Prometia ser uma final antecipada e assim foi. Depois do jogaço no Parc des Princes, Liverpool e Paris Saint-Germain protagonizaram mais uma exibição de gala em Anfield, que só terminou com triunfo francês nos penáltis. Uma vitória que, de resto, faz jus ao que se passou na semana passada.

O PSG venceu por 1-0 no tempo regulamentar e empatou a eliminatória, antes de sair por cima nos penáltis, numa altura em que Gigi Donnarumma se agigantou, ao defender os penáltis de Darwin Núñez e Curtis Jones.

Já o Liverpool, pela primeira vez em toda a sua história, perde uma eliminatória europeia, depois de ter vencido fora de casa o primeiro jogo. 

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A equipa de Arne Slot, que apostou em Diogo Jota a titular, teve uma entrada autoritária na partida, com uma pressão sufocante sobre os parisienses. Se, na primeira mão, colocou-se em vantagem quem menos tinha feito para chegar ao golo, em Anfield aconteceu o mesmo. Depois de 12 minutos de domínio dos «reds», o PSG - com Nuno Mendes, Vitinha e João Neves de início - lançou-se num contra-ataque rápido, aproveitou o desentendimento entre Ibrahima Konaté e Alisson e chegou à vantagem por Ousmane Dembélé.

O jogo entrou num ritmo frenético, com oportunidades claras para ambos os lados. Ainda assim, chegou-se ao intervalo com o 0-1, mas o que se viu na segunda parte foi bem diferente.

É certo que o Liverpool voltou a massacrar no arranque do segundo tempo, mas desta vez o PSG teve muito mais dificuldades para reagir e os ingleses souberam prolongar o domínio no tempo.

Nuno Mendes voltou a estar imperial na missão de travar Mohamed Salah, mas também outros nomes, como Willian Pacho, somaram cortes decisivos que permitiram levar o jogo para prolongamento.

Nesta altura, já o Liverpool tinha perdido Trent Alexander-Arnold por lesão e Diogo Jota havia dado o lugar a Darwin Núñez (73m).

A equipa de Luis Enrique reconquistou o protagonismo no tempo extra e teve mais e melhores ocasiões para desfazer a igualdade na eliminatória. Por outro lado, o Liverpool perdeu gás no prolongamento e já não conseguiu pressionar como antes, sobretudo após as mexidas no meio-campo.

Mesmo ao cair do pano do prolongamento, Gonçalo Ramos foi lançado para que pudesse bater o penálti.

Quem começou a lotaria foi Vitinha, que marcou, assim como Ramos, além de outros dois jogadores do PSG. Já do lado contrário, Darwin - que teve uma péssima entrada em jogo e que, até aqui, tinha apenas um penálti falhado em toda a carreira - e Curtis Jones permitiram que Donnarumma resgatasse o papel de herói.

Os parisienses deixam o líder do campeonato inglês pelo caminho e vão assistir no sofá ao duelo entre Aston Villa e Club Brugge para conhecer o adversário nos quartos de final.