Depois do Adeus é uma rubrica do Maisfutebol dedicada à vida de ex-jogadores após o final das suas carreiras. O que acontece quando penduram as chuteiras? Como passam os seus dias? Confira os testemunhos, de forma regular, no Maisfutebol.





Um grito que não se esquece: «Ó Toni, mete o Mawete!»







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«A minha vinda para Angola já foi pensada para jogar e trabalhar com meu pai num projecto familiar. Criámos uma empresa e estamos a fazer esforços para desenvolver Angola. Temos a nossa base de ação no Uíge, porque é a zona mais propícia para desenvolver as nossas actividades, visto que Kibocolo é a terra natal do meu pai.»





«Tive desde que nasci uma ligação muito forte com o meu pai, por isso tenho o mesmo nome que ele (sou chará). Desde que nasci conheci o meu pai como embaixador, a ida para Itália foi mesmo por ele lá estar a trabalhar, quanto aos restantes países em que ele trabalhou não houve relação com a minha carreira de jogador, foi coincidência.»



«O Resort na Cidade Mawete é um dos nossos desafios e a nossa grande aposta hoteleira, pois é um projecto com 4 blocos de alojamentos (128 quartos), piscina de 30m, 2 zonas de restaurantes e outros serviços por realizar.»





«O nome do hotel é uma homenagem à minha falecida avó e está colocado numa zona estratégica, onde dentro em breve haverá a abertura das minas de Mavoio e com isso as empresas mineiras de exploração irão precisar de alojamento e outros serviços. Esse hotel é o unico na zona para dar assistência às empresas.»



«Sempre gostei de animais e sempre tive o sonho de ter um macaco, por culpa do Michael Jackson. Agora tenho um, que se chama Djoni. Para além disso, nas nossas fazendas temos vários tipos de animais selvagens, desde galinhas selvagens a elefantes! Ainda não tive a sorte de me cruzar com eles mas vejo os rastos de destruição na fazenda, destruindo os cultivos. Vivi em cidades lindas como Lisboa, Roma, etc... mas sempre fui amante da natureza e da vida selvagem, na Europa passava horas a ver o National Geografic.»





«O meu dia a dia é passado no escritório assumindo o papel de administrador, quando não estou no Uige a averiguar o andamento dos projectos. Quanto ao contacto com a natureza, é de controlo e averiguação dos projetos agrícolas, agropecuários e exploração de terrenos. Não sou eu que trato de cavalos, pois tal requer uma certa formação, ou lavro as terras, vou sim averiguar o desenvolvimento das ideias criadas. Depois de largar o futebol, o objetivo passou por dar maior amplitude aos negócios da empresa, restruturar as infraestruturas e melhorar o seu funcionamento. Sou a ponte entre a ideia e a execução, por isso estou envolvido em todos projectos.»



«Atualmente sou gestor e mentor da criação de certos projetos da empresa, mas gostava de ser dirigente de futebol e o futuro irá tratar disso, pois já temos a equipa de futebol Mawetes na nossa aldeia, Kibocolo. Para já é uma brincadeira, para dar coragem aos jovens da aldeia, mas quem sabe se no futuro iremos dar mais importância e seriedade à equipa e tentar voos mais altos no futebol angolano?»

Um grito que não se esquece: «Ó Toni, mete o Mawete!»



«Quem jogou futebol e fez do futebol a sua vida, tal como eu, tem sempre saudades do futebol, do campo, da relva, do público, etc. Os jogos que vou realizando com amigos e ex-jogadores não dão para matar saudades mas sim para alimentar o bichinho. Nesses jogos costumam estar também figuras como Mendonça, Mateus, Paíto, Quito, Dias Caires, Toizinho, Riquinho, Renato Campos, Akwá, André Macanga ou Edgar Pacheco.»