DESTINO: 80's é uma rubrica do Maisfutebol: recupera personagens e memórias dessa década marcante do futebol. Viagens carregadas de nostalgia e saudosismo, sempre com bom humor e imagens inesquecíveis. DESTINO: 80's

Everton: Marítimo (1987 a 1996)

Há uma geração de adeptos do Marítimo, e do futebol português em geral, que passou toda uma infância com o mesmo nome na baliza do clube insular: Everton. Afinal, foram praticamente 10 anos em que o brasileiro foi dono e senhor das redes da equipa maritimista, a ponto de até quando decidiu colocar um ponto final na carreira o terem chamado de volta para suplantar baixas por lesão nos seus substitutos. 

Guarda-redes porque não tinha jeito para mais nada, Everton fez carreira em praticamente três clubes: o modesto Estrela, em Porto Alegre, a Portuguesa dos Desportos e o Marítimo, onde chegou quase por acaso. Foi um adepto do Corinthians que lhe traçou o destino e o levou até à Madeira, a ilha pela qual se tinha apaixonado uns anos antes, durante uma digressão. 

Em Portugal, Everton chegou a ser figura polémica por um dos motivos mais inusitados: só tinha um rim. Era legal jogar nessa condição? «Tentaram aproveitar isso para prejudicar o Marítimo», conta. Assinou, até, um termo de responsabilidade e nunca teve qualquer problema em quase dez temporadas na Madeira. 

Os números de Everton em Portugal

1987/88: Marítimo, 37 jogos

1988/89: Marítimo, 37 jogos

1989/90: Marítimo, 34 jogos

1990/91: Marítimo, 37 jogos

1991/92: Marítimo, 28 jogos

1992/93: Marítimo, 24 jogos

1993/94: Marítimo, 29 jogos

1994/95: Marítimo, 27 jogos

1995/96: Marítimo, 2 jogos

Olá Everton, ainda vive do futebol?

Em termos de futebol, não tenho mais ligação nenhuma. Quando voltei ao Brasil ainda andei à procura de alguma coisa em termos de treino, mas o Brasil é muito grande e há muita concorrência. Como vi que não dava, acabei por tomar outros rumos. Hoje tenho uma empresa de comércio de peças para industria, em parceria com outros parentes. E depois, claro, vou fazendo um joguinho aqui, um joguinho ali. Uma coisa mais de brincadeira.

E ainda vai à baliza ou agora joga à frente?

Ui, não, à frente não. Nunca gostei. A dificuldade é maior, o risco é maior do que na baliza. Pelo menos para mim, claro.

Foi sempre guarda-redes?

Sempre. Desde pequenito. Não tanto por opção mas, olhe, foi o que sobrou. Como era um bocadinho, digamos, ruim (risos), nas outras posições, foram-me colocando para trás, para trás, para trás até parar na baliza.

Mais um pouco e saía de campo...

Pois é. Mas acabei por adaptar-me bem e gostar. Eu costumo dizer à miudagem que começa a dizer que quer ser guarda-redes que precisam ter atenção que guarda-redes é, de longe, a posição mais especial em campo. São três motivos principais. Primeiro: é o único jogador em campo que pode vestir-se diferente. Pode colocar uma camisola amarela, preta, azul, o que quiser. Segundo: é o único jogador dentro do campo que pode pegar na bola à mão. E terceiro: o guarda-redes passa a maior parte do tempo a observar o jogo. Tem a oportunidade de ver o jogo dentro do campo. E, eventualmente, faz uma intervenção ou outra. Isso nenhum espectador, nenhum adepto consegue, mesmo que também esteja a assistir (risos). Por isso, acho que a gente acaba acostumando-se e gostando desta posição.

E nem precisa correr tanto.

Também, também. É verdade.

Quando é que percebeu que tinha jeito para a baliza e ia ser guarda-redes?

Na verdade, são somos nós, são os outros que percebem isso. Desde pequeno, a jogar à bola nos bairros e nos campitos que existiam muito no Brasil antigamente, aparecia uma ou outra pessoa que me dizia para ir a este clube ou aquele. Aí com uns 13 ou 14 anos comecei a ir àquilo que no Brasil chamamos de ‘peneira’, que são as captações. Como morava no sul do Brasil fui às duas maiores equipas da região, o Grémio e o Internacional. Mas nunca fiquei, nunca fui aprovado. No final, vinha-me sempre embora. Nunca desisti, também. Com 17 ou 18 anos apareceu a hipótese de fazer um teste numa equipa profissional aqui do interior.

Que equipa?

O Estrela. Uma cidade próxima de Porto Alegre. Disputava aqui o principal campeonato regional. Fiz o teste e fui aprovado. Daí para a frente, não parei. Fui para a Portuguesa dos Desportos, fiquei lá sete ou oito anos. E depois foi o Marítimo.

Que, presumo, era desconhecido de si quando chegou, em 1987. Ou não?

Na verdade, quando estava na Portuguesa, creio que em 1983, fizemos uma digressão à Coreia do Sul. Na volta paramos em Lisboa e fizemos um jogo contra o Sporting. E depois fomos à ilha da Madeira disputar o antigo Torneio Autonomia. Encantei-me com aquele local. Achei a Madeira linda. E dizia a toda a gente que se tivesse a oportunidade gostava de ir jogar para lá. E não é que quatro anos depois aconteceu?

Mas procurou esse destino?

Não, nada. Eu disse aquilo meio em brincadeira. Vim para o Marítimo porque a sorte bateu à minha porta.

Everton nos tempos do Marítimo

Mas sabe se ficaram com o Everton debaixo de olho desde esse torneio?

Não, não. Pelo contrário. A história da minha chegada ao Marítimo é bem curiosa. Nos anos 80 não existia de uma forma tão presente a figura do empresário de futebol. Não é como hoje, nada a ver. E então acontecia muito de os clubes enviarem o treinador, o diretor ou o presidente a ver jogos ao Brasil. Foi o que aconteceu comigo. Na altura, veio o senhor Carlos Pereira, que atualmente é presidente, e o Manuel Oliveira, que era o treinador. Vieram ali no mês de julho, para assistir jogos e contratar jogadores. Chegaram a São Paulo e não sabiam para onde ir. Nos aeroportos do Brasil havia a figura do carregador de malas, que ajudava a levar a bagagem. Ora, o carregador que os ajudou tinha vestida uma camisola do Corinthians. Como eles ainda não tinham plano, perguntaram se sabia se havia algum jogo por aquela altura. Como ele era adepto do Corinthians, disse-lhes que eles jogavam essa noite, no Pacaembu. E o jogo era contra o Noroeste de Bauru, onde eu estava emprestado! Veja lá bem (risos). Acho que ganhámos 2-0, salvo erro.

Convenceu-os aí...

Eles viram e gostaram muito. Decidiram ir até Campinas e acompanharam mais três jogos nossos. Ao quarto jogo já estava vendido. O senhor Manuel [Oliveira] queria levar seis jogadores do Noroeste. Acabei por ir eu, o Vadinho, que era um trinco, e o Amarildo, que era um central, que foi para o FC Porto e depois eles emprestaram ao Marítimo.

Portanto, acabou por ir para o Marítimo por acaso, quase.

Completamente. Se o carregador da mala fosse adepto de outra equipa, ia indicar outro jogo e já não me viam. É uma história bem curiosa. Muitas vezes quando conto isso pensam que estou a inventar, mas é verdade pura.

Como era o Marítimo que encontrou?

Era um Marítimo elevador: sobe e desce. Subia num ano, caía no outro. Subia num ano, caía no outro. Havia uma má vontade muito grande das equipas do continente, por causa do transtorno da viagem, aumentava as despesas, era também meio assustador. Nesses primeiros anos, para nos mantermos na I Divisão foi muito difícil. Até afirmar bem o clube na elite, não foi fácil. Foi um trabalho muito desgastante dos atletas e da direção da época.

O Everton já veio com 28 anos. Sentiu que veio tarde?

Acho que sim. Eu tive uma lesão gravíssima no Brasil, pouco antes, e aquilo atrapalhou a minha carreira. Estava no auge. Foi difícil levantar-me e só no Marítimo consegui dar a volta por cima.

Está a falar daquela lesão no rim?

Exatamente. Tive de retirar um rim e o baço. Fiz a carreira toda em Portugal só com um rim. Para você ver, o que passei, na altura, alguém foi descobrir uma lei que dizia que um atleta não poderia participar em competições coletivas com deficiência de órgãos. Corremos o risco de perder os pontos nesse campeonato e tive de sujeitar-me a uma junta médica. Até assinei um termo onde me responsabilizava por qualquer situação que pudesse ocorrer. Se levasse uma outra pancada ou a região fosse afetada, era por minha conta e risco.

Alguma vez teve algum problema?

Nunca. Os médicos sempre me disseram que não ia ter problema. Até hoje. Acho que foi algo que encontraram para dificultar ainda mais a situação do Marítimo, que era uma equipa a abater no campeonato português.

Quando diz que as equipas do continente não gostavam de ir à Madeira, também está a falar de aterrar na antiga pista da Madeira, certamente. Chegou a apanhar algum susto lá?

Era um bocadinho assustador. Sofríamos um pouquinho. Mas a partir do segundo ou terceiro ano, já subia e descia a ler o jornal. Passou a ser corriqueiro. Já não notava diferença nenhuma. Se o avião descesse e tivesse de subir de novo, para nós era até uma festa...

(risos)

Ao contrário dos turistas. De vez em quando era uma gritaria...Cheguei a acalmar algumas pessoas.

Além do Manuel Oliveira que outros treinadores encontrou no Marítimo?

Tive o Quinito. Era um bocadinho folclórico. Um treinador bem diferente dos padrões da altura. Era até um treinador que tinha um currículo diferente, foi dos primeiros portugueses a treinar fora de Portugal, chamavam-lhe o Quinito das Arábias. Fez um trabalho razoável. Era a tal altura em que o objetivo era estabilizar a equipa na Liga. Acho que desde 1986 que o Marítimo nunca mais caiu de Divisão. Mas voltando ao Quinito, ele era muito espirituoso, falava muito com os jogadores. Mas se precisasse usar o pulso firme, usava. Tinha o momento certo para tudo. Não me lembro, até, porque carga de água saiu do Marítimo.

E depois veio o Paulo Autuori, não é?

Sim. Foi o que diferenciou, na altura. No primeiro ano foi muito complicado. Só na última jornada conseguimos a manutenção. Sempre digo que o jogo mais importante foi esse, no Farense. Se eles ganhassem iam à Europa. Se nós perdêssemos, descíamos de Divisão. Ganhámos 2-1, em Faro. Se tivéssemos descido, ia ser muito difícil voltar. Iam mudar os valores que o Governo dava ao clube em apoios, era uma bola de neve. Termos conseguido, foi o salto que precisávamos. No ano seguinte conseguimos apuramento para a Europa e, até hoje, sempre que começa o campeonato o Marítimo é visto como uma equipa candidata a uma posição europeia.

Um guarda-redes trava sempre muitos duelos com avançados das outras equipas. Algum duelo especial que guarde na memória?

O único clube que acho que o Marítimo não ganhou fora de casa foi ao FC Porto. Mas nas épocas que estive lá, não me lembro de perder com o FC Porto na ilha da Madeira. Eram sempre embates bem disputados. E houve jogos históricos, como a meia final da Taça de Portugal e um dérbi com o Nacional que foi até televisionado. Também nos jogos com o Sporting, no antigo Estádio de Alvalade, costumávamos ir buscar resultados positivos. E havia uma rixa muito grande, muito grande mesmo, com o V. Guimarães.

A histórica meia-final contra o FC Porto:

E a nível de jogadores, havia alguma dor de cabeça maior nos rivais?

Muitos. Havia dois búlgaros no Sporting que faziam a diferença: Iordanov e Balakov. Eram jogadores especiais, faziam a diferença pela técnica, pela qualidade e por tudo o que envolvia. Mas o que me chamava mais a atenção eram mesmo os jogadores portugueses.

Estava uma geração que ficou conhecida como «geração de ouro» a nascer.

Precisamente. Hoje, claro, há o Cristiano Ronaldo, mas na altura havia jogadores como Figo, Rui Costa, o Gomes, do FC Porto...Eram tempos diferentes, mas jogadores de extrema qualidade. Também o Paulo Futre, que se jogasse hoje estaria ao nível do Cristiano Ronaldo, com certeza. Havia aquela geração campeã de Riade e depois em Lisboa. Foi a base de tudo aquilo. Muito embora houvesse uma invasão de jogadores estrangeiros, percebia-se que havia ali muitos jogadores bons a aparecer. O Figo abriu o espaço quando foi eleito melhor do mundo.

O Marítimo no Jamor

E, mesmo a outro nível, encontrou certamente jogadores de muita qualidade também no Marítimo.

Claro. Ainda mantenho contacto com muitos. O Rui Vieira esteve comigo quase o tempo todo lá. O João Luís, Carlos Jorge, o Alex...Enfim, é difícil enumerar todos. Foram muitos anos e amizades que ficaram marcadas porque no início tivemos extremas dificuldades e quando é assim forma-se uma amizade muito forte.

A nível pessoal, que jogos recorda por terem sido aqueles que lhe correram mesmo bem?

A nível de espetacularidade, houve dois jogos. A meia final da Taça contra o FC Porto nos Barreiros. E a final, claro, contra o Sporting. Foram dois jogos de excelência para mim. Mas em termos de importância foi aquele que já falei, contra o Farense. Era ganhar ou morrer. Foi extremamente desgastante. Aquela semana foi de enfartar. O outro jogo, não tanto pela atuação mas pela história, foi o jogo com a Juventus. Um momento histórico para o clube, que estava a estrear-se numa competição europeia contra um clube que é aquilo que é até hoje.

Como foi essa eliminatória?

Perdemos 1-0 em casa e lá perdemos 2-1. Mas demos um susto neles, lá. Estivemos a ganhar 1-0 e eles tiveram de acelerar um bocadinho (risos). Lá os Baggios, Paulo Sousa, Ravanelli, Del Pieri. Se não tivessem acelerado...Foi um susto para eles.

Teve propostas de outros clubes quando esteve no Marítimo?

Quase no final da minha carreira, houve uma conversa com um representante do Sporting, logo após a final da Taça de Portugal, em 1995. Mas era um contrato muito curto e os valores não me convenceram. Achei que não valia a pena apagar a história que tinha no Marítimo. Não houve acerto, tinha contrato e decidi ficar e encerrar ali a carreira. Aliás, nem encerrei porque tive de fazer meia dúzia de jogos no ano seguinte. O Marítimo contratou vários guarda-redes, entre eles o Lemajic, mas acabaram por se lesionar e pediram-me para continuar mais um pouco.

Há quanto tempo não vai à Madeira?

Voltei a Portugal quando o Marítimo voltou à final da Taça de Portugal, contra o FC Porto. Foi a última vez, nunca mais voltei. As atividades em que me envolvi aqui roubam-me muito tempo. Mas a saudade bate de vez em quando e está nos planos passar aí umas férias.

Olhando para o cenário atual, com que guarda-redes do futebol mundial mais se identifica?

Com a mudança da regra de não poder agarrar a bola atrasada, isso obrigou a ter maior habilidade com os pés. Sinceramente, tive muita dificuldade com essa situação. Por isso, não me vejo em ninguém. Mas em termos de guarda-redes puros, como o tipo que fecha a baliza, acho que aquele miúdo do Benfica que foi para o Man. City, o Ederson, tem certos trejeitos em que me acho parecido. Mas, atenção: feitas as devidas diferenças! Longe de mim querer comparar-me ao que ele é hoje. Há certas semelhanças.

Então acha que hoje teria mais dificuldade em fazer carreira por causa do jogo com os pés?

Com certeza. Não só eu. Todos os guarda-redes da época tiveram imensas dificuldades nessa transição. Nós passamos a vida a pegar na bola com a mão e de repente os gajos querem que pegues na bola com o pé? Tive imensa dificuldades. Ainda hoje são poucos os guarda-redes que sabem trabalhar com qualidade com os pés. Além do treino, exige que se nasça com uma certa técnica. Porque um guarda-redes é possível fazer. Pega-se num miúdo de 10 anos numa esquina que tenha uma boa altura, começa-se a trabalhar com ele e fazes dele um guarda-redes. Agora um avançado ou um médio, se não nascer com alguma coisa, não se consegue fazer. E os guarda-redes também começa a ser assim.

Também se costuma dizer que um guarda-redes ter de ser um bocado maluco, não é?

É verdade. No Brasil há um ditado muito usado: um bom guarda-redes ou é louco ou é gay. Quando me falavam isso, eu dizia logo que costumava rasgar notas de 100 euros, só para não deixar dúvidas qual era a minha situação...Mas a verdade é que muitas vezes, um guarda-redes vai com a cara onde está o pé do adversário. Um jogador normal não faz isso, só por acidente. Eu tive uma lesão gravíssima porque meti o meu corpo no pé de um avançado. É preciso haver um pouco de loucura, se não houver não pode ser bom guarda-redes. Se houver medo, nem vale a pena tentar. Desista já.

Everton nos tempos atuais
 

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