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FC Porto: 100 vitórias sobre o Benfica, 10 momentos

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Relvado

O clássico 250 trouxe o 30º título de campeão nacional do FC Porto e de caminho mais um marco histórico. Foi a vitória 100 do dragão sobre o Benfica, somando todas as competições, naquela que foi crescendo como a grande rivalidade do futebol nacional.

O FC Porto é o primeiro clube a chegar às 100 vitórias em clássicos. O dérbi entre Benfica e Sporting, a contar desde 1907, é um caso à parte. Ambas as equipas já superaram esse marco há vários anos, a contabilidade está em 137 vitórias do Benfica e 112 do Sporting.

A história entre Benfica e FC Porto começou há 91 anos, quando se jogou, em 1931, o primeiro encontro oficial. Neste momento são 100 vitórias portistas, 24 delas como visitante, 88 triunfos do Benfica e 62 empates.  Da goleada por 8-0 que levou ao primeiro corte de relações até à festa de 2022 no Estádio da Luz, o Maisfutebol escolheu 10 momentos marcantes entre essas 100 vitórias.

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FC Porto 1933

8-0, a maior goleada da história

28 de maio de 1933

FC Porto-Benfica, 8-0

Campo da Constituição

1ª mão dos quartos de final do Campeonato de Portugal 1932/33

A baliza era de Siska, Mihaly que se tornou Miguel, o guarda-redes nascido húngaro a quem chamavam «meia equipa». Em campo estava o próprio treinador, Joseph Szabo, que aos 37 anos teve de se equipar para compensar a baixa de Francisco Castro, mais o trio que ficou conhecido como «Diabos do Meio Dia»: Valdemar Mota, Acácio Mesquita e Pinga. Os dois primeiros marcaram três golos cada um, Lopes Carneiro e Carlos Nunes completaram uma goleada épica, até hoje a maior do FC Porto frente ao Benfica. «Os rapazes do FC do Porto, campeões de Portugal do ano passado e vencedores do campeão de Lisboa, saem do campo em delirante apoteose, indescritível», escrevia o Diário de Lisboa. O caldo entornou no fim. O Benfica chegara sob protesto à Constituição, alegando que não tinha sido informado da mudança da hora do jogo. No final, uma visita do presidente da Federação ao balneário das águias acabou em pancadaria. Laurindo Grijó foi agredido por Guedes Gonçalves, e nos dias quentes que se seguiram os dois clubes cortaram relações pela primeira vez. Pelo meio jogou-se a segunda mão, com uma vitória do Benfica por 4-2 nas Amoreiras que não inverteu os incríveis 8-0 da Constituição. 

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Campeão 39/40

O primeiro título em casa do Benfica

19 de maio de 1940

Benfica-FC Porto, 2-3

Campo das Amoreiras

18ª e última jornada da Liga 1939/40

A época anterior tinha sido agitada. Miguel Siska, que trocara a baliza pelo banco, tornara-se o mais jovem treinador campeão nacional de sempre, aos 33 anos. No final da temporada FC Porto e Benfica tinham protagonizado umas loucas meias-finais da Taça de Portugal: vitória dos dragões por 6-1 no Lima e reviravolta das águias, que venciam a segunda mão por 6-0 quando o FC Porto abandonou o relvado, a um quarto de hora do fim, em protesto com a arbitragem. Para o campeonato de 1939/40, o FC Porto teve de ser… repescado. Apesar de detentor do título, foi relegado para terceiro lugar no campeonato regional do Porto, penalizado depois de um violento jogo com o Académico, antes de um alargamento da Liga para dez equipas viabilizar a participação do campeão. O FC Porto não deixou margem para grandes dúvidas em campo. Embalou para um recorde de 13 vitórias seguidas a abrir, travado apenas por uma derrota no Lumiar, frente ao Sporting, a única de todo esse campeonato. À entrada para a última jornada o FC Porto tinha um ponto de vantagem sobre o Sporting e tudo se decidia em casa do Benfica, nas Amoreiras, onde o dragão apenas tinha vencido uma vez, oito anos antes. Embalado pelo génio de Pinga, que marcou o primeiro golo aos 22 minutos, o FC Porto esteve sempre na frente. O jugoslavo Kodrnja, que seria o melhor marcador desse campeonato a par de Peyroteo, fez o 0-2 à meia hora. Teixeira ainda reduziu para o Benfica em cima do intervalo, antes de Pinga voltar a marcar, de livre. Teixeira também bisou, perto do fim, mas o FC Porto segurou a vitória e tornou-se bicampeão. Pela primeira vez na história, o FC festejava o título em casa do Benfica.

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Jamor pronto para a final da Taça (Diogo Pinto/FPF)

A vitória na Taça que foi solitária por 60 anos

15 de junho de 1958

FC Porto-Benfica, 1-0

Estádio Nacional

Final da Taça de Portugal 1957/58

O FC Porto, que tinha quebrado em 1956 um longo jejum de 16 anos sem títulos nacionais, lutou até ao fim com o Sporting pelo campeonato de 1957/58: terminaram iguais em pontos, mas os leões levaram o troféu. Ainda tinha a final da Taça de Portugal, frente a um Benfica em ambiente pesado, depois do terceiro lugar no campeonato. Era apenas a segunda vez que se encontravam na decisão da prova-rainha, depois de uma folgada vitória do Benfica em 1953, por 5-0. Numa muito quente tarde de junho no Jamor, com o FC Porto treinado por Otto Bumbel frente ao Benfica de Otto Glória, a final foi decidida por Hernâni, uma das grandes referências dos dragões, que marcou de livre, aos 52 minutos, o único golo do jogo. No fim discutia-se se o guarda-redes do Benfica tinha sido mal batido, mas Hernâni defendeu o adversário: «O Bastos não teve culpa, a bola partiu com muito efeito, aquele efeito que os brasileiros chamam de folha seca.» O jogo não deixou saudades a quem o viu. «Um vencedor indiscutível para uma final inferior e recheada de anti-futebol», escrevia A Bola. Foi pior ainda para o defesa portista Miguel Arcanjo, que ficou mal tratado num choque de cabeça com o benfiquista Palmeiro, mas acabou por voltar ao campo depois do intervalo, a cambalear. «Senti qualquer pancada na cabeça e desde aí pouco me recordo... A cabeça parece que pesava dez quilos. Estava a falar com as pessoas e nem as via», contou. Essa foi durante muito tempo a única vitória portista na final da Taça de Portugal frente ao Benfica. Perdeu as sete seguintes e só voltaria a vencer à 10ª ocasião, em 2020.

 

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Lemos: «poker» ao Benfica

Lemos, póquer e mobília com o Benfica de Eusébio

31 de janeiro de 1971

FC Porto-Benfica, 4-0

Estádio das Antas

18ª jornada da Liga 1970/71

Naquele tempo, o FC Porto atravessava um deserto de títulos. A última conquista do campeonato remontava ao já distante ano de 1959 e há mais de dois anos que o dragão não vencia o Benfica. Até àquela tarde de janeiro, no Clássico com o herói mais improvável de que há memória. O Benfica que ainda era de Eusébio, numa linha avançada com Nené e Artur Jorge, que tinha também Humberto Coelho ou Toni, deixou as Antas vergado a uma goleada. Tudo por culpa de Lemos. O avançado portista marcou o primeiro aos 20 minutos, a passe de Pavão, e nunca mais ninguém o parou. Fez mais um aos 46 minutos, outro aos 57 e ainda o quarto a três minutos do fim. Um póquer inédito e irrepetível. Foi a loucura no Estádio das Antas e, claro, o dia mais memorável da carreira do avançado que tinha voltado nessa época ao FC Porto, depois de duas temporadas do Boavista. Num tempo em que muitas marcas ofereciam prémios aos marcadores dos golos, Lemos ficou com a casa cheia. «Levei tudo: uma mobília de quarto, um guarda-chuva, camisas e um conjunto de tintas e pincéis».  «O colosso das Antas esmagou os monstros da Luz», escrevia o jornal A Bola no rescaldo do jogo. Sorria também o Sporting, que ganhava vantagem na liderança da Liga, com três pontos de vantagem sobre Benfica, FC Porto e também V. Setúbal. Mas no final a festa foi do Benfica, que conquistaria esse campeonato nacional, com o FC Porto a terminar no terceiro lugar.

 

6
Pedroto

Pedroto, fim do enguiço e do recorde do Benfica

3 de setembro de 1978

FC Porto-Benfica, 1-0

Estádio das Antas

2ª jornada da Liga 1978/79

O FC Porto de José Maria Pedroto quebrou na época anterior o longo enguiço de 19 anos sem títulos de campeão nacional. O clássico das Antas, na antepenúltima jornada, foi um empate (1-1) com sabor a vitória. O FC Porto ainda cedeu um ponto na ronda seguinte em casa da Académica, mas terminou mesmo campeão, em igualdade pontual com um Benfica invicto. Chegou então a temporada 1978/79, com novo clássico nas Antas marcado logo para a segunda jornada. Pedroto já tinha vencido o Benfica na primeira passagem pelo banco do FC Porto, entre 1966 e 1969, mas ainda não o tinha conseguido desde o regresso, em 1976. E o Benfica chegava às Antas do alto de um recorde de 56 jogos sem perder, que tinha começado precisamente em 1976. A série terminou aos 57 minutos do jogo das Antas, que teve casa cheia e uma pequena manobra de diversão de Pedroto a antecedê-lo. Segundo contava o Diário de Lisboa, o treinador deu um «onze» na ficha distribuída aos jornalistas e depois pôs outro em campo. Foi José Alberto Costa, recém-contratado pelo FC Porto à Académica, quem resolveu: o esquerdino apareceu na área a trocar de pé preferido e a rematar com o direito, para bater Bento. Um importante marco psicológico no crescimento do FC Porto, que iniciava aí o processo de recuperação que haveria de consolidar a partir da década de 80, para virar o equilíbrio de forças no futebol português. Aquela marca do Benfica durou até abril de 2022, quando o FC Porto de Sérgio Conceição a superou, até fixar o novo recorde em 58 jogos.

7
Arnold Wetl e Zahovic

0-5, a manita na Supertaça

18 de setembro de 1996

Benfica-FC Porto, 0-5

Estádio da Luz

2ª mão da Supertaça 1995/96

O início dos anos 90 teve decisões bem quentes entre os dois rivais, do bis de César Brito nas Antas que em 1991 lançou o Benfica para o título à eletrizante vitória portista por 3-2 na Luz na época seguinte que acabou com as dúvidas sobre o campeão. Em 1996, o FC Porto tinha conquistado o segundo campeonato seguido de uma série que só pararia no penta e o Benfica afundava-se num longo período de agonia. Depois da vitória do FC Porto por 1-0 na segunda mão, a Supertaça só se decidiu em meados de setembro, já com o campeonato a decorrer. Depois de três jornadas, Benfica e FC Porto estavam iguais na frente, com sete pontos, mas a superioridade do dragão ficou evidente naquela noite na Luz. Logo aos três minutos, Artur inaugurou o festival portista. Edmilson e Jorge Costa aumentaram a vantagem ainda na primeira parte, depois Wetl fez o quarto e Drulovic o quinto de um jogo único e histórico, a maior goleada de sempre na Luz. Em campo estava Sérgio Conceição, que aliás assistiu Wetl para o quarto golo e em 2020 recordava assim essa noite: «Foi saboroso.» A noite do descalabro do Benfica de Paulo Autori ficou ainda marcada por um acontecimento trágico na Luz, a morte do repórter fotográfico Nuno Ferrari, vitimado por um ataque cardíaco.

 

8
Belluschi, Hulk e Varela

O 5-0 para a história no Dragão

7 de novembro de 2010

FC Porto-Benfica, 5-0

Estádio do Dragão

10ª jornada da Liga 2010/11

O Benfica de Jorge Jesus era o campeão nacional, mas por essa altura já era evidente que o equilíbrio de forças se tinha alterado. A época tinha começado com o FC Porto de André Villas-Boas a vencer a Supertaça, por 2-0, no triunfo que aliás desfez o equilíbrio dos confrontos entre os dois rivais: a partir daí o FC Porto passou a somar 82 vitórias, contra 81 do Benfica. Naquela noite de novembro de 2010, o dragão entrava na 10ª jornada já com sete pontos de vantagem sobre o rival, líder com apenas com dois pontos perdidos e quatro golos sofridos. Aquele jogo no Dragão acabou com quaisquer dúvidas e embalou o FC Porto para uma época memorável, vencedora em toda a linha. Com a equipa já rotinada, o treinador do FC Porto apresentou o onze habitual, enquanto Jorge Jesus procurava uma via alternativa, com David Luiz no lado esquerdo da defesa. O Benfica foi presa fácil para o dragão, num jogo em que Hulk encheu o campo. Foi ele quem lançou Silvestre Varela para o primeiro golo, logo aos 11 minutos. A partir daí o FC Porto embalou para uma vitória avassaladora, com bis de Radamel Falcao, o primeiro num grande golo de calcanhar, ainda antes da meia hora. Perante a impotência do Benfica, um bis de Hulk nos últimos dez minutos transformou a vantagem portista numa vitória histórica, a maior de sempre sobre o velho rival para o campeonato. No final, Villas-Boas ia dizendo que nada estava ganho, mas falava num «grito de revolta» em relação à temporada anterior, marcada pelo caso do túnel do balneário da Luz.

9
Festa... regada

«Campeões sem Luz» na festa molhada

3 de abril de 2011

Benfica-FC Porto, 1-2

Estádio da Luz

25ª jornada da Liga 2010/11

Continuamos na época 2010/11. Abril estava a começar, faltavam seis jogadas para o campeonato terminar e o FC Porto chegava à Luz com 13 pontos de vantagem, a poder celebrar desde logo o título se vencesse o segundo classificado nesse confronto direto. Um daqueles jogos, como contou Fernando ainda agora ao Maisfutebol, em que nem foi preciso o treinador fazer trabalho mental durante a semana. A motivação estava garantida. Na Luz, as coisas resolveram-se cedo. Aos nove minutos Freddy Guarín aproveitou um erro do guarda-redes Roberto para fazer o primeiro golo do jogo. Saviola ainda empatou, de grande penalidade, mas aos 26 minutos nova grande penalidade, convertida por Hulk, voltava a colocar o FC Porto na frente, para não mais sair. Ainda houve uma expulsão para cada lado: Otamendi, que então festejou de azul e branco e agora está na Luz, viu o segundo amarelo a vinte minutos do fim. E depois foi Óscar Cardozo a recolher mais cedo aos balneários. Logo que acabou o jogo, seguiu-se-lhe rapidamente toda a equipa do Benfica, enquanto se apagavam as luzes do estádio. O FC Porto festejava no relvado quando se ligou também o sistema automático e rega. Uma festa molhada e feliz que se prolongou até à varanda do Dragão, noite dentro, onde Hulk cantava «Campeões sem luz». 71 anos depois de Siska, o FC Porto voltava a festejar na casa do grande rival. Essa temporada teve nada menos que cinco Clássicos e o FC Porto venceu quatro. Pouco mais de duas semanas depois da conquista do título, voltou à Luz para dar a volta à meia-final da Taça de Portugal e vencer de novo, um 3-1 que anulou a vitória do Benfica por 2-0 no Dragão. O FC Porto não só fez a dobradinha, sendo campeão sem derrotas, como venceu a Liga Europa no final dessa época notável.

 

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Porto vs Benfica (LUSA)

2013, o minuto Kelvin

11 de maio de 2013

FC Porto-Benfica, 2-1

Estádio do Dragão

29ª jornada da Liga

O minuto Kelvin, que ficou eternizado como 92 mas na verdade ainda não era, é único e eterno, na mais incrível reviravolta em duelo direto que a Liga viu. Aquele mês de maio começou com o Benfica a festejar o apuramento para a final da Liga Europa e a partir para a reta final da Liga com quatro pontos de vantagem sobre o FC Porto. Mas um empate caseiro com o Estoril a três jornadas do fim gerou um efeito dominó que atingiu o pico logo na semana seguinte. O FC Porto de Vítor Pereira estava a dois pontos de distância naquela receção ao Benfica para a penúltima jornada, com as duas equipas ainda sem qualquer derrota na Liga. Com uma vitória, passaria para a frente. Num Dragão fervente de expectativa, o Benfica marcou primeiro, num golo de Lima aos 19 minutos. Depois foi um autogolo do então benfiquista Maxi Pereira a deixar tudo igual. O jogo foi rolando, sem grandes sobressaltos. Mas o mais incrível estava para vir. No último quarto de hora, os treinadores fizeram várias substituições e Vítor Pereira fez entrar Kelvin, aos 79m, e cinco minutos depois o ex-leão Liedson, que tinha voltado a Portugal e estava na reta final de uma época apagada no FC Porto. E foi mesmo ele quem combinou sobre a esquerda com Kelvin, para o jovem brasileiro fazer um grande golo. O golo que ajoelhou Jorge Jesus e virou a Liga para o FC Porto. A confirmação chegou na última jornada: o FC Porto era bicampeão e apenas o terceiro campeão nacional invicto, depois do Benfica em 1972/73 e do FC Porto de 2010/11.

 

11
FC Porto campeão

Campeões à Luz do dia

7 de maio de 2022

Benfica-FC Porto, 0-1

Estádio da Luz

33ª jornada da Liga 2021/22

Sérgio Conceição chegou ao FC Porto em 2017 e foi campeão no primeiro ano, num título que também teve direito a reviravolta na Luz, no golo em cima dos 90 minutos de Herrera que colocou o dragão na frente da Liga em definitivo a quatro jornadas do fim e pôs fim ao sonho do pentacampeonato do Benfica. Mas esta viagem por 10 vitórias marcantes tem de terminar, e por isso termina com a mais recente, aquela que pela terceira vez na história deu ao FC Porto a conquista matemática do título em casa do Benfica. Num campeonato que o FC Porto dominou desde o início, o primeiro match-point do campeonato chegava logo à 31ª jornada, mas a festa ficou desde logo adiada com a derrota em Braga que fixou em 58 jogos o novo recorde nacional de jogos sem derrotas na Liga. Com o Sporting a seis pontos de distância, duas jornadas mais tarde o FC Porto precisava de um ponto para fazer a festa. O empate foi-se mantendo na Luz, e bastava ao dragão, mas uma vez mais a realidade superou as expectativas azuis e brancas. O jogo levava quatro minutos de descontos quando Pepê embalou pela direita, num fulgurante contra-ataque acompanhado por Zaidu. E foi o defesa nigeriano o herói improvável da festa que era, desta vez, previsível. O FC Porto voltou a celebrar no relvado do rival, agora com a luz do dia a iluminar a festa do 30º campeonato, na vitória 100 sobre o rival.

Maisfutebol
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