registo de quaisquer incidentes no exterior, com os adeptos a entrarem a conta-gotas no Pavilhão da Luz, para um segundo dérbi, quatro dias depois do primeiro, para o campeonato, que terminou com um empate a duas bolas. Tal como é habitual nestes dérbis, o jogo começou com grande intensidade, com parada e resposta, mas com a equipa da casa mais agressiva na conquista da bola e no ataque à baliza de Bernardo Paçó.

O Sporting procurava responder nas transições, mas com menos pressa em rematar, procurando explorar mais os lances de bola parada junto à baliza de Léo Gugiel. Neste cenário, o Benfica somou logo duas faltas nos instantes iniciais, mas também rematou mais do que os leões, com destaque para as oportunidades de Lúcio e Jacaré.

Com Rui Costa e vários jogadores da equipa de futebol nas bancadas, o Sporting acabou por equilibrar a contenda e também chegou a ameaçar o golo, com destaque para um lance desenhado por Pauleta que obrigou Lúcio a um grande corte para impedir que a bola chegasse a Allan Guilherme.

Muitas oportunidades, mas a verdade é que o marcador só foi desbloqueado aos 15 minutos, num lance de bola parada, com Alex Merlim, na marcação de um livre sobre a esquerda, a colocar a bola no segundo poste onde surgiu Bruno Pinto a encostar para o primeiro golo do jogo.

O Benfica reagiu em força, aumentou ainda mais a intensidade do jogo e acabou por chegar ao empate, a dois minutos do intervalo. Diego Nunes desceu pelo flanco direito e rematou cruzado, para Jacaré desviar a bola de Bernardo Paçó mesmo à boca da baliza. A primeira parte chegou ao fim, tal como tinha começado, com equilíbrio total, com quinze remates, um cartão amarelo, um golo e três faltas para cada lado.

Segunda parte arranca de forma acidentada

Depois de uma primeira parte com poucas paragens, a segunda começou de forma mais acidentada, sobretudo para o Benfica, com três jogadores a precisarem de receber assistência logo no primeiro minuto. Logo a abrir foi Afonso Jesus que ficou a sangrar depois de um choque com Diogo Santos. Logo a seguir foi a vez de André Coelho pedir assistência e, ainda antes do final do primeiro minuto, Léo Gugiel também esteve a receber assistência depois de um choque com Rocha.

Um primeiro minuto aos solavancos, antes do Sporting recuperar a vantagem, aos 29 minutos, de forma inesperada. Na marcação de um livre, Alex Merlim rematou direto quando toda a gente esperava um cruzamento para a área. Grande golo do brasileiro.

Mais dois minutos e o Benfica voltou a nivelar o resultado, num dos melhores lances deste dérbi, com André Coelho e Higor na construção, antes da finalização de Arthur. Delírio nas bancadas, mas por pouco tempo, uma vez que o Sporting recuperou a vantagem apenas 39 segundo depois, num lance individual de Zicky Té. O dérbi estava ao rubro, novamente com parada e resposta, e o Benfica voltou a empatar o jogo, aos 33 minutos, com Raúl Moreira a encher o pé, a passe de Higor.

Ainda faltavam sete minutos para o final, ainda houve várias oportunidades nas duas balizas, saiu mais um cartão amarelo para cada lado e, quando parecia que o dérbi ia voltar a terminar com um empate, o Benfica voltou a marcar, mesmo sobre o apito final, e colocou-se, pela primeira vez, em vantagem. Um remate de Diego Nunes que obrigou a equipa de arbitragem a rever o lance, uma vez que havia dúvidas se a bola tinha entrado antes do apito final. O golo acabou por ser validado, com um segundo por jogar, e as bancadas da Luz voltaram a festejar.

O Benfica parte, assim, em vantagem, para o jogo da segunda mão, que vai realizar-se, no Pavilhão João Rocha, a 6 de março. Uma sexta-feira que promete ser explosiva, uma vez que só um dos rivais irá garantir o bilhete para a ambicionada Final Four da Champions 2026.