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Camarões: o guia

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Camarões (AP)

O PLANO

Esta será a oitava presença dos Camarões no Mundial, e vão ao Qatar com vontade de deixar marca. A equipa de Rigobert Song marca presença no torneio depois de bater as 'Raposas do Deserto', Argélia, nos play-offs, tornando-se uma das cinco nações africanas representadas no torneio.

Os resultados em 2022 têm sido irregulares, mas no país as expectativas estão altas. «Vamos ao Qatar para ganhar o Mundial», disse aos jogadores Samuel Eto’o, que jogou em quatro Mundiais e é agora o presidente da federação camaronesa. «Entramos em cada jogo para ganhar. Os outros não têm a magia que nós temos.»

As grandes ambições de Eto’o para o Qatar estão a ganhar força no país. Sendo um homem que atingiu o impensável, durante os seus dias de jogador, é compreensível que os camaroneses se juntem às suas ambições.

Os Camarões normalmente alinham num 4x4x2 clássico, com duas linhas sólidas de quatro elementos a oferecer proteção aos dois avançados, mas por vezes opta pelo 4x3x3. Chegam ao Qatar fortalecidos por Bryan Mbeumo, do Brentford, que vai representar os Camarões em vez da França, uma decisão que despertou muitas celebrações no país. É apenas um exemplo do denominado projeto Eto’o, que passa por recrutar jogadores com dupla nacionalidade. Outros casos são o do antigo extremo do Tottenham, Georges-Kevin N’koudou, agora no Besiktas, e Christopher Wooh, do Rennes. Junte-se ainda o antigo central do Watford, Nicolas Nkoulou, de volta à seleção após cinco anos de ausência, e por aí é fácil perceber o porquê das expectativas serem altas.

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Rigobert Song, Camarões (AP)

O SELECIONADOR: RIGOBERT SONG

É um homem cujo rosto está na maior parte dos cartazes nos Camarões. Rigobert Song ganhou o estatuto de 'estrela de rock' no país, ao longo dos anos. Mas depois também algum pedigree. É o recordista de presenças pela seleção, tendo jogado em quatro Mundiais, e é apenas o segundo treinador camaronês a qualificar a seleção depois de Leonard Nseke, em 1994. O técnico de 46 anos, que sucedeu ao português António Conceição em fevereiro, não é o tático mais extravagante, mas com a sua força mental e personalidade combativa construiu um grupo de jogadores e tornou-os numa unidade trabalhadora.

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Anguissa (AP)

ESTRELA: ANDRÉ-FRANK ZAMBO ZANGUISSA

Pode ser uma surpresa para os adeptos do Fulham, mas André-Frank Zambo Anguissa está a ter uma época fantástica no Nápoles. O médio de 26 juntou-se ao Fulham via Marselha, em 2018, mas teve dificuldades em afirmar-se, tendo o clube descido de divisão. Seguiram-se empréstimos, antes de assinar pelo Nápoles no último verão. Pelos Camarões tem sido um médio muito importante, com cinco golos e quatro assistências em 42 internacionalizações, à partida para o Mundial. Se conseguir traduzir a sua forma no clube para o palco internacional, ou jogar tão bem como na Taça das Confederações de 2017, pode catalisar os Camarões para outro nível, no Qatar.

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Toko Ekambi (Gavin Barker/EPA)

HERÓI DISCRETO: KARL TOKO EKAMBI

Tem 30 anos, mas a sua importância para os Camarões nunca foi tão grande. É um dos melhores marcadores da equipa neste ano, incluindo cinco golos na CAN, para não falar do golo 'tardio' frente à Argélia, que garantiu a presença no Mundial. Raramente tem o reconhecimento que merece, mas trabalhou até chegar ao topo, chegando ao Lyon depois de passagens por Sochaux, Angers e Villarreal. Operando como extremo esquerdo, tem 38 golos em 110 jogos pelo Lyon.

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Genéricas Maisfutebol

ONZE PROVÁVEL

Andre Onana - Fai Collins- Enzo Ebosse- Jean Charles Castelletto - Michael Ngadeu- Samuel Oum Gouet - Zambo Anguissa -Olivier Ntcham- Choupo Moting -Toko Ekambi- Bryan Mbeumo.

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Estádio Lusail

POSIÇÃO SOBRE O QATAR

Tal como nos outros países africanos que se qualificaram para o Mundial, os problemas no Qatar não foram comentados por jogadores, staff ou responsáveis federativos. Nem pela a imprensa. Os Camarões não estão a prestar atenção a essas situações. E com Samuel Eto’o como um dos embaixadores para o Mundial, talvez isso não seja surpreendente.

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Adeptos dos Camarões

HINO NACIONAL

«Ó Camarões, Berço dos Nossos Antepassados», é conhecido em todo o mundo como «grito de guerra» e simboliza os sonhos e aspirações dos camaroneses, como cidadãos de uma república independente. Fala também sobre os sacrifícios dos pais da nação. Foi composto em 1928, por René Djam Afame, que escreveu também as letras, juntamente com Samuel Minkio Bamba e Moïse Nyatte Nko’o. No início dos anos 60 foi escrita uma versão em inglês, por Bernard Nsokika Fonlon, sendo oficialmente adotada em 1978.

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Samuel Eto'o (AP)

LENDA DE CULTO: ROGER MILLA E SAMUEL ETO'O

Escolher entre Samuel Eto’o (na foto) e Roger Milla para futebolista camaronês mais celebrado de sempre é, de facto, uma missão difícil. Ambos conquistaram muito. Eto’o é o melhor marcador dos 'Leões Indomáveis', com 56 golos, enquanto Milla é o melhor marcador em Mundiais, com cinco golos, e ainda é o jogador mais velho a ter marcado no torneio. Foi a luz brilhante, aos 38 anos, quando os Camarões chegaram aos quartos de final do Itália ’90, uma das três ocasiões em que um país africano chegou tão longe. Eto’o, é justo dizer, é o mais celebrado camaronês de sempre pela sua carreira nos clubes que representou. Agora é o presidente da federação camaronesa.

 

Textos de Angu Lesley N. Akonwi, que escreve para o Kick442.

 

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