Com esquemas idênticos, Estrela da Amadora e Paços de Ferreira revelaram, na fase inicial da partida, enormes dificuldades para construir jogadas de ataque. Com a zona intermediária bloqueada, pedia-se aos quartetos defensivos que iniciassem o ataque, mas a tarefa não foi (nem de perto) bem conseguida.

A defesa visitante foi aquela que revelou mais problemas com a bola nos pés, e o Estrela foi aproveitando para criar algumas oportunidades. Logo aos três minutos Rui Varela teve tudo para marcar, mas o cabeceamento surgiu por cima da barra.

Com tantas dificuldades na construção de jogo, não estranhou que o tento inaugural surgisse de bola parada. Adiantou-se o Paços de Ferreira, beneficiando de um lance infeliz de Fernando Alexandre, que desviou um livre para a sua própria baliza (36m). Três minutos depois, ainda o Estrela se estava a refazer do golpe e já o Paços aumentava a vantagem. Cristiano cruzou da direita, a defesa do Estrela falha o corte e Rui Miguel aproveita para marcar.

Ataque novo, a mesma (falta de) eficácia

Insatisfeito com o desenrolar da partida, Lazaro esgotou as substituições logo ao intervalo. Anselmo e Pedro Pereira renderam Rui Varela e Vítor Moreno (ainda antes do intervalo Jardel tinha substituído Goianira).

Mesmo com ataque renovado, a equipa da casa continuou a sentir muitas dificuldades para criar lances de verdadeiro perigo. Na «batalha» do meio-campo o Estrela esteve sempre por baixo, facilitando a vida ao Paços, que deu sempre a ideia de ter o jogo controlado.

Paulo Sérgio foi gerindo as substituições com tranquilidade e até viu um dos suplentes utilizados criar a melhor oportunidade do segundo tempo. Chico Silva tentou o chapéu a Filipe Mendes, mas viu o guarda-redes da equipa da casa evitar o terceiro. De qualquer forma estava garantido o triunfo. O Paços de Ferreira venceu num recinto onde só os três «grandes» tinham conseguido triunfar.