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Tenistas que se retiraram cedo

1
Bjorn Borg

Bjorn Borg: 26 anos

Aos 25 anos já tinha 11 títulos do Grand Slam no palmarés, algo que nenhum outro homem conseguiu até hoje na história do ténis com a mesma idade (e tudo isto praticamente sem competir no Open da Austrália, onde só participou uma vez). Em 1981 perdeu as finais de Wimbledon e do Open dos Estados Unidos para o então número 1 mundial John McEnroe. Neste último torneio, não ficou no court para ver o maior rival levantar o troféu («You cannot be serious!»). Terá sido em Wimbledon, meses antes, que Borg sentiu que já não era o mesmo, sobretudo na vontade de ser melhor do que todos os outros. «O que me chocou foi que eu não estava sequer chateado. Aquele não era eu: perdi a final de Wimbledon e eu, que odeio perder, não fiquei chateado. E foi o mesmo no Open dos Estados Unidos. Perdi e fiquei aliviado quando o jogo terminou», disse anos depois. Em 1991, a caminho dos 35 anos, regressou à competição dez anos depois do ponto final na carreira, mas não acompanhou a evolução tecnológica do desporto, com raquetes de grafite, mais leves e com cabeças maiores. Em vez disso, permaneceu fiel ao mítico equipamento da Fila e às velhas raquetes de madeira, mas o ténis já não lhe era tão fiel. Em 1991 e 1992 não ganhou um único set nos encontros que realizou e em 1993 deixou de insistir quando estava fora do top-500.

2
Steffi Graf

Steffi Graf: 30 anos

Serena Williams? Margaret Court? Martina Navratilova? Chris Evert? Steffi Graf? A melhor da história sairá seguramente deste lote. Em 1996, com 27 anos, já tinha 21 dos 22 títulos do Grand Slam que venceu na variante de singulares. A partir daí, o ritmo abrandou. Esteve envolvida num escândalo de evasão fiscal que terminou com o pai na prisão e os problemas físicos tornaram-se frequentes: joelhos, costas, um pulso. Em 1999, depois de um hiato de três anos, venceu o 22.º e derradeiro dos títulos do Grand Slam: em Roland Garros, onde 12 anos antes se estreara a vencer pouco antes de completar 18 anos. Em 1999, algumas semanas após uma má participação em Wimbledon, anunciou o final da carreira por já não se sentir motivada para continuar. Era número 3 do Mundo.

3
Martina Hingis

Martina Hingis: 22 anos

Nascida em 1980, ganhou o primeiro Grand Slam da carreira com 15 anos (em Wimbledon em pares) e no ano seguinte conquistou, sozinha, o Open da Austrália, sendo até hoje a campeã mais nova de sempre de um Major (16 anos e 117 dias), tendo chegado, também com essa idade, ao topo do ténis. Com 18 anos já tinha cinco títulos do Grand Slam no currículo, isto só para ficarmos pelos singulares. O aparecimento das irmãs Williams na viragem do século roubou-lhe algum palco, mas foram as recorrentes lesões nos tornozelos que precipitaram o fim de carreira prematuro no início de 2003. «Não tenho planos para voltar. É o fim, mas a vida continua.» E continuou: em 2005, a suíça regressou ao tour e no ano seguinte conseguiu mesmo escalar até ao top-10. Em 2007 testou positivo a uma substância proibida num controlo antidoping. Voltaria uns anos depois, mas para jogar pares e pares mistos, onde continuou a colecionar, até 2017, títulos do Grand Slam: ao todo, conquistou 25 ao longo... das carreiras.

4
Pete Sampras

Pete Sampras: 31 anos

Deteve, até ser ultrapassado por Roger Federer, o recorde masculino de títulos do Grand Slam. Terminou a carreira aos 31 anos, na noite em que derrotou o maior rival Andre Agassi na final do Open dos Estados Unidos de 2002, embora só um ano depois - e sem voltar a competir até aí - tenha anunciado o adeus ao ténis pouco antes do US Open e algumas semanas após Federer vencer, em Wimbledon, o primeiro Grand Slam de 20 na carreira. O ténis estava a entrar numa nova era, mais exigente para os veteranos, mas Sampras ainda teria mais para dar.

5
Kim Clijsters

Kim Clijsters: 23 anos

Fez parte da «golden age» do ténis belga, que viu, em apenas alguns meses duas, tenistas subirem à liderança do ranking WTA: ela e Justine Henin, um ano mais velha. Estávamos em 2003 e enquanto Henin já sabia o que era vencer Majors, Clijsters para lá caminhava. Aconteceu em 2005 no Open dos Estados Unidos, quando as lesões já a atormentavam. Foi nessa altura, mesmo antes de conquistar o título em Flushing Meadows, que Kim apontou a data para o final da carreira: 2007. «O meu corpo já está a dar-me problemas», disse a tenista que em 2003 tornou-se na primeira mulher desde 1974 a fazer mais de 100 jogos numa temporada. Em maio de 2007 cumpriu o prometido, ainda que mais cedo do que o previsto, lá mais para o final da época. Dedicou-se à família, foi mãe em 2008 e no ano seguinte anunciou a intenção de regressar. Ou melhor: de ter uma segunda carreira. E a segunda foi tão boa o melhor do que a primeira: venceu o Open dos Estados Unidos em 2009 e 2010 e ganhou o Open da Austrália em 2011, ano em que voltou a liderar o ranking. Os problemas físicos - quase sempre os tornozelos - voltaram a tornar-se recorrentes e Kim Clijsters voltou a parar em 2012, aos 29 anos. Tentou uma terceira vez, em 2020, mas bem distante dos níveis que fizeram dela uma das melhores.

6
Justine Henin

Justine Henin: 26 anos

Entre 2003 e 2007 venceu sete títulos do Grand Slam, mais, por exemplo, do que qualquer uma das irmãs Williams na mesma janela temporal. Iniciou 2008 como número 1 mundial, embalada por uma série de 32 vitórias que Maria Sharapova desfez na meia-final do Open da Austrália. Nem a chegada da primavera, que coincide com o arranque da temporada de terra batida - a superfície na qual a belga era melhor - impediu uma crise de resultados. Primeiro, uma lesão num joelho, depois, fadiga, até ao anúncio do adeus ao ténis em maio, a escassas semanas de defender o título em Roland Garros, onde havia vencido quatro das cinco edições anteriores. Henin ainda era número 1 do Mundo, mas sentia já não ter mais para dar após 20 anos dedicados ao desporto. Em setembro de 2009, comunicou a intenção de regressar, inspirada pelo feito de Roger Federer, que meses antes vencera Roland Garros, o último Grand Slam que lhe faltava conquistar. Voltou em 2008 mas, ao contrário da compatriota Kim Clijsters, não voltou a ganhar Majors. Ainda assim, foi à final do Open da Austrália em 2010 (perdeu para Serena Williams) e escalou até ao 12.º lugar da hierarquia. Em 2011 retirou-se em definitivo depois de não conseguir debelar uma lesão no cotovelo direito.

7
Marion Bartoli

Marion Bartoli: 28 anos

A/O única/único desta lista que não chegou a número 1. Em 2013, seis anos depois de ter perdido a final de Wimbledon para Venus Williams, ergueu o troféu no All England Club após derrotar a alemã Sabine Lisicki na final. Quarenta dias depois, anunciou o fim. «Está na altura de parar», disse numa conferência de imprensa em que revelou sentir dores permanentes no tendão de Aquiles, ombro, anca e nas costas. «[A final de Wimbleon] Foi provavelmente o último pedaço de algo que eu tinha dentro de mim.» Depois de terminar a carreira, Bartolli enfrentou um grave problema de saúde relacionado com um vírus desconhecido que a fez a perder muitos quilos e ficar praticamente irreconhecível. Recuperou e tentou regressar ao ténis em 2018, mas voltou atrás.

8
Jennifer Capriati

Jennifer Capriati: 28 anos

No recente filme «King Richard», que retrata a demanda de Richard Williams na preparação das filhas Venus e Serena Williams para o sucesso, Jennifer Capriati é mencionada mais do que uma vez. Era considerada a grande promessa do ténis norte-americano nos primeiros anos da década de 90, durante os quais chegou a estar perto de finais do Grand Slam com apenas 15 anos. Capriati era uma estrela: patrocínios milionários e até tinha rosto em jogos de consola. Mas era também uma criança. Em 1993 decidiu fazer uma pausa na carreira e no ano seguinte foi detida após ser apanhada na posse de cerca de 20 gramas de marijuana num quarto de um hotel. No final do ano anterior já havia tido problemas com a Justiça num alegado furto de um anel numa loja. Entre o final de 1993 e 1996 fez apenas um jogo. Regressou ao tour em 1997 e encontrou o melhor ténis a partir de 1999: entre 2000 e 2001 venceu três Grand Slams e chegou à liderança do ranking. Terminou a carreira em 2004, ano em que as lesões acabaram por levar a melhor sobre ela.

9
Gustavo Kuerten

Gustavo Kuerten: 31 anos

Colocou o Brasil no mapa do ténis em 1997 ao vencer o Roland Garros, tornando-se no primeiro brasileiro a ganhar um Grand Slam e o tenista com pior ranking a superar toda a concorrência num dos quatro principais torneios. Venceria mais duas vezes na terra batida de Paris (2000 e 2001), tendo ainda conquistado a Masters Cup de 2000, realizada no Pavilhão Atlântico, em Lisboa. Foi nessa altura que assumiu a liderança do ranking de singulares. No ano seguinte começaram os problemas que lhe encurtariam a carreira. Ainda venceu Roland Garros pela terceira (e última) vez na carreira, mas a deteriorização da anca direita levou-o à mesa das operações duas vezes em dois anos e meio. Guga só deixou de jogar aos 31 anos, mas a partir dos 26 já era visível que não tinha condições para estar entre os melhores, apesar de alguns «milagres» protagonizados, como aquele em que arrasou o número 1 Roger Federer em Roland Garros em 2004.

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