Guarda-redes (Farense)
O guarda-redes do Farense foi uma das principais figuras da temporada passada. Velho destacou-se nas redes dos algarvios e arrecadou o prémio de melhor guarda-redes da Liga.
Já no decorrer desta temporada, o guardião de 26 anos foi chamado à Seleção por Roberto Martínez e até ouviu Tozé Marreco dizer que era melhor do que Diogo Costa.
Para esta distinção, claro, contribuiu o ano de menor fulgor do guarda-redes do FC Porto – apesar de ter brilhado no Europeu.
Lateral-direito (Sporting)
A posição é discutível, mas, num ano em que nenhum lateral-direito se destacou dos demais, o internacional moçambicano esteve em grande plano, embora atuasse sobretudo como ala direito. Catamo foi fundamental na ideia de Ruben Amorim com a utilização do ala invertido na direita.
Em abril, marcou um bis ao Benfica, no triunfo por 2-1 em Alvalade, que praticamente arredou os encarnados das contas do título.
Defesa-central (Sporting)
O patrão da defesa do campeão. Coates saiu em grande do Sporting e foi mais uma vez determinante pela voz de comando. Na Supertaça já se questionava a ausência de um líder na defesa leonina e, com a saída de Ruben Amorim, essa questão voltou a surgir.
Apenas em 2024, na Liga, foram 17 jogos sem qualquer derrota para o xerife uruguaio. Além disso, marcou quatro golos.
Defesa-central (FC Porto)
Quase um prémio carreira. Pepe voltou a ter uma época condicionada por problemas físicos e, por isso, falhou alguns jogos no último ano da carreira, mas é indiscutível a falta que faz no atual plantel do FC Porto.
O antigo internacional português pendurou as chuteiras após o Europeu, onde atingiu o ponto alto na temporada passada, no que ao rendimento individual diz respeito.
Saiu de cena por divergências com a nova direção e deixou um vazio no Dragão: não há um líder como ele no atual plantel.
Lateral-esquerdo (Benfica)
A posição de lateral-esquerdo foi o grande calcanhar de Aquiles do Benfica na temporada passada, mas a solução, afinal, estava mesmo dentro de portas.
De pouco utilizado com Roger Schmidt a indiscutível com Bruno Lage, Álvaro Carreras revelou-se, já no decorrer de 2024/25, uma das grandes surpresas em território nacional. Na atual temporada, é o melhor lateral-esquerdo em Portugal.
Francisco Moura, que até deu o salto para o FC Porto no verão, também merece uma menção honrosa pela campanha no Famalicão e pelo arranque prometedor na Invicta.
Médio-defensivo (Sporting)
Outro dos grandes segredos do título. O dinamarquês encaixou rapidamente no meio-campo do Sporting e já é o grande líder do grupo.
Depois de João Palhinha e Manuel Ugarte, os leões voltaram a contar com excelência na posição de médio mais recuado – e Hjulmand até parece um patamar acima destes. Amorim chegou a considerar que o nórdico era «mais completo» do que os antecessores.
Médio-centro (Benfica)
Já não veste a camisola do Benfica em 2024/25, mas o que o jovem médio português fez de janeiro a maio valeu um lugar neste onze - antes de uma saída conturbada para o PSG.
Foi o grande pulmão dos encarnados, por vezes até chamado de «bombeiro», tal era a capacidade para corrigir os erros daqueles que o rodeavam. O colega Fredrik Aursnes era o outro grande candidato a este lugar, mas a polivalência custou-lhe caro na época passada.
Médio-centro (Sporting)
Nem a lesão na reta final de 2024 pode apagar o rendimento do internacional português ao longo do ano. Em 37 jogos, marcou 17 golos e amealhou 16 assistências.
Entendeu-se às mil maravilhas com Viktor Gyökeres, a funcionar como médio mais ofensivo a cair no lado esquerdo. Passes simples, combinações curtas com os colegas e precisão no remate fazem de Pote um médio com números de avançado.
Extremo-direito (Sporting)
Desde janeiro, é difícil encontrar alguém em Portugal com um rendimento superior a Trincão.
O internacional português ganhou o lugar no onze a Marcus Edwards e revelou-se uma das principais figuras do Sporting, com arrancadas estonteantes pelo corredor central.
Além dos números de golos e assistências, que até ficam atrás dos de Porte, por exemplo, Trincão destacou-se por fazer jogar a equipa. Com a bola colada à bota esquerda, facilmente se livra dos adversários que lhe aparecem pela frente e consegue causar perigo assim que entra no último terço.
Extremo-esquerdo (Benfica)
A gestão de Di María foi um problema para Roger Schmidt, sobretudo no olhar da bancada. Mas o argentino foi, muitas vezes, a única solução dos encarnados para esconder as imensas dificuldades coletivas.
Com 36 anos, Di María está a envelhecer como um bom vinho e, já na atual temporada, teve jogos memoráveis. Bisou na goleada no Clássico com o FC Porto, sacou da cartola a remontada no Mónaco e, ainda antes disso, brilhou com um pontapé de bicicleta espetacular frente ao Estrela da Amadora.
Ponta de lança (Sporting)
Indiscutível. O homem por detrás da máscara.
Arrasou por completo as defesas nacionais, com a sua força, capacidade de explosão e finalização. Melhor marcador e jogador da edição passada da Liga, para lá caminha na presente temporada, novamente com números assombrosos.
Parece não ter rival à altura no campeonato português e ainda não houve, em território nacional, quem o colocasse no bolso.
Tem os tubarões europeus a persegui-lo e uma transferência no final da época é mais do que provável. Só espanta que não tenha sido concretizada antes.