Pep Guardiola montou um onde de ataque com Messi, Etoo e Henry na linha mais adiantada e com um meio-campo de «trabalhadores» com Touré, Xavi e Iniesta. O carrocel catalão começou a funcionar desde o primeiro minuto, inicialmente de forma pouco acertada, mas cada vez mais afinado, há medida que os minutos iam passando.

Os golos de Henry, dois em três minutos, confirmaram apenas a evidente superioridade do Barça: o primeiro, aos 24 minutos, após longo lançamento de Marquez; o segundo, aos 27, após assistência de Xavi. O Lyon não tinha tempo para respirar e Messi assinou o terceiro, aos 39 minutos, depois de uma espectacular combinação com Etoo. O próprio avançado camaronês assinou o quarto, aos 42 minutos, depois de passe de Henry, a oferecer uma vantagem ainda mais confortável para a equipa da casa.

O Lyon ainda descontou, no minuto seguinte, por Makoun, e ainda ameaçou voltar à contenda, no com novo golo, assinado pelo veterano Juninho a abrir a segunda parte. Mas o Barça reorganizou-se, prescindindo de Henry, e foi fechando todas as portas para a baliza de Valdés. O Lyon nunca baixou os braços, mas com um futebol inconsequente, acabou em desespero com a expulsão de Juninho, o mais inconformado da equipa francesa. Já em tempo de descontos, Keita deu a estocada final, com mais um passe precioso de Xavi. Na memória fica a espectacular primeira parte do Barça, a boa reacção do Lyon e a ainda melhor gestão dos catalães na etapa final.