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Jogadores que falharam o Mundial num grande momento

1
Alfredo Di Stefano

Di Stefano - Mundial 1958

Alfredo Di Stefano tinha sido Bola de Ouro no ano anterior, numa época em que o Real Madrid ganhou a terceira de cinco Taças dos Campeões seguidas, e era naquela altura uma das grandes estrelas do futebol, juntamente com o brasileiro Garrincha. Na seleção espanhola formava um ataque fortíssimo, com Gento, Luis Suárez e Kubala, mas um empate em casa com a Suíça e uma derrota na Escócia afastaram do Mundial da Suécia uma das mais fortes candidatas ao título. O argentino naturalizado espanhol haveria de encerrar a carreira sem disputar nenhum Campeonato do Mundo, aliás.

2
Denis Law

Denis Law - Mundial 1966

Depois do acidente de Munique, em 1958, fez parte com o sobrevivente Bobby Charlton e com George Best da reconstrução do Manchester United. Eleito o melhor jogador do mundo em 1964, haveria de ganhar a Taça dos Campeões Europeus em 1967, mas antes disso falhou o Mundial 66, realizado na vizinha Inglaterra e para o qual a Escócia tinha grandes expetativas. Uma lesão num jogo de apuramento frente à Polónia afastou-o da equipa nacional e enfraqueceu as expetativas de milhares de escoceses.

3
George Best

George Best - Mundial 1970

George Best foi outro jogador, como Alfredo Di Stefano, que nunca disputou um Mundial, apesar de ser dos maiores craques da história do futebol. Bola de Ouro em 1968, depois de vencer a Taça dos Campeões Europeus frente ao Benfica, acabou por ser vítima de uma seleção da Irlanda do Norte com pouco talento e que na melhor fase da carreira de Best, no apuramento para o Mundial 1970, falhou perante a superioridade da União Soviética.

4
Cruijff

Johan Cruijff - Mundial 1970

Os Países Baixos encontraram grandes dificuldades em recuperar da paragem forçada pela II Guerra Mundial, sendo que após o Mundial 1938 só conseguiram estar nos Jogos Olímpicos de 48 e de 52. Falharam todos os Mundiais e Europeus. Em 1970 havia, portanto, grandes expetativas para uma seleção que já tinha Johan Cruijff, que no ano a seguir ganharia a Bola de Ouro, e Rob Rensenbrink. Mas ainda não tinha Rinus Michels, que por essa altura ensaiava o Futebol Total no Ajax, o que fazia toda a diferença. Por isso acabou afastada do Mundial 70 pela Bulgária.

5
Teofilo Cubillas

Teofilo Cubillas - Mundial 1974

Cubillas tinha sido eleito o melhor jogador sul americano do ano de 1972, ficando à frente de Pelé, tinha ajudado o Peru a chegar aos quartos de final do Mundial 70, sendo o terceiro melhor marcador, e haveria ainda de ajudar a seleção a chegar novamente aos quartos de final do Mundial 78, no qual seria o segundo melhor marcador. Haveria também de ganhar a Copa América de 1975. Por isso surpreendeu que pelo meio, na melhor fase da carreira, o jogador do FC Porto tenha sido incapaz de meter o Peru no Mundial 74, acabando afastado pelo Chile.

6
Kevin Keegan

Kevin Keegan - Mundial 1978

Duas vezes eleito o melhor do mundo, em 1978 e 1979, Kevin Keegan foi ainda o segundo melhor em 1977, numa altura em que brilhava no Hamburgo, após ter sido três vezes campeão inglês e uma vez campeão europeu no Liverpool. Apesar do sucesso nos clubes, Keegan não teve a mesma sorte na seleção: Inglaterra falhou o apuramento para os Mundiais 74 e 78, na melhor fase da carreira do avançado. Em Espanha, em 1982, acabou por fim por se estrear num Campeonato do Mundo, jogando pouco mais de vinte minutos.

7
Allan Simonsen

Allan Simonsen - Mundial 1978

O dinamarquês Allan Simonsen foi figura de destaque do grande Borussia Monchengladbach, que ganhou três títulos de campeão alemão e duas Taças UEFA nos anos setenta, tendo ainda sido finalista vencido da Taça dos Campeões Europeus. Na seleção não teve a mesma sorte e nunca foi a um Mundial: nem sequer em 1978, quando era o melhor jogador do mundo em título, depois de ter vencido a Bola de Ouro no ano anterior.

8
Ian Rush

Ian Rush - Mundial 1986

Ian Rush fez parte do grande Liverpool dos anos oitenta, cinco vezes campeão inglês e duas vezes campeão europeu. Melhor jogador do campeonato inglês e melhor marcador europeu em 1984, no ano da glória dos Reds. Jogou quinze anos pela seleção do País de Gales, tendo marcado 28 golos, mas nunca conseguiu apurar a equipa nacional para um grande torneio, nem sequer para o Mundial 86, no auge da sua carreira.

9
Van Basten 1988

Marco Van Basten - Mundial 1986

Dois anos antes de vencer a primeira de três Bolas de Ouro, Marco Van Basten já tinha ganhado pela primeira vez a Bota de Ouro, que distingue o melhor marcador europeu. Foi em 1986, na época antes de vencer a Taça das Taças e se transferir para o Milan. Curiosamente nesse mesmo ano, e apesar de já terem o tridente mágico formado por Van Basten, Gullit e Rijkaard, os Países Baixos ficaram de fora do Mundial do México.

10
Paulo Futre

Paulo Futre - Mundial 1990

Três anos depois de ganhar a Taça dos Campeões Europeus com a camisola do FC Porto e de ficar em segundo lugar na classificação da Bola de Ouro, Paulo Futre já era uma figura de destaque do At. Madrid e da Liga Espanhola, mas não conseguiu catapultar uma geração menos forte do futebol português para o Mundial 90 e assim repetir o feito de quatro anos antes.

11
Mark Hughes

Mark Hughes - Mundial 1990

Melhor jogador do campeonato inglês em 1989 e 1990, Mark Hughes era nesta altura a face mais ilustre de um Manchester United que começava a recuperar parte da glória dos anos 60. Apesar do sucesso no clube, foi incapaz de ajudar a seleção do País de Gales a apurar-se para o Mundial 90, acabando em último do grupo, sem qualquer vitória e sem um único golo de Mark Hughes.

12
Eric Cantona (Foto: Reuters)

Eric Cantona - Mundial 1994

Eric Cantona tinha chegado a Inglaterra, dois anos antes, para deixar uma marca: tricampeão inglês, primeiro pelo Leeds e depois pelo Manchester United, acabou pelo meio o ano de 1993 como terceiro colocado na corrida à Bola de Ouro. Com Papin e Gionola, fazia um ataque temível de uma fortíssima seleção francesa, que dois golos de Kostadinov no Parque dos Príncipes deixaram fora do Mundial 94.

13
Michael Laudrup (Foto: Reuters)

Michael Laudrup - Mundial 1994

Chegou a um Barcelona que em trinta anos só tinha sido campeão duas vezes, para conquistar o título espanhol quatro vezes seguidas. Pelo meio ajudou a equipa a ganhar também a Taça dos Campeões Europeus, o que lhe valeu ser votado como quinto melhor do mundo em 1993, ano em que voltou à seleção que tinha vencido o Euro 92 sem ele. Apesar disso, e ao lado de nomes como Peter Schmeichel e o irmão Brian Laudrup, falhou o apuramento para o Mundial 94. 

14
Jean-Pierre Papin

Jean-Pierre Papin - Mundial 1994

Jean-Pierre Papin foi campeão nacional seis vezes seguidas, entre 1988 e 1994: quatro vezes pelo Marselha e duas pelo Milan. Ainda foi campeão europeu, pelo clube italiano, e foi Bola de Ouro, ainda com a camisola do Marselha. Depois seguiu para o Bayern Munique e continuou a ganhar títulos. Pelo meio, porém, falhou o apuramento para o Mundial 94, numa fase de qualificação em que a França ficou atrás de Suécia e Bulgária.

15
Luís Figo

Luís Figo - Mundial 1998

Em 1998 Luís Figo já era um dos líderes do Barcelona, peça fundamental nos dois títulos de campeão espanhol que a formação catalã conquistou em anos seguidos. Ele que dois anos depois protagonizaria a transferência mais polémica (e na altura mais cara) da história, ao trocar o Barça pelo Real Madrid. Antes disso, porém, falhou o Mundial 98, no final de uma fase de apuramento marcada pela polémica, sobretudo pela expulsão de Rui Costa na Alemanha, no jogo decisivo da fase de qualificação (Portugal estava a vencer e acabaria por empatar).

16
George Weah

George Weah - Mundial 1998

Deu nas vistas em três anos no PSG e brilhou a grande altura no Milan, entre 1995 e 2000, altura em que se tornou um dos grandes jogadores da história do futebol. Em 1995 somou a Bola de Ouro ao prémio da FIFA de melhor do mundo, mas três anos depois falhou no apuramento de uma Libéria marcada pela guerra para o Mundial 98.

17
Ryan Giggs

Ryan Giggs - Mundial 1998

Jogou 23 anos na equipa principal do Manchester United, ganhou duas Ligas dos Campeões, treze títulos de campeão inglês, dois Mundiais de Clubes, é o jogador com mais títulos e o segundo com mais jogos na Liga Inglesa, mas nunca jogou um Mundial. Nem sequer em 1998, quando tinha acabado de ser eleito pela primeira vez o melhor jogador do United.

18
Andriy Shevchenko (Fenerbahçe 0-4 Milan, 23/11/2005)

Andriy Shevchenko - Mundial 2002

Terceiro melhor jogador do mundo em 1999 e em 2000, melhor do mundo em 2004, Andriy Shevchenko brilhou no Dínamo Kiev, no Chelsea e sobretudo no Milan, ao serviço do qual ganhou praticamente tudo. Pelo meio falhou o Mundial 2002, quando a Ucrânia foi afastada pela Alemanha no play-off.

19
Juventus-Zenit

Pavel Nedved - Mundial 2002

Depois de brilhar na seleção da Rep. Checa que chegou à final do Euro 96 e de marcar uma época na Lazio (ganhou o título italiano e a Taça das Taças), Pavel Nedved transferiu-se em 2001 para a Juventus, para ser duas vezes campeão e ganhar a Bola de Ouro de 2003. Em 2002, ao lado de grandes nome como Petr Cech, Jankulovski, Rosicky, Milan Baros, Jarosick e Smicer falhou o Mundial 2002, ao ser afastado pela Bélgica no play-off.

20
Etoo, 38 anos (Camarões)

Samuel Eto’o - Mundial 2006

Depois de ter sido melhor marcador da Liga Espanhola, avançado do ano para a UEFA e terceiro melhor jogador do mundo para a FIFA, tudo em 2005, Samuel Eto’o falhou o Mundial 2006 na melhor fase da carreira. Ele que liderava uma seleção dos Camarões que tinha vencido a CAN 2002 e 2004, que tinha sido ouro nos Jogos Olímpicos 2000 e que tinha sido finalista vencida na Taça das Confederações 2005.

21
República da Irlanda-Suécia (Reuters)

Zlatan Ibrahimovic - Mundial 2014

Depois de ter estado nos Mundiais 2002 e 2006, Zlatan Ibrahimovic falhou os Mundiais 2010 e 2014, na melhor fase da carreira. Ele que granjeou fama e sucesso no Ajax, Juventus, Inter Milão, Barcelona, Milan e PSG, nunca conseguiu atingir um nível alto na seleção. Sobretudo o Mundial 2014, depois de ter sido quarto classificado na Bola de Ouro do ano anterior, e numa altura em que deslumbrava pelo PSG, foi um golpe duro. Mas Portugal, e Cristiano Ronaldo, inviabilizaram a festa da Suécia no play-off.

22
Gareth Bale (AP)

Gareth Bale - Mundial 2018

Depois da presença nas meias-finais do Euro 2016, nas quais foi derrotado por Portugal, o País de Gales falhou o apuramento para o Mundial 2018, no que foi um duro golpe nas aspirações do país. Gareth Bale vinha de vencer quatro Champions nas últimas cinco épocas e até tinha sido eleito o melhor jogador da final de 2018, pelo que estava num excelente momento.

23
Itália celebra o apuramento para a final do Euro 2020 (Justin Tallis/EPA)

Jorginho - Mundial 2022

O título no Euro 2020, jogado um ano antes, alimentava a esperança italiana de voltar a surpreender o mundo, após falhar a presença na Rússia 2018. Jorginho era o líder da seleção, ele que tinha ficado em terceiro na Bola de Ouro de 2021, premiando um ano em que ganhou o Europeu e a Champions. A derrota caseira frente à Macedónia do Norte, na meia-final do play-off, devolveu no entanto a Itália à depressão.

24
Noruega-Países Baixos (Lusa)

Erling Haaland - Mundial 2022

Aos 21 anos, e apesar de ainda não ter vencido nenhum grande título (foi duas vezes campeão austríaco), já é uma das grandes figuras do futebol mundial e a grande esperança dos noruegueses de voltarem a ver a sua seleção nos grandes palcos. A Noruega, recorde-se, não se apura para um Mundial desde 98 e para um Europeu desde 2000. Apesar de ter Haaland, mais Odegaard e Joshua King, a seleção ficou atrás de Países Baixos e Turquia, pelo que nem para o play-off se apurou.

25
Mohamed Salah (Liverpool-Egito)

Mohamed Salah - Mundial 2022

Um ano para esquecer para a seleção do Egito: derrotada pelo Senegal na final da CAN e derrotada novamente pelo Senegal no play-off de apuramento para o Mundial 2022. Ambas as vezes nos penáltis. O que retirou Mohamend Salah do Qatar, ele que foi terceiro melhor do mundo em 2018 e é um dos melhores jogadores da atualidade há várias épocas. 

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