A bandeira do Sporting é a Academia e uma equipa cujas mais-valias são oriundas da formação, mas, para Carlos Carvalhal, a juventude não responde a todas as necessidades e há que investir no mercado das contratações. Assim se justificam as entradas de Sinama-Pongolle e João Pereira, aquisições que reflectem uma nova filosofia dos leões, mais agressiva.
«Não me compete falar no dinheiro, também pergunto onde é que os outros vão buscar o dinheiro. A Academia é a trave mestra, temos aqui um filão, mas a estrutura da equipa não pode ser suportada pelos meninos da Academia. Têm qualidade mas precisam de jogadores experientes que os possam ajudar. Se a equipa for mais forte e estiver suportada numa forte estrutura, estes jogadores valerão mais. E para o Sporting ter uma estrutura forte tem de ter dinâmica no mercado», explicou o técnico, para quem esta nova abordagem «deixou as pessoas um pouco assustadas».
Carlos Carvalhal esclareceu, contudo, que apesar de ter uma palavra a dizer nesta mudança de rumo, «a responsabilidade da filosofia não é do treinador e sim da administração». «As contratações feitas não estão a ser pensadas para cinco meses e sim a média duração. O Sporting mudou e vamos ter um Sporting mais agressivo no próximo defeso, activo no mercado nos próximos tempos», garantiu.
Neste âmbito, a aquisição de Rodríguez, central peruano do Sp. Braga que tem sido colocado em Alvalade, não foi confirmada pelo treinador, muito menos as saídas de Postiga e Saleiro, a título de moeda de troca. «Quem falou nas saídas? Não foi ninguém do Sporting», assegurou o técnico, avisando que «muitas vezes o feitiço vira-se contra o feiticeiro».
Relativamente às entradas de Pongolle e João Pereira, Carvalhal não tem dúvida que «são jogadores que vêm acrescentar competitividade e qualidade ao plantel e não manifestar esta ou aquela lacuna». Já a cedência de Stojkovic ao Wigan foi apenas para ajudar o guarda-redes a estar apto a representar a Sérvia no Mundial. «Em função do comportamento do Patrício, que tem estado muito bem, manifestou a necessidade de jogar, quase como um imperativo para estar no Mundial. Se não, era um jogador com que contávamos.»