Ronaldo foi questionado acerca dos troféus que conquistou na última época e renovou a ambição. «Temos que ganhar tudo como no ano passado, temos que nos concentrar em vencer todas as competições em que participamos. Na última temporada vencemos tudo e este ano podemos repetir, se trabalharmos como até agora. Eu não relaxo, quero continuar a ganhar prémios. Sou muito novo e quero escrever mais páginas.»

O jogador português assume que ser considerado o melhor do mundo é «um sentimento incrível, um sonho», mas não é por isso que os adversários olham para si de maneira diferente. «Sou igual aos outros jogadores, não creio que me vejam com maldade. O futebol é um jogo e somos todos iguais dentro de campo», revelou o número 7.

Ronaldo admite que não lhe faz diferença ser assobiado ou criticado pelos adeptos durante os jogos, nem se importa que os defesas digam que, para pará-lo, só à falta. «Sinto-me bem, até gosto que me assobiem. Creio que é normal e isso dá-me mais força. Por mais que gritem, assobiem, façam o que fizerem, eu tenho é que ajudar a minha equipa.Esse tipo de comentário [parar Ronaldo à força do derrube] não me afecta também. Não dou importância», confessou.

O jogador madeirense foi questionado acerca da diferença de ambientes entre a Premier League e a Champions e deu uma resposta curiosa para quem joga num dos campeonatos mais fortes do mundo. «A atmosfera é diferente desde o início. Há muito mais competitividade na Champions porque aí enfrentas os melhores da Europa. Embora todos os clubes do campeonato inglês mereçam respeito».

«O Manchester não é só Cristiano»

Ronaldo não concorda com a ideia de ser «a estrela» do Manchester United. «Cada jogador tem as suas qualidades e nós temos um excelente plantel. O Manchester está longe de ser só Cristiano» apontou o craque. O madeirense não nega, no entanto, o orgulho por fazer parte da história dos red devils. «É verdadeiramente maravilhoso. É um privilégio que me equivalham a jogadores como Eric Cantona. Sou muito jovem e estar na história de um clube destes faz-me muito feliz».

O jornal argentino quis saber quem era mais popular em Portugal: Ronaldo ou Mourinho? O jogador distancia-se da ideia de um ser mais proeminente que outro. «Apenas trato de fazer o meu trabalho no clube e na selecção. Repito que não quero ser comparado com ninguém. Faço apenas o meu melhor, pelo país e pelo Manchester».

Teria Ronaldo evoluído desta forma se se mantivesse no Sporting mais uns anos? «Não sei, ninguém o pode saber», advoga Ronaldo que, se fosse jornalista, gostaria de entrevistar uma outra grande figura do futebol europeu: «Eusébio», esse mesmo, o Rei português.