DESTINOS é uma rubrica do Maisfutebol: recupera personagens e memórias dessa década marcante do futebol. Viagens carregadas de nostalgia e saudosismo, sempre com bom humor e imagens inesquecíveis. DESTINOS.

SERIFO: Leça FC (1987 a 2003)

Os loucos anos 90 devolveram à I Divisão Nacional o Leça Futebol Clube. Subiu em 1995, 53 anos após a anterior presença, e desceu em 1998. Três anos de bons resultados e muitos nomes para a enciclopédia do futebol português. Os mais icónicos? Constantino e Serifo, míticos. 

Serifo, ele mesmo, é o convidado do DESTINO: 80s e um convidado marcante. Porquê? Porque a vida dele dava um filme. Acreditem. Vejam bem este argumento: 

. Serifo nasce na Guiné-Bissau em 1966, cercado pela terrível guerra colonial

. Serifo perde a mãe demasiado cedo e é colocado pelo pai polígamo num internato

. Serifo tem jeito para a bola, brilha no Benfica de Bissau e viaja para Portugal aos 18 anos

. Serifo é desviado do Benfica por um amigo de infância, Eusébio, e vai viver para Leça da Palmeira

. Serifo joga 16 anos no Leça, três temporadas na I Divisão Nacional

. Serifo é colega de equipa de Sérgio Conceição, Ricardo Carvalho e Paulo Fonseca

. Serifo desce com o Leça em virtude do escandaloso «caso Guímaro»

. Serifo deixa o futebol e faz investimentos ruinosos em Bissau

. Serifo sofre um ataque cardíaco e sobrevive com o Rendimento Mínimo

Serifo Cassamá é um homem de bem, tímido e simpático. Encontra-se com o Maisfutebol disposto a contar a sua história e a, pela primeira vez na vida, pedir ajuda. Serifo merece ser ajudado.  

SERIFO NO CAMPEONATO NACIONAL:

. 1995/1996: Leça FC, 23 jogos/0 golos (15º lugar)

. 1996/1997: Leça FC, 22 jogos/2 golos (14º lugar)

. 1997/1998: Leça FC, 27 jogos/4 golos (12º lugar) *

* despromovido em consequência do «caso-Guímaro»

TOTAL: 72 jogos na I Divisão/6 golos

TROFÉUS: Campeão da II Liga (1994/1995) e da II Divisão B (1992/1993)

Maisfutebol – O Serifo deixou de jogar em 2003. Nunca mais voltou ao futebol?

Serifo – Em 2009 fui adjunto do meu amigo Pedro Mesquita, no Leça. Correu bem, mas o clube continuava com os problemas financeiros do costume. Gostei da experiência.

MF – Já vamos falar do grande Leça dos anos 90, mas antes gostaríamos de saber como tem sido a vida do Serifo depois do futebol profissional.

S – Bem, não sou rico e por isso tive de me fazer à vida. Trabalhei na Petrogal, aqui em Leça, e na restauração. Infelizmente, os investimentos que fiz no meu país, a Guiné-Bissau, não correram bem. Perdi praticamente tudo num negócio de transportes e noutro ligado à construção. Tive um bocado de azar.

MF – Em Portugal jogou sempre no Leça FC. Nunca teve convites de outros clubes ou vontade de sair?

S – Apaixonei-me pelo Leça e fiquei preso a essa emoção. Sempre fui assim. Cheguei a Portugal com 18/19 anos, e fui acolhido pelo Leça. Depois… sim, tive várias abordagens de outros clubes, inclusivamente dos três grandes, mas as direções do Leça tentaram sempre que eu ficasse. E eu fui ficando. Foram 16 anos em Leça da Palmeira, centenas de jogos.

MF – Voltemos então ainda um pouco mais atrás. Fale-nos da sua infância na Guiné-Bissau e da entrada no futebol.

S – Joguei em dois clubes lá, antes de vir para Portugal. Primeiro num clube pequenino perto de casa e depois no Benfica de Bissau. A minha infância foi dura, cresci num internato. A minha mãe faleceu quando eu era muito pequeno e o meu pai decidiu colocar-me num internato. Nasci em 1966, em plena guerra colonial, por isso imaginam as dificuldades. Tive seis irmãos da parte da minha mãe e para aí 20 da parte do meu pai, ah ah ah. Ele era muçulmano e polígamo, teve várias mulheres.

Serifo no Benfica de Bissau, ainda antes de vir para Portugal

MF – Como surgiu a possibilidade de vir jogar futebol para Portugal?

S – O Benfica de Bissau era filial do Benfica e os dirigentes enviaram boas informações minhas. Vim para Portugal e a minha ideia era assinar pelo Benfica, mas fui desviado pelo Eusébio. Calma, não era esse Eusébio, eh eh. Era um amigo meu de infância. Ele estava já em Portugal, no Leça, e quando eu cheguei a Portugal ele convenceu-me a ir ter com ele. Recusei o Benfica.

MF – Chegou a Leça em 1987. Como era a sua vida na freguesia?

S – Vida boa, muito boa. Fui tratado como um rei por aquela gente. As senhoras bordavam o meu nome em almofadas, a minha mulher ia comprar peixe à lota e ninguém a deixava pagar, na rua ofereciam-nos tudo, em cafés e restaurantes a mesma coisa.

MF – O Serifo tornou-se na figura mais conhecida de Leça da Palmeira.

S – Sim, sim, acho que sim, ah ah. Só me posso sentir orgulhoso por tudo o que passei nessa terra e nesse clube. Joguei em todas as divisões possíveis pelo Leça: III Divisão, II B, II Liga e I Liga. Habituei-me a ganhar e a subir de divisão. Em quatro ano passámos da terceira à primeira. Vejam bem a loucura. Fui herói em Leça.

VÍDEO: o ‘chapéu’ de Serifo em Alvalade (RTP, aos 2m50s)

MF – E em 1995 chegam à primeira divisão.

S – Foi fantástico. O Leça tinha poucos adeptos, mas toda a gente vivia intensamente o clube. É um sítio pequeno, mas muito bonito. Habituei-me a esse ambiente, a andar na rua e a falar com todos. Era feliz e quando somos felizes, porquê mudar? Tinha o objetivo de chegar a um dos três grandes, sim, mas isso nunca se proporcionou. Não tinha empresário, era tudo diferente, as coisas estavam mais fechadas.

MF – A rivalidade com o Leixões também devia ser engraçada.

S – Ui, ui, nem me fale. Na II Liga marquei um golo ao Leixões, no Mar, e vencemos 1-0. Eles estavam a lutar pela manutenção, ai, ai. Bem, nos dias a seguir eu deixei de atravessar a ponte, com medo, eh eh. Havia uma menina, nossa amiga, que nunca me perdoou. Era uma grande leixonense. Uns anos depois reencontrei-a, no café por baixo da minha casa, e ela já estava com o marido e os filhos. Mal me viu disse logo, ‘não penses que me esqueci do que fizeste ao meu Leixões’. Eh, eh, eh, uma rivalidade bonita.

MF – O Leça volta, então, à I Liga em 1995. 53 anos depois da presença anterior.

S – Mais de meio século, incrível. O meu amigo Festas voltou a ser o nosso treinador. Um homem marcante, mais do que um pai. Como ser humano… há poucos como ele. Dá tudo o que tem pelos jogadores, defende-os até ao limite, mas não gosta de falsidades. Foi o treinador ideal para a minha estreia na I Liga. Eu já tinha 28 anos.

MF – Para quem não se lembra do Serifo, faça-nos um pequeno retrato do avançado que foi.

S – Fui um avançado cheio de vontade dentro do campo, muito rápido. Adorava marcar golos, detestava perder. Dentro do campo era muito disciplinado, se tivesse de jogar no meio-campo ou na defesa também jogava. Com espaço conseguia fazer a diferença.

MF – No Leça teve colegas de equipa mediáticos. O Sérgio Conceição, por exemplo.

S – Grande amigo, grande amigo! Detestava perder, como eu. Nunca mais me esqueço de um episódio com ele, ainda no ano antes a ele vir para o Leça. O Sérgio jogava no Penafiel e o Leça foi lá ganhar 2-0. Eu marquei os dois golos. No segundo apanhei a bola na nossa área e corri o campo tudo. Perto do fim, claro, houve uma jogada em que levei pancada e deixei-me estar no chão. Bem, a cara do Sérgio! Insultou-me, deu-me um pontapé, agarrou-me.

MF – E como foi quando ele chegou ao Leça para ser seu colega de equipa?

S – Mal me viu, no balneário, veio logo ter comigo pedir desculpa. Construímos uma grande amizade. Ele tem mau perder, fica doido, mas isso é ótimo. Está onde está também por causa desse feitio. Fizemos uma grande dupla. Ele no lado direito, eu no esquerdo, nem precisávamos de avançado.

MF - …

S – Não me esqueço do jogo da subida à I Liga, em Paços de Ferreira. Tivemos dois jogadores expulsos na primeira parte e vencemos 1-0. O Sérgio fez um jogo brilhante, fez o corredor direito de cima a baixo. Ajudou muito o Leça, foi para o Felgueiras e acabou por se impor no FC Porto.

Serifo e o Leça antes de um jogo no Estádio do Mar

MF – Costumam estar juntos?

S – Visitei-o em Coimbra, quando ele treinava a Académica, e cruzámo-nos há poucos meses na Foz. Eu estava a fazer uma caminhada perto do mar e comecei a ver o Sérgio a correr, ao longe. Grande figura. Abraçámo-nos e pusemos a conversa em dia. ‘Sabes Serifo, tenho de correr para aliviar o stress’. Muito bom, grande gajo. Muito emocional e amigo do amigo. Curiosamente, sempre simpatizei com o FC Porto, agora ainda mais. Gostava do FC Porto porque era uma equipa de guerreiros, identificava-me com eles. Paulinho, Jorge Costa, Fernando Couto, Domingos, Vítor Baía, davam tudo pelo clube. Garra, ambição, eram uns adversários terríveis. Eu queria muito jogar no FC Porto, com eles, mas não aconteceu.

MF – Jogou contra o FC Porto várias vezes.

S – Sim. Os nossos jogos contra os três grandes, em casa, tinham de ser feitos na Maia. O nosso estádio não tinha torres de iluminação e isso não permitia a transmissão televisiva. Tantas memórias, meu deus. A minha dupla com o Constantino, por exemplo. Ele era um avançado fantástico, baixinho. Eu nunca vi ninguém como o Tino Bala. Fazia golos de todas as formas e feitios. Esperava, desaparecia, fugia para espaços estranhos e surgia a finalizar. Nasceu mesmo para fazer golos.

MF – E teve dois defesas centrais na equipa que agora são famosos.

S – O Ricardo Carvalho e o Paulo Fonseca, acertei? 

MF – Na mouche.

S – Passaram todos por mim. O Ricardo tinha 17/18 anos, impetuoso no campo e caladinho no balneário. Tinha um potencial especial. Quando entrou na equipa, nunca mais saiu. O Fonseca era tranquilo, paz de alma, não se chateava com ninguém. Um central bom, estava lá emprestado pelo FC Porto. Fico feliz por vê-los tão bem. O ambiente era ótimo no Leça. Era tão bom, vejam bem, que fomos uma vez levar 7-1 à Luz e a seguir a malta foi toda festejar para a discoteca.

MF – Festejar uma derrota por 7-1?

S – (risos) Acho que nessa jornada garantimos a manutenção, foi por isso. Eu por acaso nem joguei esse jogo, estava lesionado. Ainda bem. Mas a malta telefonou-me para irmos a seguir beber um copo, coisa que eu sempre evitei. Nunca fui de sair à noite, de beber. Agora, de vez em quando, vou a um ou outro bar de danças africanas, mas quando jogava nunca saía à noite.

MF – Qual foi a melhor exibição do Serifo na I Liga?

S – Hmmmm… fiz um grande jogo contra o Sporting, em Alvalade [4 de abril de 1998]. Perdemos 2-0. Ah, e fiz uma exibição espetacular nas Antas [4 de fevereiro de 1996]. O pior foram os dois golos escandalosos que falhei em frente ao Vítor Baía. Perdemos 2-0 também. Jogámos muito desfalcados, tivemos o Alfaia expulso na primeira parte e podíamos ter ganho. Falhei de baliza aberta… passei pelo Secretário e o Baía, e atirei ao poste. Confiança a mais (risos). Depois, ali pelos 80 minutos, o Nando isolou-me, mas eu estava mesmo cansado. Já não via nada à frente e fiz-lhe um passe para as luvas. O jogo ainda estava 0-0.

VÍDEO: Serifo a falhar ‘na cara’ de Vítor Baía (RTP, aos 6m20s)

MF – O Leça só desceu em virtude do «caso Guímaro», em 1998.

S – Nem gosto de falar disso. Já estávamos na I Liga, acabámos essa terceira época no 12º lugar e andámos perto dos lugares europeus. O nosso treinador, o grande Vítor Manuel, via passar um avião no treino e dizia ‘meus meninos, para o ano somos nós a andar nas nuvens da UEFA’. E depois… acontece esse escândalo e o Leça desce.

MF – Como é que reagiu a essa descida administrativa?

S – Não queria acreditar. Vi a notícia na televisão, mas inicialmente não liguei. Nós ainda fizemos a pré-época para jogar na I Liga. Fomos surpreendidos, foi um choque. Estávamos a estagiar na Urgeiriça e de repente aconteceu aquilo. Uma tristeza.

MF – Mas teve uma carreira bonita com a camisola do Leça.

S – Sim, mas a descida em 1998 mexeu muito com a minha vida. O Leça entrou numa crise financeira muito grave, comecei a ter problemas para receber o salário, enfim. Uma bola de neve. As coisas foram ficando cada vez piores para o clube e para mim. Eu ainda aguentei até 2003.

MF – Como é que foi sobrevivendo nessa fase?

S – Difícil, difícil falar sobre isso. Eu sempre tive cabeça, fui e sou uma pessoa regrada, sem vícios. Ganhei algum dinheiro no futebol, mas investi em dois negócios na Guiné que correram mal, como expliquei no início da nossa conversa. Juntando a isso a falta do salário no final do mês… recebia de vez em quando, até podíamos ter subido outra vez à I Liga. Mas ninguém queria pegar no Leça, faltava tudo, deixou de ser um clube apetecível.

Serifo recuperou bem de um problema cardíaco

MF – Como é que deu a volta a tudo isso?

S – Fui arranjando um emprego aqui, outro ali. Mas o pior foi o problema de saúde que tive em 2016.

MF – O que lhe aconteceu?

S – Tive um enfarte, um ataque cardíaco. Fui operado de urgência e tenho de usar um pacemaker até ao fim da vida. Acordei um dia, saí da casa e senti-me mal. Levaram-me para o Hospital de Santo António e quando acordei explicaram-me tudo. Estive três meses hospitalizado. Perdi a memória, deixei de saber o meu nome, de reconhecer os meus filhos. Fui recuperando tudo pouco a pouco e agora estou bem, felizmente.

MF – Tinha algum seguro de saúde, conseguiu ficar com uma pensão vitalícia ou uma reforma?

S – Nada, nada. Infelizmente nunca me preocupei com burocracias ao longo da vida, descuidei-me e não tenho nada agora. Sobrevivo com o Rendimento Mínimo [Rendimento de Inserção Social] e com o dinheiro da atividade da minha esposa, que trabalha na área da estética. Nem sei se tenho direito a alguma reforma.

MF – Nunca consultou um advogado para perceber os seus direitos?

S – Não. Nunca pedi ajuda a ninguém, mas tenho 52 anos e tenho de engolir o meu orgulho. Nem o Sérgio Conceição, um grande amigo, sabe o que me aconteceu. Estive com ele e não tive coragem de lhe dizer nada. Nesta altura, sinceramente, só peço uma coisa a quem nos está a ler.

MF – Que pedido é esse?

S – Um emprego. Só peço isso, um emprego. Tenho saúde e vontade para trabalhar. Só quero ganhar a vida honestamente.

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