Afonso Eulálio regressou a Portugal depois da melhor prestação da carreira no Giro d'Italia e assumiu que ainda está a tentar perceber a dimensão do que acabou de alcançar em Itália.

O corredor da Bahrain Victorious fechou a prova no sexto lugar da classificação geral e conquistou a camisola branca de melhor jovem, repetindo um feito português que tinha sido alcançado por João Almeida em 2023.

À chegada, Eulálio mostrou-se satisfeito, mas com vontade de «desligar um pouco».

«Sinto-me bem. Agora quero desfrutar do momento, descansar um bocado e ir para casa. Penso que ainda vai demorar a assentar. Sei que fiz alguma coisa de bom, mas ainda vai demorar a assentar», confessou.

O ciclista de 24 anos explicou ainda que a oportunidade acabou por surgir num contexto inesperado dentro da equipa.

«Tenho trabalhado sempre bem, vou continuar a trabalhar e as coisas acabaram por sair naturalmente. Nós acabámos por perder o meu líder dentro da equipa e, pronto, acabei por ter a minha oportunidade. As coisas acabaram por sair dessa maneira e acabei por dar o meu melhor», sublinhou.

Questionado sobre se pode passar a discutir pódios em grandes Voltas, Eulálio preferiu travar a euforia.

«Não sei, eu gosto bastante mais de Clássicas. Claro que vamos continuar a trabalhar dentro da equipa, talvez para corridas de uma semana, mas acima de tudo é continuar a trabalhar de uma forma geral e ver o que é que podemos fazer no futuro», disse o ciclista luso.

Apesar do impacto da classificação final, Eulálio garantiu que não ficou surpreendido com o rendimento demonstrado nas três semanas de prova.

«Não, eu sabia que estava bem. Eu sei que posso estar sempre a disputar. O meu maior medo era ter um dia mesmo muito mau e perder 15 ou 20 minutos. Mas eu, sabendo que se estivesse sempre bem, conseguia estar sempre ali, cerca do top-10», afirmou.

Depois de nove dias de destaque no Giro, o próximo objetivo ainda está por definir.

«Provavelmente daqui a duas semanas na Suíça, mas ainda não está certo. Vamos ver se descanso e preparo depois melhor a segunda parte ou se faço a Suíça», concluiu.