leões

«Tenho vontade ainda, tenho mais um mês de competição, conforme vai passando o tempo sinto-me melhor fisicamente, mas se por um lado tenho vontade de continuar, há muito tempo que se está a formar na minha cabeça o desejo de terminar», assumiu Derlei, que, a despedir-se dos relvados, gostaria de o fazer com «um título».

O avançado admitiu, também, que, neste momento, nem ele próprio sabe o que o espera. «No final da temporada, independentemente do que acontecer, posso até repensar a minha decisão e jogar mais um ano. Mas, para já, há muita indefinição.»

«Tenho de pensar no futuro, sei que não me resta muito tempo para jogar ao mais alto nível. Enquanto me sentir bem estarei aqui», justificou, ainda, Derlei, lembrando que é preciso «dar espaço» aos «jogadores mais jovens».

Derlei recordou que voltou a jogar com mais regularidade quando Postiga se lesionou, mas que «o pensamento [de terminar a carreira] já vinha de trás».

Derlei e o milagre do título

Relativamente ao título, o avançado acredita num milagre. «Vamos defrontar ainda duas equipas com que o F.C. Porto vai jogar, o Marítimo e Nacional. O jogo com a Académica [próxima ronda, em Coimbra] é decisivo, porque se o F.C. Porto vencer e o Sporting não, o título vai estar entregue. Se o F.C. Porto perder pontos [nos Barreiros, frente ao Marítimo] e nós vencermos, teremos mais três jogos para acreditar num milagre, que é chegar ao título.»

Derlei explicou que falou em «milagre» por conhecer bem a realidade do campeão nacional, mas que isso não impede o Sporting de estar determinado a lutar pelo primeiro lugar. «É uma questão de facto ainda, mas eu falo em milagre porque conheço o F.C. Porto e sei que lá se convive bem com esse tipo de pressão. Estamos quatro pontos atrás, mas este grupo tem capacidade de fazer melhor. A minha crença é que o F.C. Porto contra o Marítimo e o Nacional tem sentido sempre dificuldades, o que é normal, porque são equipas com muita qualidade, e que mais uma vez tanto um como outro roube pontos ao F.C. Porto.»