DESTINOS é uma rubrica do Maisfutebol: recupera personagens e memórias dessa década marcante do futebol. Viagens carregadas de nostalgia e saudosismo, sempre com bom humor e imagens inesquecíveis. DESTINOS.

BRIAN DEANE: Benfica (1997/1998 e 1998/1999)

Primeiro futebolista a marcar um golo na era nova da Premier League? Brian Deane. 
Primeiro internacional inglês a vestir a camisola do Benfica? Brian Deane. 
Primeiro inglês a marcar pelas águias a FC Porto e Sporting na mesma época? Brian Deane.

Três bons motivos para reencontrar o longilíneo ponta-de-lança aqui no vosso DESTINO: 90s. Deane esteve dez meses na Luz em 1998, de janeiro a outubro, e foi mais uma vítima do caos financeiro que rodeava o clube e a direção de Vale e Azevedo. 

Adquirido por um milhão e meio de libras ao Sheffield United, Deane rendeu o dobro quando saiu para o Middlesbrough. Do Benfica ficam as boas memórias do balneário, os oito golos em 24 jogos oficiais, a dupla com Nuno Gomes e a paixão pelo estilo de vida português.

Brian Deane, 52 anos, um verdadeiro gentleman.  

BRIAN DEANE NO CAMPEONATO NACIONAL: 

. 1997/1998: 14 jogos/7 golos (2º lugar)
. 1998/1999: 4 jogos/sem golos (3º lugar)

Troféus: nada a assinalar

VÍDEO: Brian Deane em conversa com o Maisfutebol

Maisfutebol – Bom dia, Brian. Já saiu do Benfica há 22 anos. Continua ligado ao futebol?

Brian Deane – Bom dia, o tempo passa demasiado depressa, não é? Sim, estou ligado ao futebol, em moldes diferentes. Sou o co-fundador e ‘chairman’ de uma empresa chamada Phoenix Sports and Media Group. Resumidamente, o que fazemos é isto: temos antigos futebolistas profissionais a integrar a nossa estrutura e, com eles, ajudamos os nossos clientes a preencher o vazio que se pode instalar no final das suas vidas nos relvados. Sentimos que nos nossos dias esse apoio não existia e identificámos dezenas de atletas a passar por problemas.

 

A carreira é curta e muitos futebolistas não sabem gerir as economias.
É isso. O futebolista treina, joga e muitas vezes entrega a gestão financeira do seu património nas mãos de outras pessoas. O problema é que essas pessoas olham mais pelos seus próprios interesses do que pelos interesses de quem as contrata. E as coisas correm mal. Aqui na Phoenix temos ajudado muita gente a reconstruir o presente e o futuro. Tenho a certeza que estas situações delicadas também ocorrem em Portugal. Geralmente, o futebolista profissional não possui literacia financeira. É uma grande preocupação minha. Quando estamos bem e temos dinheiro, é fácil ter amigos. Quando o dinheiro acaba, desaparecem todos. A vantagem da Phoenix é que os nossos funcionários foram todos atletas profissionais e têm uma sensibilidade rara.

Um exemplo disso que diz é o Gary Charles, seu antigo colega no Benfica.

No futebol temos uma carreira curta e há muita inveja e dinheiro envolvidos. É muito difícil iniciar outra vida profissional numa área diferente aos 38 anos. Deixamos os relvados e passamos a ter demasiado tempo livre, às vezes para beber e apostar. O que fazemos é oferecer cursos de reeducação e explicar o enquadramento social aos nossos clientes. Não vamos viver para sempre, temos uma família e o nosso dever é protegê-la. A nossa sociedade em Inglaterra é muito cruel. Se há alguém em dificuldades, alguém que já foi famoso, a sociedade estilhaça-o. No caso dos futebolistas em fim de carreira, gosto de compará-los com o soldado que volta a casa depois de estar num conflito.

 

Como assim?

O meu irmão esteve na Marinha. Quando ele saiu da vida militar sofreu uma forma de stress pós-traumático. Há similaridades na sensação de isolamento entre o que ele sentiu e o que eu senti ao deixar os relvados. Acaba a adrenalina, a agitação. Pensamos: ‘e agora?’. Na Phoenix respondemos a essa questão. Acredito muito no que estamos a fazer e esse é o grande foco da minha vida. Já fui treinador, já investi em clubes, mas é o bem estar dos ex-futebolistas aquilo que mais me motiva.

 

A transição do Brian dos relvados para os gabinetes foi dura?

Eu acho que nunca é fácil. Eu tinha 38 anos, fiz a minha despedida no Sheffield United e pensei: ‘ok, agora posso fazer tudo o que quero. Vou esquiar, vou de férias em dezembro…’. Mas depois começamos a sentir a falta de tudo. Há muita solidão. Recomecei a ver jogos, a ir a estádios e percebi que não podia estar longe do futebol. O último jogo é horrível.

 

É verdade que também investiu num clube do Kosovo?

Bem, isso acabou por nunca levantar voo. Pretendia estabelecer uma base de trabalho profissional lá, mas encontrei muitos obstáculos. A ideia era boa, não foi possível colocá-la em prática. Decidi afastar-me do clube [KF Ferizaj]. Gosto do desafio de desenhar uma estrutura e desenvolvê-la, mas não sou o Roman Abramovich (risos). Não quero esse tipo de stress na minha vida. Tenho filhos pequenos e o meu maior objetivo é vê-los a sorrir, felizes. Aos 30 achamos que vamos conquistar o mundo, aos 40 temos a certeza de que é a altura certa e aos 50 sentimo-nos felizes só por estar em casa com quem amamos.

 

E em casa continua a ver os jogos do Benfica?

Com duas crianças em casa não é fácil. Nem para ver os jogos ingleses (risos). Mas em Portugal vivi alguns dos dias mais felizes da minha vida. Lembro-me perfeitamente do primeiro dia em Lisboa. Fui apresentado e pediram-me para ir ao relvado dar uns toques na bola. Meu deus! (risos) Eu não era mau, mas nunca fui um artista. Percebi que ia ter de conquistar toda aquela gente. Depois do meu primeiro jogo [24 de janeiro de 1998, vitória por 2-1 em Campo Maior], em que até fiz uma assistência para o Erwin Sanchez marcar, os jornalistas foram duríssimos comigo. Li as análises à minha primeira exibição e pensei ‘uauuuu, isto vai ser assim?'. Tive de ser resiliente e aprender rapidamente o tipo de jogo da equipa. A atmosfera entre os jogadores era ótima e senti-me rapidamente parte deles. E ajudou ter um colega de ataque a fazer muitos golos. Quando chega um avançado de outro país e esse avançado não marca, os adeptos vão cair em cima dele. Felizmente, o Nuno [Gomes] estava de pé quente e isso aliviou a pressão sobre mim.

 

Conseguiu fazer o primeiro golo pelo Benfica ao quarto jogo.

Sim, fora de casa. [vitória por 2-1 em Coimbra a 7 de fevereiro de 1998] A partir daí senti-me bem, muito bem. Ia passar uma folga a Inglaterra e queria voltar rapidamente a Lisboa.

 

Passou a fazer uma dupla muito boa com o Nuno Gomes.
É verdade. O Nuno era letal em frente à baliza. A primeira coisa que aprendi em Portugal, logo aos primeiros jogos, foi a ver o posicionamento das defesas. Todos jogavam em bloco baixo e não havia espaço nas costas. Isso significava, normalmente, poucas ocasiões de golo. A minha figura em campo era bastante visível (risos), por ser muito alto, e os defesas escolhiam fazer-me uma marcação individual. Acho que isso foi bom para os outros, para o Nuno. Queria ter ficado mais do que dez meses, mas o Benfica atravessava uma grave crise financeira e eu fiquei sem receber salário alguns meses. Creio que tudo isso está bem documentado. A direção começou a fugir, a dizer mentiras e isso deixou-me desiludido. Isso é, provavelmente, a única mágoa que guardo da minha fase em Portugal.

Teve uma boa ligação com os adeptos?

Acredito que sim, eram apaixonados pelo clube. Vou contar-lhe esta história. Eu lesionei-me, não podia jogar e aproveitei uma folga para ir beber uma cerveja a um bar, à noite. Um grupo de adeptos viu-me lá, veio ter comigo cheio de sorrisos. ‘Ei, Brian Deane! Como estás?’. Estavam todos simpáticos mas, de repente, perguntaram: ‘O que estás a fazer fora de casa a esta hora?’. (risos) Eu estava lesionado, não podia jogar, mas obrigaram-me a ir para casa. Eu não queria ter má reputação, queria ser profissional e deixar a minha marca num país diferente.

 

Foi fácil convencê-lo a deixar Inglaterra e a assinar pelo Benfica?

(pausa)… Sim, foi. Tive anteriormente clubes de Itália e França interessados, recusei sempre e senti que não podia recusar o Benfica. Ficaria arrependido até ao fim da vida. Tinha de perceber se conseguia conquistar adeptos de outro país, se era suficientemente bom, etc. Eram questões que colocava a mim mesmo.

 

Trouxe no currículo três internacionalizações por Inglaterra e outro dado importante.

Fui o primeiro jogador a marcar na nova era da Premier League, é verdade. [15 de agosto de 1992, pelo Sheffield United ao Manchester United] Não sabia o que pensavam de mim em Portugal. Cheguei confiante, até porque estava num bom momento em Inglaterra, mas queria saber o que podia dar noutro contexto. Entrei e vi um balneário com gente de todo o mundo. Paraguai, Brasil, Rep. Checa, Belgica… o Michel PreudHomme, o Ovchinnikov da Rússia. Fui testar o meu valor a Portugal.

 

Quando chegou Benfica estava em sétimo na liga portuguesa.

O Graeme Souness às vezes fala demasiado, mas sabe muito de futebol. Ele ganhou a Taça dos Campeões Europeus pelo Liverpool. Quando cheguei a Lisboa, o Graeme disse-me que a equipa estava mal no campeonato e que eu poderia provocar um diferente tipo de preocupações aos adversários. E resultou. Felizmente, para mim, fiz em Portugal três dos golos mais icónicos da minha carreira. Acho que algumas pessoas sentiam que eu não era capaz de fazer esse tipo de golos.

 

Qual foi o seu melhor golo pelo Benfica?

Posso dar-lhe o meu top-3?

 

Claro.

No número três está um golo ao Sp. Braga. Vencemos 3-0 e estavam 65 mil pessoas numa noite de chuva a um domingo. Sei isso porque na altura não era fácil encontrar os resumos e eu ficava sempre à espera de vê-los na Eurosport. Esse golo significou muito para mim. Acho que o João Pinto fez o cruzamento, marquei e toda a gente me abraçou, como se já fosse um deles.

 

E os outros dois?
É difícil separar os golos que marquei ao FC Porto e ao Sporting, são ambos muito importantes e por diferentes razões. O golo ao Porto foi instintivo. Se tivesse sido marcado num Campeonato do Mundo ainda hoje era exibido (risos). Acertei muito bem na bola. Contra o Sporting foi especial porque foi um daqueles golos que sempre imaginei marcar quando era um miúdo. Lembro-me bem do Mundial de 78 na Argentina. Eles jogavam com o Kempes e Duque na frente. Adorava a forma como eles celebravam os golos e imitei-os nesse dérbi de Lisboa.

VÍDEO: o grande golo de Deane a um FC Porto já campeão (30s, imagens RTP)

Alguns dizem que o Brian Deane foi o melhor futebolista britânico a jogar no Benfica.
É bom ouvir isso. Eu vim com uma missão e nunca pensei em falhar. Nunca quis sair de mal com o clube. Os meus compatriotas tinham valor, não quero julgá-los, mas todos vieram em circunstâncias diferentes. Para mim, sim, o Benfica foi uma grande experiência. O Michael Thomas trabalha comigo, tinha um grande currículo e no Benfica não conseguiu estar bem. Não recebeu o carinho e a confiança que precisava. Havia um ambiente venenoso à volta dele. Eu tive mais sorte.

Antes de sair, o Brian ainda fez três jogos para a Liga dos Campeões.

Nunca o esquecerei, claro. E também não esqueço o golo que falhei em Kaiserslautern. Ainda me assombra (risos). Perdemos 1-0. O meu tempo no Benfica podia ter sido diferente se tivéssemos vencido na Alemanha, por exemplo. O clube podia ter feito mais dinheiro se seguisse em frente na Liga dos Campeões e teria condições para recusar a oferta que o Middlesbrough fez por mim. Eu nem queria voltar a Inglaterra, até preferia ter ido para Espanha ou Itália. A situação interna do Benfica não era boa. Mal voltei a casa, percebi que queria ficar em Portugal, mas não podia ter feito nada. Senti que o clube queria vender-me e fazer algum dinheiro.

 

O presidente Vale e Azevedo teve problemas graves com a Justiça.
É disso que falo. Não é fácil render quando as circunstâncias não são boas. Não podemos jogar de borla. A atmosfera era difícil. Os rapazes [britânicos] que vieram depois de mim receberam promessas e, uma semana depois, o Benfica já não estava a cumprir. É difícil jogar a um alto nível quando isto sucede. Quando temos miúdos e compromissos, jogar futebol é um emprego e temos de ser recompensados. Toda a gente em Inglaterra sabe quem é o Benfica. Para mim está no top-10 europeu. Quando pensamos em Portugal, o clube de que nos lembramos é o Benfica. Acho que há muita gente que tem inveja quando vê que eu tenho o Benfica no meu currículo.

Ficou surpreendido com a qualidade do futebolista e do campeonato português?

Confesso que sim. Não sabia o que esperar. Mesmo as equipas do fundo da tabela tinham jogadores de grande qualidade técnica. O primeiro toque, a receção, o drible. No primeiro jogo que fiz, tudo me estava a passar ao lado. ‘O que se passa aqui?’ (risos) Era um futebol muito diferente. Por todo lado havia futebolistas portugueses de grande nível técnico. Eu vi um Inglaterra-Portugal em Wembley (3-0) e amigos meus troçavam com os portugueses. Eu avisei-os na altura: ‘Calma, eles jogam muito. Se adquirirem a mentalidade certa, Portugal pode ser um caso sério’. Eu acho que Inglaterra não voltou a ganhar a Portugal depois desse jogo. Fico feliz por ter acertado na minha previsão.

 

VÍDEO: o golo de Brian Deane em Alvalade (2m05s, imagens RTP)
 

Como era a sua vida em Lisboa? Gostou do estilo de vida português?

Adorei, adorei. Muitos colegas meus compraram casa no Algarve, mas eu adorei Cascais. Calmo no inverno, maravilhoso no verão. Eu e a minha esposa pensámos muitas vezes em comprar uma casa em Cascais. Ela é mais jovem, adora sol e viaja bastante. Já aconselhei amigos meus a viverem em Portugal. As pessoas são simpáticas, há diversidade cultural. Conheço bem Espanha, mas sinto que me sentiria mais em casa em Portugal.

 

Mantém amizade com colegas do Benfica?

Já fiquei em casa do Paulo Madeira. Fui estagiar no Estoril e o Paulo deixou-me ficar em casa dele alguns dias. Somos muito amigos. Revi o Hugo Leal nessa altura. Portugal é um sítio ótimo, sereno. Se saísse de Inglaterra seria, de certeza, para morar aí.

 

Do que mais sente falta?

Dos peitos de peru grelhados (risos). Íamos a um restaurante italiano em Cascais que os fazia de forma maravilhosa. O dono era um tipo incrível. Se alguma coisa não estivesse impecável, ele levava o prato para trás e fazia tudo de novo. Ah, e tenho saudades dos restaurantes à beira-mar onde comia o melhor robalo do mundo. E da comida no Casino do Estoril. Eles tinham lá uns chefs de Macau e a comida era de um nível diferente. Em alguns períodos pedia take away de lá todos os dias (risos). E eu até nem cozinho mal.

 

De certeza que também não gostava de algumas coisas.

Pergunto-me se toda a gente ainda conduz na estrada pensando que está numa corrida de F1 (risos). E quando chovia… de loucos. Era um perigo conduzir.

 

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