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Eslováquia

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martin dubravka (instagram)

Martin Dubravka

Clube: Newcastle

Data de nascimento: 15.01.1989

Teve de lidar com uma lesão na última temporada, mas continua a ser o número 1 indiscutível da Eslováquia. Começou no MSK Zilina, ajudando a levar os campeões eslovacos à fase de grupos da Liga dos Campeões, em 2010. Também é resiliente - mantendo a autoconfiança mesmo depois de o Zilina sofrer sete golos em casa frente ao Marselha.

Chegou a Inglaterra via Dinamarca e República Checa. Dubravka não se sente guarda-redes, no entanto. «Gosto de jogar como extremo-direito. Às vezes, jogo à frente e os treinadores dizem:‘ Por que é que és guarda-redes, talvez pudesses mudar para médio?’ Mas é tarde demais. O meu pai e avós eram guarda-redes, e eu sou alto», disse em 2018.

Petr Cech é o seu modelo. «Tinha uma foto dele na porta do meu armário.»

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Peter Pekarík (AP)

Peter Pekarík

Club: Hertha Berlim

Data de nascimento: 30 de outubro de 1986

O primeiro lateral moderno da Eslováquia. Apelidado de «Sr. Confiável» na Alemanha, onde venceu o campeonato com o Wolfsburgo, sob o comando de Felix Magath, está no Hertha desde 2012, após um ano no Kayserispor. Leva a sua preparação e saúde a sério, apoiado pela esposa, Lujza Tarajová, uma ex-dançarina de salão e estrela do "Dança com as Estrelas" da Eslováquia.

«Lujza é um grande apoio para mim: está muito atualizada com as novas ciências do desporto e sempre à procura de coisas para ajudar na minha dieta e regeneração… O profissionalismo é mais do que uma palavra para mim. Para mim, profissionalismo é um estilo de vida. Nunca desisti da minha carreira e nunca o irei fazer. Sei que se trabalhar de forma consistente nos detalhes, a alegria do futebol permanecerá.»

Conheça melhor Peter Pekarik, protagonosta da Eslováquia.

3
 Denis Vavro (AP)

Denis Vavro

Clube: Lazio

Data de nascimento: 10.04.1996

Vavro chegou à seleção nacional pela primeira vez em 2017, quando ainda estava no MSK Zilina, onde formou uma parceria muito eficaz, no eixo central, com Milan Skriniar. A dupla continuou na seleção nacional, depois de Martin Skrtel se ter aposentado, mas a perda de forma de Vavro também resultou em muito tempo no banco.

Foi contratado pela Lazio, por supostos 10 milhões de euros, em 2019, mas não estava a jogar regularmente na última temporada. Por isso, em janeiro, foi emprestado ao Huesca. Lá, fez o suficiente para garantir uma vaga na seleção, neste verão. «Desde novembro que eu era basicamente um cone durante os treinos. Fiquei frustrado e desanimei mentalmente. Por isso, mudei-me para o Huesca por um motivo simples: queria jogar e desfrutar do futebol novamente», explicou.

4
Martin Valjent (instagram)

Martin Valjent

Clube: Maiorca

Data de nascimento: 11.12.1995

Um verdadeiro líder no Maiorca na temporada passada, ao ganhar a promoção à La Liga. Valjent não era considerado um grande talento na Eslováquia, então saiu em 2013 para tentar a sorte em Itália, primeiro com o Ternana e depois com o Chievo.

Mudou-se para a Espanha em 2019, altura desde a qual foi tendo hipóteses limitadas a nível internacional - mas fez o suficiente para ser convocado neste verão. «Tento avaliar o meu trabalho todos os dias e melhorar», diz ele. «Nunca pensei que chegaria a este nível de futebol, então tenho de trabalhar para continuar. Vale a pena: é um lindo trabalho. Na verdade, nem chamo isto de trabalho, é uma paixão.»

Renovou contrato com o Maiorca até 2025 antes do torneio.

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Lubomír Satka (instagram)

Lubomir Satka

Clube: Lech Poznan

Data de nascimento: 2.12.1995

Aos 16 anos juntou-se à academia do Newcastle, mas não foi além de uma aparição na FA Cup, três anos depois. Depois de um breve empréstimo no quarto escalão inglês, no York City, teve de regressar à Eslováquia para jogar regularmente. E funcionou: agora, tem boas hipóteses de ser escolhido como parceiro no eixo da defesa de Milan Skriniar.

Quando se mudou para o Lech Poznan em 2019, morava num apartamento a poucos minutos do estádio e ia para o trabalho a pé todos os dias. «Mas isso vai mudar em breve. É hora de ter um carro», disse.

Antes do torneio falou sobre as hipóteses da Eslováquia. «Parece-me que a Polónia, a Suécia e nós vamos lutar pelo segundo lugar atrás da Espanha. E para mim, jogar na Polónia é muito especial - vou encontrar os meus amigos. E talvez Robert Lewandowski também. Acho que nunca joguei contra um avançado melhor do que ele.»

6
Jan Gregus (AP)

Jan Gregus

Clube: Minnesota United

Data de nascimento: 29.01.1991

Sempre visto como um menino trabalhador e humilde, Gregus fez o seu caminho da liga checa para Copenhaga e, desde então, emergiu como um dos líderes mais confiáveis ​​do Minnesota United. Tornou-se viral em outubro passado graças ao penálti atrevido à Panenka contra a Irlanda, na semifinal do play-off, no momento em que o próprio Antonín Panenka estava no hospital a lutar contra a Covid. O Minnesota publicou o clipe no twitter, com a legenda: «I see a little silhouetto of a man ... JAN GREGUS, JAN GREGUS». Gregus disse: «Estou feliz por a bola ter entrado. Era uma das minhas opções, simplesmente aceitei marcar assim. É sobretudo sobre autoconfiança. Quem não tem tanta autoconfiança e não acredita em si prefere não ir por aquele caminho, mas eu fui.»

O técnico Pavel Hapel, demitido dias depois, admitiu «algum alívio naquele momento». «Foi uma solução muito arriscada».

7
Vladimir Weiss (AP)

Vladimir Weiss

Clube: Slovan Bratislava

Data de nascimento: 30.11.1989

Outra família futebolisticamente sólida. O avô de Vladimir, com o mesmo nome, foi um defensor notável nos anos 60, famoso por ter falhado um penálti na qualificação do Campeonato do Mundo de 1966 contra Portugal. O seu pai, outro Vladimir, jogou pela Checoslováquia no Mundial de 1990 e mais tarde, como treinador, levou a Eslováquia ao seu primeiro torneio, o Campeonato do Mundo da África do Sul. Durante a campanha de qualificação colocou o filho na equipa, e Weiss Jr tornou-se o meino bonito dos adeptos quando fez um túnel a Jonny Evans, em Belfast, e criou um lance em que Stanislav Sestak só teve de encostar.

Após a sua mudança em 2016 para o Al Gharafa do Qatar - onde atuou num videoclipe do rapper checo Ektor - voltou para a Eslováquia com o Slovan Bratislava.

8
Ondrej Duda (AP)

Ondrej Duda

Clube: Colónia

Data de nascimento: 5.12.1994

Na sua primeira temporada na primeira divisão eslovaca, com o Kosice, Duda foi apontado como um dos talentos mais brilhantes do país, e quando se mudou para o Legia Varsóvia, em 2014, a ascensão parecia fácil. «Ondrej é um rapaz inteligente», disse o pai e agente, Ondrej Sr. «Ir de Kosice, onde vivem 200.000, para Varsóvia, com dez vezes mais pessoas, não o mudou em nada. Ele pode lidar com essa pressão.»

O seu estilo gerou muitas comparações com Hamsik, mas Duda nunca atingiu esse nível. Juntou-se ao Norwich em janeiro de 2020, mas teve impacto limitado quando o clube foi despromovido. Assinou pelo Colónia em setembro passado.

Uma das suas grandes forças é a sua criatividade. «Isso permite-me pensar de forma muito diferente do meu adversário. Significa que posso sempre surpreendê-lo fazendo algo fora do comum.»

9
Robert Bozenik (AP)

Robert Bozenik

Clube: Feyenoord

Data de nascimento: 18.11.1999

Em 2018, enquanto se demitia, o técnico nacional Jan Kozak reclamou perante a imprensa que estava a ser pressionado para convocar jovens talentos inexperientes. Incluindo Bozenik, a quem, numa conferência de imprensa, erradamente chamou de «Rohožník», o nome de uma vila no Oeste do país. Bozenik riu - «Seja o que for que ele me chame, continuo a jogar da mesma forma» - e estreou-se como sénior em 2019, impressionando desde o início.

É outro produto famoso da academia Zilina e mereceu uma grande mudança para o Feyenoord, em janeiro do ano passado. É fã de Harry Kane, Robert Lewandowski e Sergio Agüero, e adora ler autobiografias de estrelas do desporto, com Zlatan Ibrahimovic e Novak Djokovic entre os favoritos.

Gosta de fechar-se nele mesmo. «Sou um pouco solitário», diz. «Não deixo muitas pessoas chegarem perto de mim.»

10
Tomas Suslov (instagram)

Tomáš Suslov

Clube: Groningen

Data de nascimento: 7.06.2002

O jovem destaque da equipa. Fez a estreia pela seleção principal num empate em março contra Malta, e parece destinado a uma grande mudança do Groningen, num futuro próximo.

Já em abril o seu agente estava, definitivamente, a pressentir tempos de lucro pela frente. «Os treinadores do Ajax observaram-no e deram-lhe os parabéns pelas exibições. Mas ele está a ser observado por muitos mais clubes. Desde outubro, cerca de quinze clubes fizeram um contacto positivo connosco.»

Suslov não se intimida com os elogios. Quando foi capa da revista feita pela Associação de Adeptos do Groningen, confirmou em entrevista: «Vejo-me como o maior talento do Groningen». Felizmente, as suas performances reforçam a autoconfiança que tem, até agora.

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László Bénes (instagram)

Laszlo Benes

Clube: Augsburgo

Data de nascimento: 9.09.1997

Benes foi precoce desde o início. «O meu pai deu-me uma bola de futebol quando eu tinha sete meses», diz ele. «As pessoas na minha aldeia dificilmente me viam sem ela.»

Juntou-se ao Zilina aos 17 anos, em 2015 e, depois de apenas alguns dias no estágio de pré-época, foi direto para a equipa titular. A sua reputação aumentou ainda mais naquele ano, quando o seu desempenho, ao estilo de Marek Hamsik, inspirou o Zilina numa vitória contra o At. Bilbao, na Liga Europa.

Ingressou no Borussia Mönchengladbach em 2016 e passou a última temporada emprestado ao Augsburgo. Quando questionado se é parecido a Hamsik, refreia-se. «Talvez um pouco». O treinador adjunto da Eslováquia, Samuel Slovak, diz que se parece mais com Waddle. «O Chris era canhoto, como Benes. Laszlo é altamente talentoso, tem excelentes atributos físicos e também muito caráter.»

Tim Walter, que o treinou no clube em que esteve por empréstimo, o Holstein Kiel, em 2019, disse: «Laszlo tem música no pé.»

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Dušan Kuciak (AP)

Dusan Kuciak

Clube: Lechia Gdansk

Data de nascimento: 21.05.1985

Kuciak esteve, por duas vezes, perto de fazer carreira em Inglaterra, com empréstimos ao West Ham, em 2005, e um ano no Hull, em 2016, mas deixou os dois clubes sem qualquer jogo na liga. Também está à margem da seleção nacional há anos – é o azar de ter pelo menos dois grandes concorrentes para a posição: Dubravka e anteriormente Jan Mucha.

Está na Polónia, no Lechia Gdansk, desde 2017. O irmão mais velho, Martin, foi guarda-redes na primeira divisão da Eslováquia durante anos, e ambos, tal como Dubravka, foram formados nas camadas jovens do Zilina.

Agora, como profissional experiente, deu alguns conselhos aos jovens guarda-redes, em abril. «Se cometes um erro, apenas tens de sobreviver a ele. Tira isso da cabeça o mais rápido possível e segue em frente.»

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Patrik Hrosovsky (AP)

Patrik Hrosovsky

Clube: Genk

Data de nascimento: 22.04.1992

Internacional pela primeira vez sob o comando do técnico Jan Kozak na preparação para o Euro 2016, Hrosovsky ganhou elogios por ser capaz de combinar uma distribuição de jogo decente com a capacidade de fazer o trabalho sujo em frente da defesa. «Kozak disse-me apenas para acreditar em mim mesmo, na minha estreia», lembrou, mais tarde. «Mas, para ser honesto, não sou o tipo de jogador que sofre de nervosismo. Estava realmente muito satisfeito por estar entre todos esses jogadores que eu só tinha visto na TV.»

Mudou-se do Viktoria Plzen para o Genk em 2019, onde tem uma passagem irregular: não era opção do ex-técnico Hannes Wolf, mas voltou a ser opção desde que Wolf foi demitido em setembro passado.

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Milan Škriniar (AP)

Milan Skriniar

Clube: Inter de Milão

Data de nascimento: 11.02.1995

Que jornada! Em 2013 foi descartado pelo Zilina, enviado por empréstimo para o Zlaté Moravce, onde os críticos o rotularam de desajeitado e lento. Agora, é um titular na Serie A que foi associado a uma grande transferência para o PSG, ainda antes deste torneio. É conhecido pelo seu sentido posicional, força e trabalho árduo implacável. «Todos os jogadores de futebol deveriam trabalhar como ele. Não basta ter talento», diz o ex-técnico da seleção, Pavel Hapal.

Ingressou no Inter vindo da Sampdoria em 2017, por 20 milhões de euros, mais o avançado Gianluca Caprari, um recorde para um jogador eslovaco. Em maio, dias depois de contrair uma lesão facial, refletiu sobre a conquista da Série A. «É tudo surreal, ainda não caí em mim. O meu olho está inchado e pareço um pirata, e ganhámos o título. É a melhor conquista da minha carreira até agora. Os sentimentos que estou a ter são realmente incríveis.»

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Tomas Hubocan (AP)

Tomas Hubocan

Clube: Omonia Nicosia

Data de nascimento: 17.09.1985

Hubocan, internacional pela primeira vez em 2006, aposentou-se como internacional em 2019 e mudou-se para Nicósia para «apenas desfrutar» do crepúsculo da sua carreira. Foi atraído de volta por Stefan Tarkovic, devido à falta de outras (e mais jovens) opções para lateral-esquerdo.

Nos primeiros dias da sua carreira, no Zilina, era um defesa promissor que parecia ter tudo para ser um bom parceiro de longa data para Martin Skrtel. Mas quando substituiu Skrtel, que ia para o Liverpool, no Zenit, em 2008, foi gradualmente deslocado para a esquerda, onde permaneceu.

Agora está no Chipre, com o Omonia, desde 2019 e às vezes aparece na lista das «piores lesões no futebol de todos os tempos», devido a um incidente de 2014, quando o joelho de Robert Lewandowski atingiu o seu rosto, deixando-o a sangrar.

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Dávid Hancko (AP)

David Hancko

Clube: Sparta de Praga

Data de nascimento: 13.12.1997

Outro produto das camadas jovens do Zilina, Hancko já foi classificado como o lateral jovem mais promissor da Europa Oriental. Mas, depois de uma curta passagem pela Fiorentina, o diretor desportivo do Sparta Praga, Tomas Rosicky, conseguiu-o por empréstimo e transformou-o em central. Teve muitos problemas no ano passado com uma grave lesão no joelho que o impediu de conduzir - «depois de cinco minutos no carro, tive de parar e esticar-me, uma lesão no tendão é muito pior do que um osso partido» - mas recuperou a tempo de entrar na equipa deste verão.

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Marek Hamsik (AP)

Marek Hamsik

Clube: IFK Gotemburgo

Data de nascimento: 27.07.1987

Capitão da Eslováquia, jogador com mais partidas pela seleção, melhor marcador de todos os tempos e talento de maior referência. Nem sempre foi assim: os adeptos não estavam convencidos no início da sua carreira internacional, mas Hamsik venceu depois de ser nomeado capitão, com apenas 22 anos.

«Marek é o exemplo perfeito de um profissional», disse o ex-selecionador nacional Jan Kozak. «Ele nunca facilita: é sempre 100%, em cada sessão de treino, em cada jogo.»

Ainda é um ícone do Nápoles, após suas 12 temporadas repletas de troféus, e adorado pela sua liderança, objetivos e estilo. Mudou-se para a China, para o Dalian Yifang, em 2019 e, em março, surpreendentemente, assinou um contrato de curto prazo na Suécia, com o IFK Gotemburgo.

Também é famoso pelo seu penteado ‘moicano’, que permitiu que os colegas do Nápoles cortassem, quando ganharam a Taça de Itália em 2012. «Cannavaro e Maggio cortaram o meu ‘brasão’», disse. «Prometi-lhes que o poderiam fazer. Mantive minha promessa.» Voltou a deixar crescer o corte moicano e leva-o para o Euro neste verão.

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Lukas Haraslin (AP)

Lukas Haraslin

Clube: Sassuolo

Data de nascimento: 26.05.1996

Educado na academia do Parma desde os 16 anos, Haraslin estreou-se na seleção nacional quando jogava na Polónia, pelo Lechia Gdansk, brilhando no jogo contra a Jordânia, em junho de 2019.

Embora não tenha atingido o nível que alguns esperavam, está envolvido na seleção nacional desde então, como uma das poucas opções para a ala. Ingressou na Serie A, no Sassuolo, em janeiro do ano passado, e é um jogador com impacto nas redes sociais. Assinalou no Instagram o facto de a namorada Nikol Polakova ter dado à luz o filho Luca - «Obrigado a Nikol pela melhor coisa que me poderia dar» - e encantou os usuários do TikTok com uma habilidade viral: marcar um golo de ângulo "impossível", depois de passar a bola por cima da própria cabeça, junto à bandeirola de canto.

19
Juraj Kucka (AP)

Juraj Kucka

Clube: Parma

Data de nascimento: 26.02.1987

Em 2006, quando Kucka, de 19 anos, se estreou no ZP Sport Podbrezova, um clube da segunda divisão, de uma vila com menos de 4.000 habitantes, foi questionado sobre qual era a sua ambição no futebol: «Quero jogar no estrangeiro, principalmente na Serie A. E a melhor equipa lá é o Milan». Isso levou algumas pessoas a franzir o sobrolho, preocupadas com a sua autoconfiança. mas em 2015 o Milan comprou-o ao Génova. «Os sonhos tornam-se realidade», escreveu no Instagram.

Sinisa Mihajlovic, que o usou como médio box-to-box, comparou Kucka a um Panzer; outros apelidaram-no de «O Trator». Pela Eslováquia, marcou na final do play-off do Euro 2020 contra a Irlanda do Norte e construiu uma parceria formidável no meio-campo com Hamsik. Disse em 2016: «Quando jogo pelo meu país, sinto grandes emoções. Queremos mostrar a todos que somos uma equipa de lutadores e patriotas.»

Está no Parma desde 2019, pelo meio teve um período no Trabzonspor.

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Robert Mak (AP)

Robert Mak

Clube: Ferencvaros

Data de nascimento: 8.03.1991

Depois de não conseguir sobressair nas camadas jovens do Manchester City, Mak destacou-se em Nuremberga. Cresceu a partir daí e tornou-se um membro regular e apaixonante da equipa da Eslováquia, mas nem tudo tem sido um mar de rosas. No ano passado, reagiu às críticas dos adeptos eslovacos após os empates com Chipre e Malta na qualificação para o Euro 2020, rejeitando as alegações de que «faltou ânimo» à equipa. «Há quatro anos que ouço essa crítica. Estou acostumado a isso», disse.

O seu golo e a sua assistência ajudaram a vencer a Rússia na partida seguinte. Está no Ferencvaros desde o ano passado, e passou por clubes como o Zenit St. Petersburgo, onde a Eslováquia tem o seu quartel-general neste verão. «Estou muito feliz por voltar. A cidade é linda. Mas devo deixar claro, não vamos lá para admirar os belos monumentos e canais. Estamos focados na luta», disse.

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Michal Duris (AP)

Michal Duris

Clube: Omonia

Data de nascimento: 1.06.1988

Duris, uma opção sólida numa equipa de contra-ataque, chegou à seleção com Jan Kozak, alternando com o agora aposentado internacional Adam Nemec, e marcou regularmente na qualificação para o Euro 2016. Também saiu do banco para marcar o golo da vitória sobre a Irlanda do Norte, em novembro, no prolongamento, para selar a qualificação para o Euro 2020. Esse momento gerou cenas incríveis entre os telespectadores, incluindo o lesionado Martin Dubravka, que foi filmado a dançar em frente à TV com o seu cão. A nível de clubes, Duris conquistou o título checo com o Viktoria Plzen e, já no Chipre, mudou-se do Anorthosis para o Omonia, no ano passado.

22
Lobotka (AP)

Stanislav Lobotka

Clube: Nápoles

Data de nascimento: 25.11.1994

Lobotka já era famoso antes mesmo de começar a jogar pela seleção nacional. Quando o Ajax o emprestou em 2013, Lobotka, com seu domínio limitado de inglês, disse à imprensa na sua apresentação que «este é meu sen» (sen significa sonho em eslovaco). Como resultado, ‘this is my sen’ tornou-se viral no país e uma frase com efeito duradouro.

Foi uma das estrelas da seleção sub-21 que se classificou para o Euro 2017, e chegou à seleção sénior em 2016, formando uma parceria decente com Juraj Kucka, ambos apoiando Marek Hamsik, numa função livre. Em 2017, tornou-se o primeiro eslovaco a marcar contra a Inglaterra em Wembley. Mas o seu estatuto de titular neste verão parece instável: tem lutado para causar impacto no Nápoles desde que assinou por 24 milhões de euros, em janeiro de 2020, e perdeu o final da temporada com uma amigdalite severa.

23
Marek Rodak (AP)

Marek Rodak

Clube: Fulham

Data de nascimento: 13.12.1996

Rodak ajudou a levar o Fulham de volta à Premier League, para depois ser afastado quando o clube conseguiu o empréstimo de Alphonse Areola em setembro de 2020. Assistiu das laterais enquanto o clube era despromovido. Está no Fulham desde os 16 anos e passou algum tempo emprestado, no sexto escalão, antes de chegar ao topo. «Foi melhor do que não jogar», diz. «Deu-me dezenas de difíceis jogos com lama, entre tipos durões.»

É uma lenda na Eslováquia pelo seu heroísmo nos penáltis que defendeu frente à Irlanda, na meia-final do play-off do Euro 2020 no ano passado. Só estava a jogar por causa da lesão de Dubravka, mas definitivamente aproveitou a oportunidade.

24
Martin Koscelnik (instagram)

Martin Koscelnik

Clube: Slovan Liberec

Data de nascimento: 2.03.1995

Koscelnik cresceu em Humenné, uma pequena cidade no leste do país, onde os seus pais eram diretores de escola. Sempre quis ser jogador de futebol, no entanto. «Decidi que queria ganhar muito dinheiro no futebol, para poder passar o resto da minha vida de férias quando me aposentar», disse. Ele ajudou a sua equipa, o Zemplín Michalovce, a chegar à primeira divisão em 2015, e ingressou no Slovan Liberec em 2018, onde chamou a atenção de Stefan Tarkovic.

Koscelník, normalmente um lateral-direito, tornou-se numa escolha surpresa de Tarkovic no lado direito do meio-campo, na qualificação para o Mundial 2022 contra a Rússia, em março, e mostrou o suficiente para garantir uma vaga neste verão.

25
Jakub Hromada (instagram)

Jakub Hromada

Clube: Slavia Praga

Data de nascimento: 25.05.1996

O progresso da carreira de Hromada estagnou totalmente há dois anos, depois de ter sofrido uma lesão complicada no tornozelo - o que tornou a sua primeira convocatória, em março deste ano, extra especial. «Naquela época», disse ele, «nunca pensei que estaria aqui hoje como internacional». Foi um membro importante da equipa do Slavia Praga durante a corrida para outro título da liga e os quartos de final da Liga Europa, onde adorou enfrentar o Arsenal. «Há uma semana, o meu maior sonho de infância tornou-se realidade quando joguei pela Eslováquia. O meu segundo maior sonho era o Arsenal, jogar por eles ou jogar contra eles. Isso também é verdade agora.»

26
Ivan Schranz (AP)

Ivan Schranz

Clube: FK Jablonec

Data de nascimento: 13.09.1993

Ivan Schranz pode apontar o momento exato em que a sua carreira subiu de nível. O jogador de 27 anos, que pode jogar numa ala ou no ataque, começou no futebol eslovaco e jogou no Dukla Praga e depois no AEL Limassol, de Chipre. Mas o seu surgimento aconteceu realmente no verão de 2019, quando se mudou para Ceske Budejovice - e não se tratou apenas de futebol. «Poucos meses depois, a minha namorada e eu descobrimos que estávamos à espera de um bebé. Desde então, acho que tudo mudou para mim. As minhas exibições melhoraram, assim como as minhas estatísticas, e depois fui convocado para a seleção nacional. O meu tempo no Chipre não foi bom, mas desde que o meu filho nasceu, tudo acabou num ‘click’.»

Schranz fez uma ótima temporada na República Checa e é uma opção sólida para Stefan Tarkovic.

Textos de Lukas Vrablik, que escreve para o Dennik N.

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