Passou por F.C. Porto, Inter de Milão e Benfica. Agora é reserva do Paços de Ferreira.

O indomável Balotelli e Pablo Aimar, o maior de todos

«Quando se acaba de fazer uma casa, percebe-se que podia ter sido feita de outra forma melhor. Há coisas de que me arrependo na minha carreira, até ao momento, mas acredito que tenho um bom futuro pela frente», atira, em entrevista ao Maisfutebol.

Nos relvados, ele dribla, simula, avança em curva-contra-curva por entre adversários. No discurso não. Pensa, reflecte e solta ideias próprias, moldadas num passado recente com demasiados altos para o actual baixo.

Foi emprestado pelo Benfica no início da época, fez cinco jogos como suplente utilizado em Paços de Ferreira e eclipsou-se.

A formação pacense visita o Estádio da Luz mas José Coelho não sonha. Já o fez demasiado. Com Ulisses Morais, deixou de ser opção. A partida de Paulo Sérgio para Guimarães coincidiu com o seu ocaso na Mata Real. «Sabia que ia ser complicado, até porque fui o único jogador nascido em 90 e emprestado pelo Benfica a uma equipa da Liga.»

Três colossos na rotunda de Paços

José Coelho surgiu no P. Ferreira, segundo avançado com 175 centímetros. Em 2001, rumou ao F.C. Porto, onde explodiu.

«Fui muito feliz no Porto, foi o melhor período que tive enquanto jogador, na minha carreira. Há pouco tempo, fui jogar lá para a Liga Intercalar e fui muito bem recebido. Quem sabe bem a história, sabe que a culpa de sair do Porto não foi só minha», lembra.

Em 2006, o jovem internacional português recebeu um convite do Inter de Milão. Fez o que quase todos fariam. Aceitou. O F.C. Porto contestou a transferência e venceu a causa. Coelho pagou uma factura pesada. Ficou um ano sem jogar.

«Penso que o Inter pagou. A Federação italiana assumiu a culpa, interpretou mal uma carta da FIFA, mas fui eu o principal prejudicado», desabafa.

Nos juvenis do Inter de Milão, partilhou quarto e ataque com Mario Balotelli. Regressaria a Portugal para jogar no Benfica. Passou pelos juniores e retornou à casa de partida neste defeso. O seu Paços de Ferreira abriu as portas, para uma época de promessas por cumprir.

«No início do ano, disse que esta época seria o fim do meu purgatório. Infelizmente, isso não está a acontecer. Resta-me esperar e trabalhar, porque depois da tempestade, vem a bonança. Em Janeiro houve possibilidade de sair de P. Ferreira, mas as pessoas disseram-me que a segunda volta ia ser diferente. Não tem sido, tenho de respeitar», resume Coelho.