«Amo Portugal por tudo o que me deu, mas não sou português»

Em entrevista ao Maisfutebol, o jogador do Chelsea esclarece a questão, lembrando que sempre deu o máximo com as cores da selecção nacional: «Quem leu bem, quem viu a entrevista, percebeu o que eu disse. Disse apenas que não sou português, não nasci em Portugal, tal como outros jogadores que representaram a selecção.»

«Nesta geração mais jovem, não se nota tanto, mas há vários exemplos de jogadores que nasceram noutros países que não Portugal. Os próprios jornais descrevem-me como luso-brasileiro. Eu nasci no Brasil, cresci no Brasil, mas escolhi jogar pela selecção de Portugal», reforça o médio ofensivo.

Deco abre o coração, sem nunca levantar a voz. Está tranquilo, ciente do que disse e do que sente. «É o que eu sinto, não percebo a polémica. Ninguém me obrigou a jogar pela selecção portuguesa. Eu podia ter-me naturalizado português, era um direito meu, e não jogar pela selecção. Mas fiz essa escolha e vou dar o meu melhor no Mundial, se for convocado», remata. Ponto final na questão.

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«Despeço-me depois do Mundial»

Aos 32 anos, Deco encara o futuro com serenidade. O final aproxima-se e tem contornos definidos. «Já decidi, despeço-me da selecção quando acabar o Mundial. No Euro2012, já teria 34 ou 35 anos, acho que não teria condições para jogar ao melhor nível. É uma decisão natural, chega o momento em que temos de dar o lugar aos mais jovens», reconhece.

O médio ofensivo continua a pensar numa aventura no futebol brasileiro. O Corinthians abre-lhe as portas, «Nesta altura, é melhor não falar muito sobre isso. Tenho o sonho de jogar no Brasil, mas para já tenho contrato com o Chelsea e estou concentrado no clube», garante, ao Maisfutebol.