Afonso Eulálio é um ciclista português que tem dado que falar. O figueirense de 24 anos lidera a Volta a Itália e escreve o nome numa lista restrita de «tugas». Mas já lá vamos.

Com o sucesso recente na modalidade, Afonso admitiu que recebeu várias chamadas. Entre elas a de António José Seguro, Presidente da República – que não atendeu.

«O Presidente [António José Seguro] tentou ligar-me e deixou-me uma mensagem. Penso que devo estar a fazer algo bom. […] Nestes dias, tenho tantas chamadas e mensagens que não atendi e, umas horas depois, recebi a mensagem», revelou numa conferência de imprensa em Lucca.

Recebeu também uma chamada do ídolo – Rui Costa, ex-ciclista que foi campeão mundial de fundo em 2013.

Na mesma conferência, Afonso Eulálio partilhou que é adepto do Benfica, que as comidas preferidas são risotto e barbecue e que o gosto musical se prende mais em regaetón. Confessou, também, que o «hobby» preferido é estar em casa.

«Em dois meses, tenho três, quatro dias em casa. Quando vamos para casa, para nós é como estar de férias. Agora, ter tempo para estar em casa, é o meu hobby favorito», confessou.

Eulálio vestiu a «maglia rosa» a 13 de maio, liderando o Giro desde a quinta etapa. Confessou, ainda, que nunca sonhou chegar a este patamar.

«Não sonhava estar no WorldTour, menos ainda estar vestido de rosa», confessou. Mostrou-se, também, contente com o apoio que tem recebido dos portugueses.

É já o segundo ciclista português que mais tempo passou na liderança do Giro, superado apenas por João Almeida, líder durante 15 dias na edição de 2020.

Na terça-feira regressa à estrada no contrarrelógio de 42 quilómetros entre Viareggio e Massa. Conta com 02.24 minutos de vantagem sobre o dinamarquês Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike). O austríaco Felix Gall (Decathlon) fecha o pódio, a 02.59.