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Finlândia

1
Lukas Hradecky (Finlândia)

Lukas Hradecky

Clube: Bayer Leverkusen

Data de nascimento: 24.11.1989

Quando a Finlândia venceu a Bielorrússia por 2-0, Hradecky dirigiu-se em júbilo até ao público, pegou numa cerveja cheia e bebeu-a toda. Algumas semanas depois encontrou o adepto e compensou-o com uma caixa de 24 latas de cerveja checa. «Há um tabu sobre beber cerveja. Mas a cerveja é feita para ser bebida. Um pecado? 99,9 por cento das pessoas peca. Porque é que os futebolistas têm de ser mais santos do que as outras pessoas?», disse.

Hradecky é um personagem, mas também um profissional à séria. Com boas mãos e bons pés, já agora.

Partilhou casa com Teemu Pukki, esteve seis anos no Brondby, da Dinamarca – o primeiro adversário da Finlândia neste Euro – e foi distinguido em janeiro com o prémio de personalidade desportiva do ano no seu país. No discurso após receber o prémio lembrou o passado como imigrante de Bratislava que cresceu numa cidade finlandesa. «Torna isto ainda mais especial. Embora as raízes estejam noutro lugar, e apesar de estar agora um pouco desgastada, esta árvore cresceu em Turku.»

2
Paulus Arajuuri (AP Photo/Efrem Lukatsky)

Paulus Arajuuri

Clube: Pafos

Data de nascimento: 15.06.1988

Uma das imagens mais impactantes do apuramento da Finlândia foi o sorriso genuíno de Arajuuri com um lenço ensanguentado a sair-lhe do nariz. O ferimento não foi causado por qualquer choque, mas sim (imagine-se) por gritar muito.

Líder nato, implacável, mas sempre sorridente, é capitão dos cipiotas do Pafos, onde está desde 2019.

Cresceu no seio de uma família de atores e músicos, e detém uma editora discográfica juntamente com o irmão, cantor e compositor que gravou para o Euro 2020 um tema chamado ‘Dreams of Generations’. «Quando o árbitro apitou para o fim do jogo e a Finlândia ficou apurada, vi o Paul de joelhos e com as mãos levantadas. Foi mais forte do que eu e fiquei lavado em lágrimas. No meio dessa tempestade emocional, soube que tinha de escrever uma música sobre isso», disse Niila, o irmão artista de Arajuuri.

3
Daniel O'Shaughnessy (Lorraine O'Sullivan/ Pool via AP )

Daniel O’Shaughnessy

Clube: HJK

Data de nascimento: 14.09.1994

Como o próprio nome sugere, O’Shaughnessy podia jogar pela Irlanda ou pela Finlândia, mas acabou por escolher o país onde nasceu e onde foi criado pelo seu pai irlandês e pela mãe finlandesa.

Tal como os dois irmãos mais velhos, Daniel foi treinado pelo pai, que ainda viaja para assistir a todos os dele. «Juntamo-nos depois dos jogos e analisamos o que correu bem e os pontos em que posso melhorar», disse o esquerdino ao Helsingin Sanomat, um dos maiores jornais da Finlândia.

Desde muito cedo que se sacrifica pelo futebol: aos 10 anos viajava diariamente três horas de comboio e de autocarro para treinar numa equipa melhor. Atualmente no HJK, atuou anteriormente nos ingleses do Cheltenham, onde fez 49 jogos e marcou quatro golos entre 2016 e 2017.

Ultimamente tem-se falado de um possível regresso a Inglaterra.

4
Joona Toivio (AP Photo/Thanassis Stavrakis)

Joona Toivio

Clube: Häcken

Data de nascimento: 10.03.1988

Em tempos considerado o jovem mais promissor da Finlândia, Toivio cresceu até se tornar no rochedo de uma sólida defesa finlandesa e chega ao Euro como o terceiro jogador mais internacional do país. É a chave das hipóteses da Finlândia.

Homem de família sereno, tem uma tatuagem de um eagle owl [bufo-real, ave de rapina semelhante às corujas e aos mochos] – a alcunha da seleção nacional – e de um lobo como referência ao SibboV, equipa que representou na juventude e que continua a apoiar, financiando o prémio de jovem jogador do ano. O vencedor recebe uma quantia monetária e é convidado a conhecer Toivio e a vê-lo jogar.

5
Leo Vaisanen (Instagram leovaisanen)

Leo Vaisanen

Clube: Elfsborg

Data de nascimento: 23.07.1997

É o mais novo, e mais tímido, dos irmãos Vaisanen. O mais velho, Sauli, que jogou na Serie A italiana, diz que Leo será um dia melhor jogador do que ele. «Se eu tivesse de perder o meu lugar na seleção nacional, gostaria que fosse para ele», confessou.

Considerado um defesa promissor, Leo devora Game of Thrones e é filho de uma apresentadora de televisão e semifinalista do concurso Miss Mundo em 1984: Anna-Liisa Tilus.

6
Glen Kamara (AP)

Glen Kamara

Clube: Rangers

Data de nascimento: 28.10.1995

Nasceu na Finlândia, onde a família se radicou para escapar à guerra civil da Serra Leoa, e aos 12 mudou-se com a mãe para Londres. Jogava aos domingos numa equipa da zona ocidental da cidade, deu nas vistas e acabou por ingressar na academia do Arsenal após passar pelo Southend. Acabou por fazer apenas um jogo com a camisola principal dos Gunners: em 2015, aos 19 anos, num jogo da Taça da Liga com o Sheffield Wednesday. Seguiram-se empréstimos ao Southend e ao Colchester, até que em 2017 rumou, em definitivo, aos escoceses do Dundee. Joga no Rangers desde 2019 e Steven Gerrard já se referiu a ele como um admirável jogador que às vezes se assemelha a um… Rolls Royce.

Em março fez manchetes depois de ter sido alvo de insultos racistas por parte de Ondrej Kudela, jogador do Slavia Praga, num jogo da Liga Europa. Kudela foi punido pela UEFA com dez jogos de suspensão e Kamara viu serem-lhe aplicados três jogos por ripostar.

7
Robert Taylor (AP Photo/Michel Euler)

Robert Taylor

Clube: Brann

Data de nascimento: 21.10.1994

Em 1988, o pai de Taylor, Paul, saiu da formação do Nottingham Forest de Brian Cough para rumar ao Kalliosuon Sisu, uma equipa da quarta divisão da Finlândia. Foi lá que se apaixonou e daí saltamos até ao nascimento de Robert uns anos depois.

Desde tenra idade mostrou talento com a bola nos pés: aos 12 anos chegou a fazer malabarismos com a bola para entreter ao intervalo os 5 mil adeptos que assistiam a um jogo da primeira divisão finlandesa. Apesar disso, a carreira começou devagar: mudou-se para Lincoln e teve de jogar no décimo (!) escalão de Inglaterra para só depois começar a subir degrau a degrau.

Atua nos noruegueses do Brann desde a época passada e fez o suficiente para merecer um lugar no Europeu. É internacional pela Finlândia desde os sub-17.

8
Robin Lod (AP)

Robin Lod

Clube: Minnesota United

Data de nascimento: 17.04.1993

Praticou hóquei no gelo até aos 14 anos, mas depois virou-se para o futebol e deu que falar em 2013 após assinar um hat-trick pelo HJK num jogo da liga finlandesa. Depois da partida, as coisas só ficaram melhores: é que o prémio de homem do jogo foi-lhe entregue pelo ator e músico norte-americano Ronn Moss, provavelmente mais popular na Finlândia do que o próprio futebol.

Lod já jogou no Panathinaikos, no Sp. Gijón e conseguiu ser chamado para o Euro, não obstante um mau período no Minnesotta United no ano passado. Nesse momento difícil, o treinador da equipa da MLS, Adrian Heath, chegou-se à frente para defender publicamente o jogador. «Algumas coisas que as pessoas dizem e escrevem sobre ele são vergonhosas. Ele tem qualidade e é nosso jogador: defendemos aqueles que vestem a nossa camisola.»

9
Fredrik Jensen (AP Photo/Hakob Berberyan)

Fredrik Jensen

Clube: Augsburgo

Data de nascimento: 9.09.1997

Aos 15 anos foi jogar para o Twente com o irmão mais velho e em 2018 assinou pelo Augsburgo, da Alemanha.

Fala sueco, finlandês, inglês, neerlandês e alemão, é adepto do Chelsea e tem o sonho de jogar na Premier League. Poderá ser uma das «armas secretas» da Finlândia neste verão: no ano passado marcou o golo da vitória contra a Irlanda na Liga das Nações 20 segundos após saltar do banco. Reconheceu que quase chorou quando viu a presença da Finlândia confirmada no Euro 2020.

10
84. Teemu Pukki

Teemu Pukki

Clube: Norwich

Data de nascimento: 29.03.1990

Dispensa apresentações. É um dos jogadores finlandeses mais talentosos de sempre e foi descoberto cedo: aos 17 anos foi contratado pelo Sevilha, mas talvez ainda não estivesse pronto para essas aventuras. «Eu era muito novo e foi um passo demasiado grande, apesar de ter levado a minha mãe comigo. Não dominava a língua e era tímido, muito mais do que agora. Além disso, fazia muito calor em Sevilha e não tínhamos sequer ar-condicionado», recordou.

Depois disso, sentiu dificuldades para corresponder às expectativas no Schalke e no Celtic, mas uma mudança de atitude no Brondby permitiu-lhe transferir-se para o Norwich em 2018. Desde então nunca mais olhou para trás e está perto de bater o recorde de Jari Litmanen, o melhor marcador de sempre da seleção finlandesa. Além do herói nacional Litmanen, o brasileiro Ronaldo foi o outro grande ídolo que teve na infância.

11
Rasmus Schuller (AP Photo/Thanassis Stavrakis)

Rasmus Schuller

Clube: Djurgarden IF

Data de nascimento: 18.07.2021

Uma máquina fiável. Não salta imediatamente à vista, mas não deixa de ser importante. Esteve algumas épocas no Minnesota United (desde 2017) e este ano ingressou no Djurgarden. Thomas Lagerlof, treinador desta equipa sueca, deixou-lhe rasgados elogios: «A melhor característica do Rasmus é que ele consegue tornar melhor quem está à volta dele. Sabe sempre onde se deve posicionar e o que fazer no ataque e na defesa.»

Fora do futebol, estudou psicologia e direito na Universidade de Helsínquia e não é raro vê-lo com um romance na mão. Gosta de natureza e não gosta nada quando os colegas não reciclam.

12
Jesse Joronen (AP Photo/Thanassis Stavrakis)

Jesse Joronen

Clube: Brescia

Data de nascimento: 21.03.1993

Nascido na pequena vila de Rautjarvi, junto à fronteira com a Rússia, Joronen mudou-se ainda adolescente para Londres, onde em 2009 ingressou na academia do Fulham. Depois de sucessivos empréstimos (Madenhead, FC Lahti, Accrington Stanley e Stevenage), em 2017 saiu em definitivo para os dinamarqueses do AC Horsens e no ano seguinte assinou pelo Copenhaga, onde perdeu dois dentes no jogo de estreia mas, apesar disso, manteve-se em campo. Em 2019 transferiu-se para o Brescia.

Foi notícia em 2015 quando marcou um golo num jogo da quarta divisão inglesa entre o Stevenage e o Wycombe, fazendo a bola passar por cima do guarda-redes adversário Matt Ingram. «Estava vento», testemunhou a seguir. «Quando a bola saltou, pensei que podia entrar, mas fiquei perplexo quando a vi lá dentro. As pessoas ficaram em êxtase, mas eu senti-me mal pelo Matt. Não foi um lance fácil de ler. Depois disse-lhe que ele teve azar e pareceu-me que ele aceitou bem as minhas palavras.»

Joronen também é conhecido por ser um apaixonado por literatura e pelo interesse no tema das alterações climáticas. «O desporto é uma forma de entretenimento muito destrutiva», defende.

13
Pyry Soiri (AP Photo/Thanassis Stavrakis)

Pyry Soiri

Clube: Esbjerg

Data de nascimento: 22.09.1994

Extremo veloz, só falhou um dos dez jogos da fase de apuramento da Finlândia para o Euro 2020 e é daqueles que valerá a pena ver jogar.

Soiri passou a infância entre Moçambique, Namíbia e Tanzânia com a mãe, funcionária do Ministério da Educação e da Cultura da Finlândia. Regressou ao país natal já adolescente e em 2017 foi elevado à categoria de herói nacional na Islândia (sim!) quando o golo dele pela Finlândia frente à Croácia apurou os islandeses pela primeira vez para um Mundial. «Uma vitória brilhante para o nosso futebol, rapazes! Ainda não ganhámos nada, mas o nosso destino está nas nossas mãos. Em nome do espírito da cooperação nórdica, um muito obrigado ao brilhante Pyry Soiri», louvou o presidente da Islândia.

14
Tim Sparv (AP Photo/Sergei Grits)

Tim Sparv

Clube: AEL Larissa

Data de nascimento: 20.02.1987

Aos 16 deixou a Finlândia para ingressar na academia dos ingleses do Southampton, onde treinou com Gareth Bale, Theo Walcott e Adam Lallana. Sem conseguir afirmar-se, mudou-se para os suecos do Halmstad em 2007. Desde então passou por Groningen, da Liga holandesa, pelos alemães do Greuther Furth, pelos dinamarqueses do Midtjylland – pelos quais marcou na Liga Europa ao… Southampton – e pelo AEL, da Grécia.

Em 2015, o presidente do Midtjylland, Rasmus Ankersen, referiu-se a ele como a sua «estrela sem estatísticas». Um jogador aparentemente sem grandes números, mas de extrema utilidade. «Nunca serei o jogador tecnicamente mais dotado. Nunca vou marcar os golos do Lionel Messi, mas a minha presença em campo acaba por ajudar a equipa. Gosto da alcunha, porque não marco golos e raramente assisto», disse Sparv, que é o único jogador finlandês que capitaneou o país em todos os escalões jovens.

Tim Sparv é também colunista num jornal e toma posições públicas sobre assuntos de interesse global.

15
Sauli Vaisanen (AP Photo/Hektor Pustina)

Sauli Vaisanen

Clube: Chievo

Data de nascimento: 5.06.1994

Já era presença regular na seleção há alguns anos quando o irmão, Leo, foi convocado pela primeira vez. «Depois do primeiro treino, os nossos colegas começaram a chamar-me irmão do Leo», revelou ao jornal finlandês Ilta-Sanomat.

Sauli, que se estreou pela seleção da Finlândia em outubro de 2016, esteve presente em cinco dos dez jogos da fase de apuramento para o Euro 2020.

Atualmente alinha no Chievo e está no futebol italiano desde 2017. Recentemente partilhou no Twitter uma história caricata que ele e os colegas viveram quando o motorista da equipa se terá esquecido de um serviço importante. «Já vos aconteceu isto? O motorista não aparecer no dia de um jogo? Felizmente, o jogo era em casa e fomos nos nossos próprios carros.»

16
Thomas Lam (AP Photo/Kerstin Joensson)

Thomas Lam

Clube: PEC Zwolle

Data de nascimento: 18.12.1993

Nasceu em Amesterdão e é filho de mãe finlandesa e pai holandês.

Aos quatro anos conheceu Jari Litmanen, lenda do futebol finlandês e amigo da mãe. Litmanen deu-lhe um beijo e disse-lhe que um dia seria um grande jogador. «Gosto de contar essa história. Ele provavelmente não se lembra disso, mas eu lembro-me», contou ao Ilta-Sanomat.

Antes de regressar ao Zwolle, onde já tinha estado entre 2014 e 2016, Lam transferiu-se para o Nottingham Forest em 2016. Marcou no jogo de estreia, mas as lesões e o despedimento de Philippe Montanier, o treinador que o havia contratado, conduziram-no à porta de saída após 21 jogos. «Não tive uma verdadeira oportunidade com Mark Warburton. Ele gostava de pôr a jogar os ingleses e os estrangeiros ficavam de fora. Foi muito frustrante.»

17
Nikolai Alho (Lorraine O'Sullivan/ Pool via AP)

Nikolai Alho

Clube: MTK Budapest

Data de nascimento: 12.03.1993

Foi adotado quando tinha cinco anos e nunca conheceu os pais biológicos.

É internacional por todos os escalões da Finlândia desde os sub-15 e joga desde o inverno passado nos húngaros do MTK.

A música é a sua outra paixão: aprendeu a tocar bateria ao nove anos, guitarra aos 13 e aos 15 usou o dinheiro do primeiro salário para comprar um microfone de estúdio e uma mesa de mistura. Em 2013 gravou o primeiro single: Standing Right Here foi um sucesso e permitiu-lhe assinar um contrato com uma editora discográfica, mas, para já, o caminho a seguir é outro: «Não quero fazer música. Quero apenas produzir… A música mantém-me a cabeça fresca», diz. Nikolai Alho é sócio de uma produtora independente chamada 325 Media.

18
Jere Uronen (Instagram)

Jere Uronen

Clube: Genk

Data de nascimento: 13.07.1994

Antigo avançado transformado em lateral-esquerdo, Uronen estreou-se pela seleção principal da Finlândia com apenas 17 anos.

Vem de uma família de futebolistas: a irmã foi capitã do Turun Palloseura, o mesmo clube no qual ele despontou, enquanto o pai foi treinador nas camadas jovens.

Uronen está com a atual mulher desde os 15 anos e tem um filho chamado Pyry, que em português significa «queda de neve». É um grande entusiasta de futebol americano: «O marido da minha irmã jogou futebol americano no nível mais elevado que existe na Finlândia. Era quarterback e quando se joga e se ama a modalidade, segue-se a NFL. Em 2011 fomos a Miami com a família e apanhámos um Miami Dolphins-Buffalo Bills e eu fiquei simplesmente vidrado. No estádio, a primeira impressão de temos é fantástica e desde essa altura que eu acompanho de perto a NFL. Torço pelos Miami desde o primeiro momento», disse à CBS este ano.

19
Joni Kauko (AP Photo/Thanassis Stavrakis)

Joni Kauko

Clube: Esberg

Data de nascimento: 12.07.1990

Passou grande parte da carreira no banco de suplentes e a ser visto como uma espécie de reserva para uma urgência. «Devo ter o recorde finlandês de mais jogos como suplente não utlizado», reconheceu ao Ilta-Sanomat. Esses dias, porém, já ficaram para trás e, hoje, Kauko é mais do que um mero jogador, sendo presença assídua no onze dos dinamarqueses do Esbjerg.

Filho de antigos futebolistas, este médio de 30 anos tornou-se viral em 2017, quando, durante uma entrevista a um outro jogador para uma televisão apareceu no fundo do ecrã à pancada com o colega de equipa Marvin Pourié. Michael Gravgaard, então diretor do Randers, equipa que Joni Kauko representava à data, desvalorizou o episódio: «Foi apenas um desaguisado. Isso acontece em qualquer lado. O futebol tem um ambiente incrivelmente difícil.»

20
Joel Pohjanpalo (AP Photo/Kemal Softic)

Joel Pohjanpalo

Clube: Union Berlim

Data de nascimento: 13.09.1994

Foi notícia em todo o Mundo quando se estreou pelo HJK Helsínquia em 2012. Tinha apenas 17 anos e completou um hat-trick em apenas 162 segundos.

A proeza valeu-lhe uma semana à experiência no Liverpool. Quatro anos depois estreou-se na Bundesliga pelo Bayer Leverkusen e marcou ao fim de um minuto em campo. Não terá sido, por isso, surpreendente que tivesse marcado no segundo jogo pelo Union Berlim, equipa à qual foi emprestado no verão passado.

Mas nem tudo têm sido rosas na carreira deste avançado. Massacrado por lesões, esteve quase a deixar o futebol. «Tive de começar do zero muitas vezes», reconheceu. Foi persistente e a boa forma – fez um hat-trick contra o Werder Bremen em abril – valeu-lhe um lugar no Euro. «Foi fantástico ser o primeiro jogador da história do Union a marcar três golos num jogo da Bundesliga. Recuperei a autoconfiança.»

Cuidado com ele.

21
Lassi Lappalainen (AP Photo/John Raoux)

Lassi Lappalainen

Clube: CF Montreal

Data de nascimento: 24.08.1998

Lappalainen significa «pessoa da Lapónia». Talvez por isso, quando em 2017 foi emprestado ao Rovaniemen Palloseura - uma equipa desta região da Finlândia - fez todo o sentido que pousasse para as fotos ao lado de uma rena. No primeiro jogo lá, marcou quando estava em campo há apenas cinco minutos.

Teve uma evolução rápida nos últimos anos e em 2019 foi contratado pelo Bolonha e estreou-se pela seleção.

No Montreal Impact (MLS), para onde foi por empréstimo, foi treinado por Thierry Henry. «Ouço tudo o que ele diz. Tudo o que ele diz é útil e tenho muito para aprender», afirmou Lappalainen.

Uma lesão delicada num ombro chegou a colocar em dúvida uma eventual chamada ao Euro, mas Lappalainen provou estar em forma a tempo da divulgação da lista final.

22
Jukka Raitala (instagram)

Jukka Raitala

Clube: Minnesota United

Data de nascimento: 15.09.1988

É um homem de trabalho que jogou em oito países e que agora está em Minnesota, Estados Unidos, onde é treinado por Adrian Heath, antigo jogador do Everton. Versátil, treina como um jovem para aperfeiçoar o pé esquerdo. Alguns colegas surpreendem-se quando ficam a saber que ele é, afinal, destro.

Em tempos inseguro e tímido, foi duramente atingido pelo falecimento do pai no Natal de 2014, mas recompôs-se, seguiu em frente e amadureceu.

Quando assinou pelo Minnesota United, Heath, o treinador, descreveu-o como um jogador incrivelmente valioso e alguém que compreendia a MLS. «Ele vai ajudar a elevar o nosso clube e comunidade.»

23
Anssi Jaakkola (AP Photo/Rui Vieira)

Anssi Jaakkola

Clube: Bristol Rovers

Data de nascimento: 13.03.1987

Markku Kanerva, selecionador da Finlândia, conhece-o bem, ou não tivessem trabalhado juntos na seleção sub-21 em 2009.

A estreia pela seleção principal aconteceu em 2011 e foi para esquecer: uma tareia de 5-0 aplicada pela Suécia, com três golos de Zlatan Ibrahimovic. Até à chamada para o Euro 2020 tinha apenas três jogos pela Finlândia, apesar de ser chamado com assiduidade para a seleção.

A nível de clubes, estreou-se aos 20 anos na Serie A italiana em 2008 pelo Siena, jogou no Kilmarnock, nos sul-africanos do Ajax Cape Town e no Reading, antes de se fixar no Bristol Rovers em 2019. Apesar da recente descida de divisão, Joey Barton, treinador do Bristol, quer que ele seja o pilar do seu «grande recomeço» na próxima época. «Quando olho para o grande Anssi Jaakola, vejo-o como uma peça-chave.»

24
Onni Valakari (AP)

Onni Valakari

Clube: Pafos

Data de nascimento: 18.08.1999

Considerado um talento promissor, Valakari marcou (e que golo!) na estreia pela Finlândia, na sensacional vitória sobre a campeã mundial França em Paris no ano passado por 2-0.

Simo, o pai, jogou na Premier League pelo Derby County e por estes dias ainda será mais conhecido do que o filho, mas isso pode mudar em breve.

Onni, que significa «sorte» em finlandês, nasceu em Motherwell, na Escócia, aquando da passagem do progenitor pelo clube local no fim da década de 90.

25
Robert Ivanov (Instagram ruskisoldat)

Robert Ivanov

Clube: Warta Poznan

Data de nascimento: 19.09.1994

Filho de uma antiga jogadora de andebol da Estónia, defesa-central sólido, 2 metros de altura. Um gigante que aos 22 anos ainda jogava na terceira divisão da Finlândia, mas que dois anos depois já era considerado um dos melhores defesas do país.

Em 2020 assinou por duas épocas pelos polacos do Warta Poznan e disse esperar que a mudança para um contexto mais competitivo o ajudasse a fixar-se na seleção.

Parece ter dado resultado. «Faz aquilo que gostas», é a receita para o sucesso que segue e partilha com os seus seguidores no Twitter.

26
Marcus Forss (Adam Davy/Pool via AP)

Marcus Forss

Clube: Brentford

Data de nascimento: 18.06.1999

Se há coisa que não falta à família Forss é o chamado pedigree: o avô de Marcus representou a Finlândia e o pai, Tero, teve uma longa carreira na primeira divisão finlandesa.

Marcus é adepto do Manchester United e Cristiano Ronaldo é um dos seus ídolos de infância. Vive em Inglaterra desde os 13, quando ingressou na academia do West Bromwich Albion. «Tínhamos uma visão muito clara das coisas: o Marcus tinha de ir para o estrangeiro o mais cedo possível», testemunhou o pai. «O início foi difícil. Não sabia falar inglês e não tinha muitos amigos, mas valeu definitivamente a pena. Tudo pelo futebol!», disse o avançado do Brentford, equipa recém-promovida ao principal escalão do futebol inglês.

Internacional pela Finlândia desde os sub-17, Forss marcou na estreia pela seleção principal, na vitória histórica sobre a campeã mundial França no ano passado por 2-0. Atravessa um grande momento de forma.

Textos de Saku-Pekka Sundelin, que escreve para o Ilta-Sanomat.

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