Ou você ama ou você odeia. É oito ou oitenta. Não há meio termo. Serve para comidas, séries, filmes, lugares e, especialmente, jogadores de futebol. Otávio que o diga.

O luso-brasileiro não é nada simpático. É chato, provocador, intenso e incendiário. Também é raçudo, polivalente, inteligente e acima da média. É um personagem único.

Portugal sofreu, mas bateu a Turquia e passou pelo primeiro play-off rumo ao Mundial no Catar. Surpresa no onze inicial de Fernando Santos, o mal-amado (ou bem-odiado) jogador portista foi o principal destaque da vitória por 3-1.

Fez no Dragão o que ninguém pode minimizar ou esquecer: um gol e uma (bela) assistência. Voltou a fazer também o que muitos fazem questão de ignorar ou contestar: correu, se entregou e desequilibrou.

Ora por rivalidade, ora por ódio. Ora por xenofobia, ora por oportunismo. Existe um abismo gigantesco - muito além da distância do Porto para Lisboa - entre criticar e perseguir.

Otávio faz por merecer várias das críticas. Faz, acima de tudo, por merecer os elogios e a confiança do FC Porto e agora de Portugal. Com respeito e sem rancor, há espaço para tudo e todos. Refletir e evoluir. Dentro e fora de campo. Sem exceção.

* Bruno Andrade escreve a sua opinião em Português do Brasil.