DESTINO: 90's é uma rubrica do Maisfutebol: recupera personagens e memórias dessa década marcante do futebol. Viagens carregadas de nostalgia e saudosismo, sempre com bom humor e imagens inesquecíveis. DESTINO: 90's

QUINZINHO: FC Porto (1995/96 e 1998/99), U. Leiria (1996/97), Rio Ave (1997/98), Farense (1999/00), Desp. Aves (2000/01), Alverca (2001/02) e Estoril (2002/03)

A bandeirola de campo era o par perfeito. Quinzinho corria, encarava-a e bailava. O festejo imortalizou-se e o angolano ganhou a fama de «bailarino dos relvados». No rosto um sorriso. Sempre. Quinzinho era a alegria em pessoa e, passados todos estes anos, continua com o riso fácil que cativava tanta gente. 

Em Portugal destacou-se no FC Porto porque não teve paciência para esperar pelo Sporting. Apaixonou-se pela mística do Dragão e cresceu debaixo da asa de «Sir» Bobby Robson, a quem trata, carinhosamente, por «velho». Não conseguiu ser indiscutível nas Antas porque a concorrência era feroz. Jogou em vários outros clubes da Liga, passou pelo histórico Rayo Vallecano, de Espanha, e passou sete anos na China before it was cool...

Por estes dias vive em Lisboa e joga à bola para manter a forma e matar as saudades. Ainda dança? Esse é o ponto de partida da conversa. 

OS NÚMEROS DE QUINZINHO EM PORTUGAL

1995/96 – FC Porto, 11 jogos (2 golos)

1996/97 – U. Leiria, 18 jogos (3 golos)

1997/98 – Rio Ave, 25 jogos (8 golos)

1998/99 – FC Porto, 13 jogos (6 golos)

1999/00 – Farense, 6 jogos (1 golo)

2000/01 – Desp. Aves, 26 jogos (8 golos)

2001/02 – Alverca, 33 jogos (5 golos)

2002/03 – Estoril, II Liga

Quinzinho, a primeira pergunta é obrigatória: ainda dança quando marca golos?

Ah ah ah ah. Já não. Nada disso, amigo. Jogo à bola por brincadeira. Durante a semana vou dar uma corridinha de hora e meia e ao fim de semana jogo no torneio do CIF. E nesse torneio já nem jogo a ponta de lança, é mais trinco ou número 10. As pernas já não são as mesmas e ali sempre consigo dar mais qualidade ao jogo.

Mas continua a entrar em campo a rir? O Quinzinho era conhecido pela forma alegre com que encarava o futebol.

Isso, sempre. É a minha identidade e nunca vou perder. Eh eh eh eh. Faz falta ver o futebol com mais alegria. Futebol é alegria, é prazer.

Mas a ideia é estabelecer-se como treinador, certo?

Sim. Estou à procura de alguma coisa. Estive no Vilafranquense, depois em Angola. As coisas lá em Angola não foram aquilo que estava à espera. Preferi voltar, ficar por cá e agora estou à espera a ver o que aparece.

Recuando agora ao passado, o Quinzinho foi sempre um projeto de jogador de futebol desde pequeno?

Completamente. Passei a infância a jogar futebol, na minha cidade Luanda. O meu pai até ficava chateado. Muitas vezes estava obrigado a vir da escola para casa, mas passava por amigos que estavam a jogar futebol, parava, pousava a mala, tirava as sapatilhas e ficava a jogar até à noite. Quando chegava a casa, vinha logo o meu pai com a vassoura...Eh eh eh eh.

E jogava descalço?

Sempre. Lembro-me das primeiras, nem sequer foi chuteiras, eram umas sapatilhas que alguém me ofereceu. Passei a jogar com aquilo. Tinha uns 12, 13 anos. Lembro-me bem que quando comecei a jogar federado foi no clube do meu Bairro, o Rodoviário, e eles arranjavam umas botas da Le Coq Sportif para todos. Deram-me um par e eu tive muitas dificuldades a jogar com aquilo no pelado. Depois lá me comecei a habituar.

Mas quando diz que o seu pai ficava chateado por chegar tarde era porquê? A sua família não queria que fosse jogador de futebol?

Não, não. Aliás, tive dois irmãos federados. Um jogava no 1.º de Agosto e outro no Petro. Mas o meu pai achava que com aquela idade tinha de me aplicar nos estudos. Ah ah ah. O meu pai também foi jogador, sabia? E a minha mãe fazia atletismo. É uma família de desporto. Mas queriam que me aplicasse na escola. Só que eu gostava mais da bola...A dada altura ele percebeu que eu tinha algum jeito e aceitou. O meu primeiro contrato já foi ele que fez e já dizia: 'Quinzinho, vamos puxar por isto'.

Como aparece o FC Porto na sua história?

Em 93 fui jogar para o Sporting de Luanda, que era filial do Sporting de Portugal. No tempo do Sousa Cintra. Eu era o jogador mais destacado e uns tempos depois o Sousa Cintra disse: ‘ouvi dizer que vocês têm aí um miúdo bom, mandem-no para cá seis meses’. Mandaram-me para Portugal. Cheguei ao Sporting do Balakov, Cherbakov, Figo, Peixe, Capucho. Só craques. O treinador era o Bobby Robson, com o Mourinho a tradutor. Naquela altura havia limite de estrangeiros. O Robson queria, o Sporting até estava a tentar rescindir com alguns estrangeiros, mas eles não quiseram. Então percebi que estava difícil e ia demorar muito. Eu queria jogar. Disse-lhes que preferia ir para Angola e esperar lá. Lá eu podia jogar. Vim para Angola já a meio do campeonato e depois de acabar, Angola ia preparar a primeira participação na Taça de África, na África do Sul, em 96. E viemos fazer o estágio a Portugal.

Voltou a aparecer o Sporting?

Não. Apareceu o FC Porto. Eh eh eh. Lembras-te do Mielcarski?

Claro, o avançado polaco.

Exato. Ele tinha-se lesionado e o FC Porto andava à procura de um avançado. Nós, seleção de Angola, fizemos um jogo com a Académica de Coimbra, que passou na televisão. O Mourinho viu e na altura já estava no FC Porto. E foi dizer ao velho, ao Robson: ‘tás a ver aquele angolano que esteve connosco no Sporting?’ E o velho: ‘Aquele forte? Estou a ver, estou a ver’. ‘Olha, ele está cá com a seleção. Jogaram com a Académica e fez dois golos’. Estávamos no centro de estágio da Cruz Quebrada e eu nem sabia de nada. Entram lá uns senhores à procura de mim. Eu todo inocente, nem sabia de nada. Mas já estava tudo tratado. E disseram-me: 'queres ir para o FC Porto?' Ah ah ah ah. Ainda fomos fazer um jogo com o FC Porto, marquei outro golo fiz um grande jogo e o velho disse-me logo: ‘não, você vai ficar aqui’. Já nem cheguei a regressar a Lisboa. Fiquei por lá a tratar de tudo e só viajei para a África do Sul a dois dias do CAN. Voltei ao FC Porto quando fomos eliminados. E o velho nem me queria deixar ir.

O FC Porto-Angola que lançou Quinzinho:

Fala do Robson com muito carinho, já deu para ver.

É um espetáculo. Foi o melhor treinador que tive. Foi um conselheiro, um pai. Ele é que me ensinou muita coisa no futebol. Tinha uma forma de falar com os jogadores muito especial. Só não gostava era que eu dançasse. Ah ah ah.

Então?

Essa história é muito bonita. Eh eh eh. Eu tinha facilidade em aparecer cara a cara com o guarda-redes. Às vezes eram três ou quatro vezes num jogo. Isolava-me facilmente. Houve um jogo nas Antas contra o V. Guimarães em que apareci quatro ou cinco vezes na cara do guarda-redes. E uma vez marquei e festejei a dançar. Ele ficou todo f****. Ficou chateado mesmo. Chateado. Chateado. Chateado. E gritava: ‘não, não. Você não dança!’. Até os meus colegas lhe perguntavam: ‘mas está chateado porquê?’. E ele dizia: ‘Ele só dança se fizer três golos! Enquanto não fizer três golos não pode dançar!’. Eu chegava à frente do guarda-redes e só queria chutar, nem olhava. Não tinha a preocupação em colocar a bola. Ele ensinou-me isso.

Sabia muito.

Muito. Era um espetáculo.

E o plantel do FC Porto, como o recebeu?

Bem, era um plantel… Vou ser sincero, eu costumo dizer que joguei no melhor plantel do FC Porto até hoje. Jorge Costa, Aloísio, Secretário, Drulovic, Paulinho Santos, Deco, Folha, Bino, Emerson, Edmilson, Vítor Baía...e o Jardel claro!

Esse é que podia ensinar a fazer uns golos, não é?

Pois...era uma máquina o Jardel. Era muito forte. Quando chegou fomos estagiar à Escócia e nós, os colegas, e até o treinador, o António Oliveira, dizia: ‘que jogador é este que o FC Porto foi buscar?’. Ele não sabia parar uma bola. Toda a gente dizia: ‘quem é este?’. Só que vamos para o primeiro jogo de pré-época e o Oliveira mete-o de início. E todos: ‘Ele é que vai jogar? Não, não...mete o Quinzinho!’. Só que ele fez logo três golos...Ah ah ah. Fogo, parecia tudo fácil. E ele evoluiu muito também.

Quinzinho e Lula analisam Jardel em reportagem na RTP:

 

 

E o Quinzinho teve praxe no FC Porto?

Claro, há sempre. Um dia ia para entrar no balneário e meteram um balde de água na porta. Assim que eu...ah ah ah ah… Assim que eu abro a porta, cai-me o balde de água todo na cabeça. Levei um banho! Ah ah ah ah. Foi trabalho do Paulinho Santos e do Jorge Costa, de certeza...

O FC Porto acabou por empresta-lo no final dessa primeira época. O que aconteceu?

Acabei o campeonato com o Bobby Robson e fomos campeões. Veio o António Oliveira e fiz a pré-temporada toda, mas acabei por ser emprestado à U. Leiria. Não foi uma boa experiência, não gostei muito.

Por algum motivo em especial?

Oh pá...Coisas de balneário. E depois também o presidente, o Bartolomeu. Era muito desorganizado.

Rio Ave foi melhor?

Foi top. Era com o Carlos Brito, fizemos uma grande época. Só faltou jogar contra o FC Porto. Ah ah ah.

Na altura não podia?

Não se podia. Houve uma altura que não podia, depois passaram a deixar e agora não se pode outra vez. Mas depois quando fui para Espanha, para o Rayo Vallecano e de lá vim para o Farense na segunda parte da época, aí já joguei contra o FC Porto. Ah ah ah ah. Porque quem me emprestou foi o Rayo, eram eles que me pagavam o ordenado. Por isso mesmo sendo jogador do FC Porto fui emprestado pelo Rayo. Foi na época em que o Sporting ganha o campeonato com o Inácio. Eu joguei contra o FC Porto e até ajudei o Farense a empatar esse jogo. Muita gente diz que o FC Porto perdeu lá o campeonato. Sou profissional, tem de ser assim.

Acha que se devia deixar os emprestados jogar contra as equipas de origem?

Acho que sim. Até porque esses jogos motivam muito os jogadores. Há algumas regras no futebol que não fazem sentido. A de levar um cartão amarelo por tirar a camisola é outra. Não se pode limitar tanto os jogadores. É um golo, temos de vibrar, não é?

Em 1998, o Quinzinho volta ao FC Porto.

Volto, com o Fernando Santos. Fomos pentacampeões. Foi uma grande época também. E pelo que se está a ver vamos continuar a ser os únicos pentacampeões, acho que o Benfica já não chega lá. Quando falo com os amigos benfiquistas digo logo: o Benfica nunca vai ser penta. Penta é o Quinzinho! Ah ah ah ah.

Fica feliz se o FC Porto conseguir voltar aos títulos?

Muito feliz. É um clube com uma mística muito grande, que me marcou muito.

Quinzinho em ação

Qual foi a época que mais gostou em Portugal?

O meu primeiro ano no FC Porto, último do Bobby Robson. Foi espetacular. Fogo. Sentia-me importante. O velho não me deixava de fora. Durante a semana falava muito comigo. Nos jogos apostava em mim. Senti-me sempre útil à equipa e sentia que os colegas estavam comigo. Mas isso também acontecia com o Fernando Santos. Sentia que eles queriam que eu jogasse. Naquele ano era o Jardel, eu, Mielcarski e Fehér. Eu era o diferente dos outros e os colegas gostavam. Nos treinos vinha o Jorge Costa e dizia: ‘Quinzinho, hoje vamos treinar forte’. Ele nos titulares, eu nos suplentes, ele puxava sempre por mim: ‘Vam’bora, vam’bora! Vamos Quinzinho, é para dar tudo’.

Era ali um grande líder.

Fogo. Mesmo. Houve um jogo na Luz, nesse ano em que empatámos que tem uma boa história.

Então?

Eu tinha marcado dois golos ao Campomaiorense na jornada anterior e o Jardel não estava bem. Achava mesmo que ia jogar de início na Luz. O João Manuel Pinto e o Jorge Costa diziam: ‘porra, na Luz vais ser tu a jogar’. E eu fiquei convencido. Os amigos ligavam-me e eu avisava: ‘vou jogar amigo, vou jogar’. Chega ao dia do jogo, na palestra e o Fernando Santos: ‘Na frente joga o Jardel’. Eu pensei logo: ‘F****. C****!’

Ah ah ah ah ah.

Verdade. Os colegas todos chateados a dizer que devia ser eu. O Jorge Costa falava, era o capitão. E dizia: ‘Mister, tinha de ser o Quinzinho’. Começa o jogo, o Jardel não estava a jogar nada...E era o João Manuel Pinto no banco: ‘Mister, meta o Quinzinho’. Os centrais do Benfica não foram nem uma vez ao chão. Eu entrei já a acabar o jogo, estava empatado 1-1. Mas só naquele tempo...Fogo, a defesa do Benfica entrou logo em pânico! Ah ah ah ah. Acabámos por empatar e depois no autocarro era tudo a dizer: ‘Se o Quinzinho jogasse tínhamos ganho!’ Até o defesa do Benfica, o Paulo Madeira veio ter comigo e disse: ‘Eh pá, se fosses tu a jogar ia ser complicado...’.

Os dois golos ao Campomaiorense:

 

Outra passagem curiosa da sua carreira é a China.

Sim, sim. Estive lá sete anos. Foi uma experiência muito boa. Também gostei. Joguei em três clubes. Já era quase chinês quando saí de lá. Eh eh eh. Já falava alguma coisa. Ainda agora falo, mas pronto, uma pessoa não pratica e pronto...

E o futebol, como era?

Não tinha o nível que tem agora, claro, mas já tinha bons jogadores. Agora está mais evoluído.

Não lhe fez confusão pensar que ia jogar para China?

Fez. Bastante, mesmo. Eu estava no Estoril, estive lá seis meses, mas não queria continuar. O meu empresário arranjou um contrato para quatro meses para jogar no Qatar. Fui para lá, fiquei dois meses e um clube chinês abordou-me. O presidente conhecia-me, acompanhava os jogos do FC Porto. Quando soube que estava ali no Qatar fizeram uma proposta. Negociaram com a equipa do Qatar e lá fui. De início pensei: ‘porra, a China? Agora é que eu estou f****’. Da China um gajo só ouvia na televisão...Mas o empresário dizia-me: ‘Vai lá ver Quinzinho, aquilo é um espetáculo’.

E foi, não é?

Pois fui. Falei também com um amigo que estava em Macau que me disse: ‘Quinzinho, vais adorar’. E o empresário disse-me também: ‘Se não gostares, não assinas.’ Chegámos à China às cinco da manhã. Era ainda o aeroporto velho, eu ia no avião e só via barracas. Onde é que eu vim-me meter...Fogo. Saí do aeroporto, entrei no carro do presidente, fui para o hotel e eu disse: ‘amigos, quero ir dormir. Não quero comer, nada’. Fui dormir. Não vi nada da cidade.

Qual era a cidade?

Hangzhou. Fui dormir, acordo no dia seguinte cheio de fome. Vou à receção, estou a sair do hotel e olho para dois prédios lá fora, assim cruzados, parecia que estavam a cair. Meto a cabeça fora do hotel, olho para aquilo e dou a correr para dentro. ‘Porra, estes prédios estão a cair pá!’ O rapaz das malas ria-se. Ele falava um bocado de inglês e diz-me para ir à vontade. Eu vou e afinal aquilo era tudo meio artístico. Pensei: ‘Fogo, isto afinal é um espetáculo!’ Comecei a andar e adorei a cidade. Adorei aquilo. Gente boa. Mas os estrangeiros lá têm de dar 150 por cento. Os gajos não facilitam. Porque os jogadores chineses ganhavam muito pouco. Os estrangeiros como ganham muito têm de fazer a diferença.

Estava na China quando Angola foi ao Mundial em 2006. Não foi hipótese para si?

Já tinha abdicado. Sabendo como é a seleção de Angola, desorganizada...Preferia estar na China. Ainda havia as viagens. Não... Já estava habituado à China e preferia ficar lá.

Como é que vê o futebol dos dias de hoje?

Como disse no início, falta mais alegria. Acho que isto morreu um pouco. No meu tempo havia mais alegria, quando marcavas, dentro do campo. Os jogadores precisam viver mais o jogo. Antigamente se ia jogar contra o Benfica ou o FC Porto pensávamos todos: ‘hoje vou jogar para c***’. Hoje parece que ficam todos cheios de medo. Faz falta arriscar mais. Mais um para um, ir para cima deles, essas coisas.

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