DESTINO: 90's é uma rubrica do Maisfutebol: recupera personagens e memórias dessa década marcante do futebol. Viagens carregadas de nostalgia e saudosismo, sempre com bom humor e imagens inesquecíveis. DESTINO: 90's.

JAMIR: Benfica (1996/97) e Alverca (1998 a 2000)

«Aquele era um bom grupo, mas não dava certo em campo.»





«Naquele Benfica havia muitas trocas. Muitos jogadores a entrar e a sair. Havia muita insegurança. Ninguém conseguia dizer que era titular indiscutível. Numa semana jogava de início na outra estava na bancada»

Maisfutebol«No Benfica sempre cumpriram comigo, não tenho nada a dizer. Gostava de ter dado mais ao Benfica. Se pudesse voltar atrás tinha dado muito mais»



«Estava no Botagofo, cheguei em 1995 vindo do Grémio. Na mesma altura chegou o Paulo Autuori e pôs aquela equipa a jogar muito futebol. Fomos campeões. O Paulo conseguiu um contrato com o Benfica e acabou por indicar a minha contratação»,



«O problema mesmo foi que as coisas não correram bem nem para mim, nem para ele [Autuori] e, claro, nem para o clube. Era um período muito difícil. Foram contratados muitos jogadores, de muitos lugares, e não conseguiram fazer com que o Benfica fosse adiante. Foi triste ficar ligado a isso. Fiquei triste por não ter conseguido ajudar o Benfica a conquistar um título»

A incrível história do dia em que Romário o contratou para o Vasco da Gama


Jamir com a camisola do Benfica

Erro na Supertaça foi «o primeiro golpe»

«Acho que faltou confiança»

«Não foi a adaptação ao jogo em Portugal, foi mesmo falta de confiança. No Brasil estava à vontade, aí talvez tenha ficado com menos confiança. Não desaprendi de jogar. Era o mesmo mas a confiança faz muita diferença no futebol»,



«Foi um início mau para mim. Tive culpas naquele golo. Tinha a bola dominada, demorei a tirar e acabei por perder o lance. Foi o primeiro golpe, numa altura em que ainda estava muito emocionado por estar num clube como o Benfica»

Resumo do jogo:





«Foi muito ruim. Fiquei muito triste por ter deixado a equipa na mão. A tristeza foi muito grande. Fui sempre um jogador viril, mas leal. Aquela expulsão fez-me sentir muito mal»



«Aquele Benfica era muito conturbado. Tentava-se tudo e nada acontecia. Depois o FC Porto também estava numa fase muito boa e era difícil de os parar. Foi tudo junto. Não dá para identificar ao certo o que aconteceu. A equipa trabalhava mas os resultados nos jogos não aconteciam»

«Ao olhar para trás sei que, em parte, a culpa foi minha»

«Nunca é bom mudar a meio»

«Talvez tenha tido alguma imaturidade também. Agora, ao olhar para trás, sei que em parte a culpa foi minha. Mas toda aquela confusão e entra e sai prejudicou a equipa. Eu fui junto. Eu e todos.»

«Havia muita cobrança dos adeptos. Quando o Autuori chegou criou grande expectativa. Tinha sido campeão no Brasil, entrou e montou a sua equipa. Trouxe jogadores novos e isso gerou expectativa que não conseguimos corresponder»

«Quando me senti inseguro deveria ter buscado mais apoio. Mesmo da minha família, que estava longe. Estava sozinho em Portugal. Não é desculpa, claro, mas não é a mesma coisa. Nunca tinha estado sozinho. Sei que devia ter dado mais de mim e enfrentado isso com mais força.»

«Vias de facto» com Panduru num treino: «Perdi a cabeça»



«Acabamos por chegar a vias de facto. Fomos os dois afastados durante uma semana e nesse período o meu empresário apareceu com a possibilidade de voltar ao Brasil, por empréstimo. A situação não estava agradável no Benfica e achei que era melhor voltar»

«Por não estar a jogar tanto e com falta de confiança perdi a cabeça»,

«Nunca antes tinha acontecido nada assim na minha carreira. Foi pela situação em que estava, por querer jogar mais. Estava afetado e tive uma ação muito ruim. Eu até tinha um bom relacionamento com o Panduru, mas naquela altura todo o mundo andava de cabeça quente»

«bem melhor»Estava muito mais à vontade. Claro que a pressão também é diferente e também já sabia como funcionavam as coisas na Europa. Fizemos uma boa campanha e podíamos até ter ficado mais acima»




O ginásio é uma das paixões de Jamir



«Tinha boa relação com o Calado ou o João Pinto. Aliás, quando fui para o Alverca, morei num apartamento que era alugado ao João Pinto

«Perdi o contacto com muitos, até do tempo do Alverca. Mas é assim que as coisas são»

Benfica-Ruch Churzow com golo de livre de Jamir:



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