O governo japonês reiterou esta terça-feira que tem a intenção de organizar os Jogos Olímpicos nas datas previstas, entre 24 de julho e 09 de agosto, e de «uma forma completa», aludindo à presença de público nos recintos.

Esta foi a vontade demonstrada pelo primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, ao explicar a conversa que teve durante a noite com os outros líderes do G7, sustentadas, nessa ocasião, por testemunhos e garantias de outros ministros do executivo nipónico.

Em declarações aos jornalistas, Abe disse que teve a aprovação dos outros líderes do G7 para a realização da competição olímpica de «uma forma completa», considerando que isso vai permitir ao mundo «superar» o impacto da pandemia de Covid-19.

O chefe do governo não precisou a que se referia ao utilizar a expressão «uma forma completa», mas a ministra para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, Seiko Hashimoto, esclareceu que aludia às datas previstas e à abertura ao público das competições desportivas.

«É correto, é o nosso objetivo», afirmou Hashimoto.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe Abe disse que um possível adiamento não foi abordado na reunião.

«O governo vai trabalhar em conjunto com o Comité Olímpico Internacional [COI], o comité organizador e [as autoridades de] Tóquio, com o objetivo de que os Jogos se realizem como se realizaram anteriormente», atestou o porta-voz do governo japonês Yoshihide Suga.

Entretanto, um dos vice-presidentes do Comité Olímpico do Japão, Kozo Tashima, anunciou ter acusado positivo à Covid-19.

«Hoje, os meus resultados dos testes realizados para a despistagem do novo coronavírus foram positivos», informou o ex-futebolista, em comunicado divulgado pela Federação Japonesa de Futebol, da qual Kozo Tashima, de 62 anos, também é presidente.

  

A tocha olímpica tem chegada prevista para sexta-feira ao Japão, onde vai iniciar o percurso no país em 26 de março, a partir do edifício da prefeitura de Fukushima.

As partidas e as chegadas de cada uma das 47 etapas vão ser feitas sem público, a fim de evitar os contágios com o novo coronavírus, tendo as receções à chama nos municípios sido anuladas.