Sebastián Ribas foi apresentado nesta quarta-feira como reforço do Sporting para a próxima época e meia. O avançado uruguaio, que chega por empréstimo do Génova, com opção de compra no final (2,5 milhões de euros por um novo contrato de três temporadas), não teme a concorrência de Van Wolfswinkel e disse que os períodos de adaptação servem apenas para quem não trabalha diariamente.

«Espero falar em português na próxima vez», começou por dizer. «Estou muito feliz de estar cá, quero agradecer a oportunidade que me deram, espero trabalhar, crescer e ajudar o Sporting a ganhar coisas importantes, que é essa a mentalidade do clube», assumiu.

Ribas garantiu estar «pronto a jogar», não acreditando em períodos de adaptação. «Quem trabalhar e der 100 por cento nos treinos não precisa de adaptação. Trabalho muito diariamente e isso facilita. Encontrei um grupo muito unido, com muitas ganas de trabalhar e de triunfar», defendeu.

Por explicar ficou o motivo pelo qual não foi utilizado no Génova. «É uma pergunta difícil, o Génova é passado, tenho de trabalhar para jogar no Sporting», comentou apenas.

Apelidado de Sebagol, o avançado de 23 anos já tinha sido uma preferência do Sporting no Verão passado, depois de se ter notabilizado na II liga francesa, ao serviço do Dijon, como goleador e melhor jogador do campeonato. O Génova ganhou, então, a corrida, por ter «outros argumentos», explicou o director Carlos Freitas, mas Ribas ficou, desde logo, de olho no leão.

«Conheço muitas coisas do clube, porque o Sporting é enorme, é conhecido mundialmente. Já em tempos estive para vir para aqui, por uma ou outra razão não aconteceu, mas continuei a seguir o clube. Vi jogos e agora que cheguei conheci os novos companheiros. É um grupo digno, humilde, jovem e que trabalha com muita vontade. Estou com muitas ganas de trabalhar e de poder ajudar», assegurou.

Na frente terá de disputar a titularidade com Van Wolfswinkel, Bojinov, Carrillo e Rubio, mas Ribas mostrou-se entusiasmado com a concorrência: «Conheço todos os avançados, vi jogos e a competitividade, para mim, está longe de ser uma coisa negativa, aliás até ajuda, com cada um a ter de dar o seu melhor. Wolfswinkel tem números que mostram que é um grande atacante, mas não creio que vá haver problemas.»

Ribas optou por não falar das suas características, preferindo que «sejam os outros a apontá-las». Mas prometeu «muito trabalho, dedicação e humildade». «No meu posto pedem golos e os golos são a minha vida», observou e sem cair na tentação de estabelecer desde já uma meta: «Nunca proponho um número de golos, eles são a consequência do trabalho e de todo o esforço da semana. Mas quero marcar o mais possível.»

Quem também contribuiu para este desfecho foi Miguel Veloso, companheiro de Ribas no Génova e ex-leão. «É uma grande pessoa, um grande jogador, temos uma boa amizade, fala sempre do Sporting, porque era sua casa. Explicou-me como era a cidade, a equipa, falou-me muito bem e teve peso na minha decisão de vir para aqui.»