É cedo para escrever sobre a época do F.C. Porto.

É o momento certo para dizer o óbvio: a esperança do título morreu esta noite, em Alvalade.

É também altura de lembrar que o F.C. Porto arrisca mais do que «apenas» não ser campeão. A nove jornadas do fim e a oito pontos do segundo classificado, o acesso à Liga dos Campeões está em sério risco.

Mais do que perder o título, abandonar a Liga dos Campeões pode ser a mais dura das conclusões para esta época do F.C. Porto.

Na semana passada, depois de ver o F.C. Porto golear o fantástico Sp. Braga (nessa noite nem por isso tão fantástico, claro), escrevi o seguinte: «No dia em que o F.C. Porto goleou o Sp. Braga pode parecer desajustado lembrar o essencial: o campeão está numa posição delicada e a dez jogos do final é improvável que chegue ao título. Até agora não conseguiu ganhar mais do que três partidas consecutivas no campeonato. Tem sido esta, aliás, a marca da equipa: irregularidade. Capacidade para realizar coisas boas (não muitas, mas algumas) e incapacidade para as conseguir sempre que é necessário».

Foi isto que aconteceu em Alvalade.

Depois da goleada, umas semanas após a vitória para a Taça de Portugal sobre o Sporting, o F.C. Porto exibiu sem pudor o seu lado desajustado e distante do que já representou como equipa. Falhou atrás, ofereceu a Carlos Carvalhal a possibilidade de tornar menos dolorosa a temporada.

Está afastado do título e, sejamos justos, não merecia outra coisa.