Triste, porque a situação do clube, tal como a do V. Setúbal e de outros exemplos que, aos poucos, se tornam públicos, é uma mancha em todo o futebol profissional português. E, particularmente, numa competição fatalmente condicionada e desvirtuada por questões extradesportivas.

Empolgante porque, mesmo enfrentando problemas de dimensão cada vez mais insustentável, jogadores, funcionários e equipa técnica protagonizam, a cada fim-de-semana, um milagre desportivo, que se traduz numa classificação tranquila, a nove jornadas do fim, com mais quatro pontos do que há um ano por esta altura - e já então os atrasos nos ordenados eram uma realidade.

Por isso, é obrigatório o aplauso à dignidade de quem continua a acreditar que a saída para os tempos difíceis passa, em primeiro lugar, pelo amor-próprio. E a resistir como equipa, mesmo que tudo o resto vá ruindo em redor.