DESTINOS é uma rubrica do Maisfutebol: recupera personagens e memórias dessa década marcante do futebol. Viagens carregadas de nostalgia e saudosismo, sempre com bom humor e imagens inesquecíveis. DESTINOS.

LJUBINKO DRULOVIC: Gil Vicente (1992/1993 a dezembro de 1993), FC Porto (dezembro de 1993 a 2000/01), Benfica (2001/02 e 2002/03) e Penafiel (2004/05)

Passe de trivela? A patente em território nacional tem dono. Pertence a Ljubinko Drulovic, o cavalheiro sérvio, senhor com mais de 300 jogos ao serviço do FC Porto e o pleno no pentacampeonato.

É verdade, Drulo é só um dos dois estrangeiros a estar nesses cinco títulos dos dragões. O outro? Aloísio Alves, também ele um gentleman

Drulovic é um dos jogadores mais marcantes da liga portuguesa nos anos 90. No FC Porto, pois claro, mas depois também em duas temporadas no Benfica, já em pleno século XXI. E como o que é bom nunca é de mais, o menino de Nova Varos não se despede dos relvados lusitanos sem ajudar o Penafiel de Luís Castro e António Oliveira na época 2004/05. 

O tempo passa por todos e o mister Ljubinko Drulovic está agora na Ásia Central. A fazer pela vida, a ensinar trivelas de pé esquerdo e a sonhar com um regresso a Portugal. Mas só depois de chegar aos Jogos Olímpicos de 2020. É o DESTINO: 90s no Maisfutebol

DRULOVIC NO CAMPEONATO NACIONAL:

. 1992/1993: Gil Vicente (9º lugar)

. 1993/1994: Gil Vicente (12º) e FC Porto (2º lugar)

. 1994/1995: FC Porto (campeão)

. 1995/1996: FC Porto (campeão)

. 1996/1997: FC Porto (campeão)

. 1997/1998: FC Porto (campeão)

. 1998/1999: FC Porto (campeão)

. 1999/2000: FC Porto (2º lugar)

. 2000/2001: FC Porto (2º lugar)

. 2001/2002: Benfica (4º lugar)

. 2002/2003: Benfica (2º lugar)

. 2004/2005: Penafiel (11º lugar)

TOTAL: 337 jogos no campeonato/62 golos

TROFÉUS: 5 campeonatos nacionais, 5 supertaças e 4 taças de Portugal

Maisfutebol – Boa tarde, Drulovic. Por onde anda?

Ljubinko Drulovic – Olá, tudo bem? Estou no Uzbequistão. Sou selecionador olímpico há mais de um ano e  estou a lutar por um dos grandes objetivos da minha carreira de treinador.

MF – Estar nos Jogos Olímpicos?

LD – Quero ganhar uma medalha com esta equipa em Tóquio, isso mesmo. Mas antes temos de nos qualificar para os Jogos da Ásia, em janeiro de 2020.

MF – Queremos falar consigo sobre o seu passado em Portugal, mas fale-nos um pouco sobre a experiência no Uzbequistão. Não é um destino comum.

LD – Ah ah ah, a minha mulher diz-me isso todos os dias. Eu vivo em Tashkent, a capital, e aconselho a todos os portugueses uma visita. O país está a sofrer uma grande revolução, já recebe milhares de turistas e tem tudo o que imaginamos numa boa cidade: segurança, espaços verdes, comida fantástica, restaurantes tradicionais e uma zona histórica muito bonita.

MF – É melhor do que Portugal?

LD – Ahhhhhhh, Portugal é o melhor país do mundo para viver. Acredito que vou voltar a trabalhar aí, agora como treinador. Adoro o país, as pessoas, o clima bom, estive aí mais de 15 anos. Sei que o ambiente no futebol anda complicado, mas isso tem de passar. Gostava muito de treinar na I Liga portuguesa depois de ganhar uma medalha nos Jogos Olímpicos e até costumo trabalhar com um adjunto português, um treinador de enorme qualidade, o professor Luís Diogo. 

MF – Chegou cá a Portugal em 1992, já com 24 anos.

LD – Isso mesmo. Eu nasci e cresci numa pequena cidade sérvia, Nova Varos. Era tudo calmo, os vizinhos eram todos amigos, passava os verões na rua a jogar futebol, três contra três, sempre com bolas pequenas. Comecei a jogar futebol aos sete anos e aos 15 já jogava nos seniores do Zlatar Nova Varos.

MF – É nessa altura que chega às seleções jovens da antiga Jugoslávia?

LD – Sim, sim, eu era dos poucos que não jogava num dos grandes de Belgrado. Acabei por me destacar, fui para o RAD e recebi até um convite para jogar no Estrela Vermelha. As pessoas talvez não se lembrem, mas o Estrela foi campeão europeu em 1991. Fui obrigado a recusar o Estrela e assinei pelo Gil Vicente.

MF – Por culpa da guerra nos Balcãs?

LD – Eh pá, claro. Os problemas políticos eram evidentes, já insuportáveis. Percebi que tinha de abandonar a minha casa e recomeçar tudo. A partir do zero.

MF – O zero foi o Gil Vicente?

LD – Olha, o Gil foi o zero, o um e o dois. Fiz um ano e meio lá e convenci o FC Porto a contratar-me. Só posso elogiar o Gil, o treinador Vítor Oliveira e os meus colegas de Barcelos. Fico feliz por saber que o clube vai voltar à primeira divisão.

Drulovic no Euro2000 com a camisola da Sérvia

MD – Drulo, mas porquê o Gil Vicente? Conhecia alguém no clube?

LD – Não, não. Um empresário amigo estava a meter jogadores jugoslavos em Portugal e falou-me num clube que tinha subido há pouco tempo e que era uma boa oportunidade. Mas fui à experiência, sem garantias.

MD – Teve de treinar à experiência em Barcelos?

LD – Sim senhor, eu e mais dois compatriotas meus. Mas a experiência durou pouco, ah ah ah. O Vítor Oliveira viu-me a treinar 15 minutos, saiu do treino e voltou com um dirigente. Tive de assinar logo contrato nesse dia. O resto da história já conhecem. Fiz um ano e meio muito bom, quase sempre a ponta-de-lança. Dei nas vistas e acabei no FC Porto.

MD – E o seu último jogo pelo Gil Vicente é precisamente contra o FC Porto. Coincidência?

LD – Eu já tinha tudo certo com o FC Porto antes desse jogo. Mas, atenção, empatámos 1-1 em Barcelos e eu fui o melhor em campo. Nessas coisas fui sempre corretíssimo. Avisei logo o senhor Pinto da Costa: ‘sim senhor, assino pelo FC Porto mas até lá vou dar tudo pelo Gil’. Aqui entre nós, acho que o presidente ficou a gostar ainda mais de mim. Aliás, ele contratou-me para o FC Porto contra a vontade do treinador.

VÍDEO: o jogo de despedida de Drulo no Gil, contra o FC Porto (imagens RTP)

MF – O senhor Bobby Robson?

LD – Não, ainda estive um mês com o Tomislav Ivic. Ele era croata, eu era sérvio… complicado. Depois deu uma entrevista a um jornal croata a falar de mim, que na altura era um inimigo deles, enfim. Uma confusão. Acho que essa entrevista até acabou por não sair, mas a atmosfera entre o jogador e o treinador foi afetada.

MF – A saída do Ivic foi um alívio para si?

LD – Não digo um alívio, porque ele tratou-me sempre bem. Acho que foi boa para mim e para o FC Porto porque chegou um treinador e um homem espetacular. O Bobby Robson.

MF – Toda a gente o elogia. O que tinha de especial o senhor Robson?

LD – Era um latino na pele de um inglês. Brincalhão, comunicativo, sempre a inventar exercícios motivacionais, sempre a agarrar-nos pelo braço e a dizer ‘tu és grande jogador, grande jogador’. Tinha uma forma única de estar no balneário. Gritava connosco e ninguém ficava chateado, porque sabíamos que era um homem puro, um homem bom. Uma vez fez-me uma que nunca mais esqueci, eh eh eh.

MF – Conte-nos lá.

LD – Marquei um golo em Leiria e joguei os 90 minutos, antes da visita a Génova, casa da Sampdoria, para a Taça das Taças. Jogo muito importante, quartos-de-final, todos queriam jogar. No dia da convocatória eu vou à parede ver a lista e não estava lá o meu nome. De repente aparece o senhor Robson por trás e abraça-me: ‘azar Drulo, muita azar, no lugar para ti no avião’. Ah ah ah ah ah, grande Robson. Ele mudou a estratégia da equipa, montou um onze mais defensivo e preferiu não me levar. Percebi isso, mas a única explicação que me deu foi essa, naquele português inglesado dele. ‘No lugar no avião’. No jogo em casa fui convocado, mas deixou-me na bancada. Fui o 17º. Com outro treinador teria ficado chateado, com ele não conseguia.

MF – Nesses anos também conheceu o José Mourinho.

LD – Gajo inteligente, muito inteligente. Uns anos mais tarde, eu estava no Partizan e jogámos contra o FC Porto. Pá, ao intervalo eu ia entrar e comecei a ser insultado pela malta do Porto. Funcionários, roupeiros, massagistas, não sei bem. Só me lembro do Zé [Mourinho] vir ter comigo, abraçar-me e dizer-lhes ‘Vocês estão loucos, pá? Este é o nosso Drulo’. Grande Zé.

MF – Depois ainda trabalhou com o António Oliveira e o Fernando Santos.

LD – Homens completamente diferentes. Com o Oliveira tive sempre boa relação, mas no Penafiel não foi correto comigo, não cumpriu algumas promessas que me fez. Nem vale a pena falar disso. O Fernando é fantástico. Adoro-o. Passei duas horas a falar com ele, ainda há poucos anos. Eu era o selecionador da Macedónia e falámos de tudo. Merece ganhar todos os títulos possíveis. É um cavalheiro, uma pessoa de respeito. Até me disse que se não tivesse sido a minha lesão o FC Porto tinha sido campeão em 2000/01.

VÍDEO: o golo decisivo contra o Benfica (4m05 – imagens RTP)

MF – A vossa última época no clube.

LD – Sim, parti o maxilar contra o Felgueiras e estive mais de um mês de fora. Perdi peso, voltei em baixo de forma e prejudiquei a equipa. A equipa e o meu futuro no FC Porto. As conversas para renovar o contrato, depois disso, mudaram de tom.

MF – Então?

LD – Passei de imprescindível a dispensável. Andávamos há dois anos para renovar o contrato e eu tinha pedido um aumento que achava justo. Diziam que eu merecia, tudo ok, mas nunca formalizámos o acordo. Foram adiando, adiando, até me dizerem que não estavam interessados na minha continuidade.

MF – É aí que lhe aparece o Benfica?

LD – O Benfica e o Atlético Madrid. O Paulo Futre queria levar-me para Espanha.

MF – Percebeu que ao escolher o Benfica estava a desiludir os portistas?

LD – A minha família queria continuar em Portugal e a abordagem do Luís Filipe Vieira foi muito correta. Era outro grande clube, pagava-me aquilo que eu pedira ao FC Porto e aceitei. Fizeram de mim um dos capitães da equipa e nunca tive problemas no balneário, fui bem recebido. Aliás, os dois balneários não tinham nada a ver.

MF – Muito diferentes?

LD – Totalmente. No FC Porto era uma obsessão pela vitória. A malta do clube, como o Jorge Costa e o Paulinho, faziam uma pressão impressionante sobre todos, ninguém podia abrandar. E quem abrandasse… perdia a confiança dos colegas. Isso era ótimo, obrigava-nos a dar o máximo todos os dias. No Benfica, bem, a fase era de remodelação. Havia muita gente nova, muitos não conheciam a grandeza do clube. Era uma mudança de ciclo. Tenho a certeza que não tem nada a ver com o Benfica atual.

MF – E teve de jogar contra o FC Porto. Como foi?

LD – Estranho, não posso dizer o contrário. Sempre fui grande profissional, mas quando me levantei para aquecer nas Antas e as claques do FC Porto começaram a aplaudir-me… nem sabia onde me meter. Tive a sorte de jogar nesses dois gigantes, mas todos sabem da importância que o FC Porto teve para mim.

MF – Até porque o Drulovic é um dos dois estrangeiros que esteve nos cinco títulos do penta.

LD – Eu e o meu amigo Aloísio. Que classe tinha esse meu irmão! Parece quase impossível ter ganho tanta coisa no FC Porto, mas aquele balneário não permitia outra coisa. Estou na história do clube e acho que ainda tenho o recorde de assistências para golo numa temporada. O meu pé esquerdo não era mau, ah ah ah.

MF – O cruzamento de trivela nasceu muito antes de aparecer o Quaresma.

LD – Tive de aprender a cruzar assim porque o meu pé direito não existia. Era muito natural e a bola saía mais direitinha do que quando cruzava com a parte de dentro do pé. O Heitor e o Balakov também faziam isso bem na minha altura. Agora é o Quaresma, sim, mas muito antes já eu fazia cruzamentos de trivela.

MF – Fez mais de 300 jogos pelo FC Porto. Consegue escolher o melhor jogo e os melhores golos?

LD – Sem problemas. Escolho dois golos: num 2-1 ao Benfica, nas Antas, entrei a faltar 20 minutos e marquei o golo da vitória. Ficámos muito perto do título [5 de março de 1995]. Estávamos a jogar com dez, por expulsão do Secretário, e foi uma loucura. E tenho de escolher o golo ao Hertha de Berlim na Liga dos Campeões. Corri 30 metros, fintei muitos alemães e marquei ao Kiraly. Melhor jogo… talvez o 5-0 em Bremen, para a Liga dos Campeões. Foi uma exibição coletiva monstruosa. O Vítor [Baía], o Jorge [Costa] e o Fernando [Couto] foram incríveis.

VÍDEO: arrancada de 30 metros e golão contra o Hertha (imagens RTP)

MF – Falta falar do homem que melhor aproveitou os seus cruzamentos.

LD – O Jardel, o melhor ponta-de-lança que conheci. O Kostadinov e o Domingos eram geniais, mas eram avançados. O Jardel era mesmo homem de área, único. Ele evoluiu muito, muito em Portugal. A primeira vez que o vimos treinar nem queríamos acreditar. O Fernando Mendes, meu colega de quarto, gritou no treino: ‘o Porto deu milhões por este gajo?’ Ah ah ah, o Fernando era um maluco também.

MF – Quando é que ficaram convencidos com o Jardel?

LD – Eu fiquei quatro dias depois, num amigável contra o Hearts, na Escócia. Ganhámos 3-1, ele entrou e fez dois golos. Vi que ele era diferente, só estava ali para marcar golos. O que nós nos rimos dele, ah ah ah ah. E no estádio do Rosenborg para a Liga dos Campeões? Estava 0-0 e eu saí para entrar o Jardel perto do fim. Ao minuto 90, tau. Canto, há um desvio e a bola vai ter com ele ao segundo poste. Golo. Ah ah ah ah, eu nunca vi nada assim. Espero que o Mário esteja bem

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