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As grandes dinastias no mundo da F1

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4. Max Verstappen (Hol), Red Bull

Verstappen: quando o filho supera o pai

Entre 1994 e 2003, Jos Verstappen esteve em 107 corridas de F1 e conseguiu chegar duas vezes ao pódio. Passou por várias equipas - Benetton, Simtek, Footwork, Tyrrell, Stewart, Arrows e Minardi -, teve uma entrada muito prometedora, mas depois nunca foi além desse 10º lugar no Mundial, obtido logo no seu primeiro ano.

Max Verstappen, filho de Jos, já pulverizou os registos do pai e só tem 23 anos. Nove vitórias, 41 pódios e terceiro lugar nos Mundiais de 2019 e 2020 (faltam duas corridas), forte candidato a ser campeão do mundo já em 2021.

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Emerson Fittipaldi (AP)

Os quatro Fittipaldi: de Emerson a Pietro

Pietro Fittipaldi vai estrear-se na Fórmula Um aos 24 anos, pela porta da Haas. Não tem garantida a permanência no Grande Circo em 2021, mas já sabe que carregará nos próximos dias o fardo de uma das dinastias mais famosas do mundo do automobilismo. Além disso, terá os olhos do Brasil em cima de si. O país não tem nenhum piloto na grelha desde a reforma de Felipe Massa em 2017.

O avô de Pietro é o grande Emerson Fittipaldi, campeão do mundo em 1972 e 1974. Emerson esteve em 144 corridas da disciplina máxima, somou 14 vitórias e 35 pódios. Emerson estreou-se em 1970 e despediu-se em 1980, tendo representado três equipas: Lotus, Mclaren e Copersucar-Fittipaldi.

O irmão de Emerson, Wilson Fittipaldi, esteve em 35 corridas e sem o mesmo sucesso. Participou nas épocas de 1972, 1973 e 1975, conseguindo um 5º e um 6º lugar ao volante da Brabham.

Christian Fittipaldi, filho de Wilson, correu na F1 de 1992 a 1994. Representou a Minardi e a Arrows em 40 corridas e teve registos superiores aos do pai: foi três vezes 4º classificado, uma vez 5º e uma vez 6º.

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Ayrton Senna

Senna: Ayrton foi o fantasma de Bruno

Quando Bruno Senna chegou à F1 em 2010, para a modestíssima Hispania, transportava no peito os sonhos de todos os brasileiros. O apelido Senna invocava os feitos heróicos de Ayrton, tio de Bruno, morto em combate numa maldita corrida em 1994, em Imola.

Bruno teve três anos para tentar, pelo menos, aproximar-se da pesada herança familiar. Falhou. Na Hispania e na Lotus não teve carros à altura, na Williams fez uma época aceitável, mas sem um grande resultadio. Despediu-se com um sexto lugar e dois sétimos como melhores registos. 31 pontos e 16º lugar no Mundial.

Registos anedóticos, quando comparados com os do grande Ayrton Senna, tricampeão mundial e 41 vitórias.

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Novo Renault apresentado no Algarve

Piquet: Nelsinho nunca chegou a Nelson

Nelson Piquet é o segundo maior nome do automobilismo brasileiro, só batido pelo rival e pouco amigo Ayrton Senna, falecido em 1994. Nelson, tal como Ayrton, foi tricampeão mundial (1981, 1983 e 1987) e ganhou 23 corridas, destacando-se ao serviço da Brabham, da Williams e da Benetton num percurso entre 1978 e 1991.

Em 2008 e 2009, Nelsinho Piquet chegou à Renault e procurou reeditar os sucessos do pai. Falhou rotundamente. No primeiro ano ainda conseguiu subir ao pódio (segundo em SPA) e pontuou em cinco corridas. O segundo ano foi desastroso e as comparações com o colega de equipa, Fernando Alonso, determinaram a saída a meio do ano.

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Hamilton e Rosberg

Rosberg: Keke e Nico, oito letras campeãs

Pai e filho campeões do mundo. Que família! Keke Rosberg correu na F1 de 1978 a 1986 e em 82 levou o seu Williams ao título mundial. No total, Keke ganhou cinco corridas e foi 17 vezes ao pódio, representando as cores da Mclaren, ATS, Fittipaldi, Wolf e Theodore, além da já supracitada Williams.

34 anos depois do título de Keke, o filho Nico Rosberg conseguiu repetir a façanha. Nico esteve de 2006 a 2016 na F1, obteve 23 vitórias e 57 pódios, resultados mais robustos do que os do pai. Foi campeão do mundo e decidiu reformar-se. Nico esteve quatro anos na Williams e seis anos na Mercedes.

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16. Kevin Magnussen (Din), Haas

Magnussen: Jan e Kevin sem vitórias

Há carreiras curiosas. A de Kevin Magnussen, por exemplo. O piloto dinamarquês já esteve em 117 corridas e o melhor resultado continua a ser o da primeira: foi segundo no dia de estreia, em 2014 na Austrália. De lá para cá tem andado constantemente no meio do pelotão e o melhor ano que conseguiu foi em 2018, na Haas. Acabou em nono lugar no Mundial e pontuou em 11 corridas.

Mesmo assim, os resultados de Kevin são superiores aos do pai, Jan Magnussen. Jan participou em três Mundiais, fazendo uma corrida pela Mclaren e 23 pela Stewart. Pontuou uma única vez: 6º lugar na corrida de despedida em 1998, no Canadá.

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Brabham F1

Brabham: um pai omnipresente

Sir Jack Brabham é um dos grandes nomes na história da F1. Foi três vezes campeão do mundo (1959, 1960 e 1966) e construiu uma das melhores equipas do pelotão, a Brabham Racing.

Os filhos nunca honraram em pista o legado do pai. Gary Brabham entrou no Mundial de 1990 ao serviço da desastrosa Life e nem sequer ultrapassou as pré-qualificações nas duas tentativas que teve. Desistiu e não voltou a ter uma oportunidade.

David Brabham conseguiu fazer um pouco melhor. Na mesma época de 1990 participou em oito corridas com um monolugar com o nome da família, mas só terminou uma vez: 15º, em França. Em 1994 foi escolhido pela Simtek e participou em 16 corridas, alcançando o seu melhor lugar de sempre: 10º, em Espanha.

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Damon Hill e Michael Schumacher no GP Estoril (Reuters)

Graham e Damon, os campeões Hill

Campeão do mundo em 1962 e 1968, Graham Hill deixou um legado importante nas mãos do filho, Damon Hill. Graham competiu na F1 de 1958 a 1975 e conseguiu 14 vitórias e 38 pódios com a Lotus, a BRM, a Brabham e a Hill, a equipa que criou.

Em 1996, Damon igualou os maiores feitos e tornou-se campeão do mundo ao volante da Williams. Esteve em 122 corridas, venceu 22 e foi 42 vezes ao pódio, entrando discretamente pela porta da então decadente Brabham, em 1992. A Williams deu-lhe uma oportunidade e Damon agarrou-a, saindo da equipa logo depois de ser campeão do mundo. Fez ainda um ano na Arrows e dois na Jordan.

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Villeneuve

Villeneuve: Jacques superou a lenda de Gilles

Quando se fala em Villeneuve, é provável que o primeiro nome que lhe vem à cabeça seja a do mítico Gilles, falecido em pista em 1983, apenas com 32 anos. Gilles Villeneuve criou uma aura especial em seu redor, foi vice-campeão do mundo em 1979, mas nunca chegou ao título mundial. Quando o seu Ferrari teve o fatal acidente em Zolder, na Bélgica, Gilles contabilizava 67 corridas, 6 vitórias e 13 pódios.

Jacques Villeneuve não terá beneficiado do mesmo carisma que caracterizava o pai, mas conseguiu melhores resultados: além do título mundial de 1997, Jacques ganhou 11 corridas e foi 23 vezes ao pódio, passando pela Williams, BAR, Sauber, Renault e BMW.

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Andretti: a lenda de Mario esmagou Michael

Em 1978, Mario Andretti levou o seu Lotus ao título mundial, num ano em que ganhou seis das 12 vitórias obtidas na F1. Mario competiu de 1968 a 1982 na categoria máxima do desporto automóvel e esteve ao volante de algumas das melhores equipas. Ferrari, March, Alfa Romeo, Williams e a já mencionada Lotus.

Apesar de todos os filhos estarem ligados às corridas, apenas Michael Andretti chegou à F1. Com resultados maus. Apesar de chegar à Mclaren em 1993, quando a equipa era bastante competitiva, Michael fez 13 corridas e pontuou três vezes. Foi ao pódio em Itália e juntou a isso um 5º e um 6º lugar.

O filho de Michael, Marco Andretti, fez testes com a Honda F1 em 2007 e 2008, mas nunca foi escolhido para entrar na equipa.