Depois do Adeus é uma rubrica do Maisfutebol dedicada à vida de ex-jogadores após o final das suas carreiras. O que acontece quando penduram as chuteiras? Como passam os seus dias? Confira os testemunhos, de forma regular, no Maisfutebol.







«Fiz apenas a pré-época no Oriental, nem cheguei a jogar. Percebi que não era aquilo que queria para o meu futuro e decidi abandonar o futebol.»



«Estava no 2º ano do curso, nunca tinha descurado os estudos e senti que ali estava o meu futuro. Tive algumas propostas para ir para o estrangeiro, que recusei por causa do curso, e acabei por optar por me dedicar totalmente a isso.»





«Quando anunciei a decisão penso que ninguém percebeu, à exceção da minha mãe. Atualmente olho para os meus amigos, com quem joguei na formação, e sinto que tomei a decisão correta. Sinto-me feliz e realizado no que faço.»

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«Sou um homem casado, com três filhos, e privilegio o tempo que posso estar com eles, inclusive aos fins-de-semana. Trabalhar ao final da tarde, início da noite, mais sábado e domingo não me cativou. Prefiro ver apenas futebol como um adepto comum.»



A definir prioridades desde a adolescência



«Quando estava no Real, de Massamá, tinha o Benfica e o Sporting interessados em mim. Tinha 12 ou 13 anos. Eles ligavam todos os dias para minha casa, para convencerem os meus pais. Até que certo dia ligaram à hora de jantar, a minha mãe não gostou e disse: ‘o meu filho não está à venda, tem tudo o que precisa’. Aquilo ficou-me gravado na memória.»



«O futebol deu-me amigos para a vida e experiências fantásticas, mas relativizo tudo quando me aparece, como aconteceu recentemente, um rapaz da minha idade, que certamente jogou contra mim, numa cadeira de rodas para receber tratamento. Aí percebes o que é realmente importante.»



«Foi fantástico treinar com o plantel principal do Benfica, com Simão ou Zahovic, e estar no último clássico da velha Luz. Mas do que mais tenho saudades é dos escalões jovens, das lutas pelo título com Sporting e FC Porto, de ser campeão, dos amigos que fiz nessa altura e do ambiente que se vivia. Se pudesse voltar atrás, queria voltar a esses momentos, do futebol puro.»



«As pessoas com quem lido atualmente nem sabem que fui jogador, só os meus amigos. Já naquela altura não me seduzia o reconhecimento, embora seja difícil a um jovem com 18 anos ter discernimento para perceber totalmente isso.»



«Foram cerca de 20 programas, durante alguns meses, por convite de pessoas que conheciam o meu trabalho. Mas não liguei muito a isso, não me motiva o reconhecimento público, foi apenas uma forma de transmitir os meus conhecimentos.»



Dicas para as atividades do dia-a-dia!

Posted by Tiago Carvalhinho Osteopata on  Domingo, 16 de Março de 2014