O Leixões já não vence há oito jogos. É difícil trabalhar rodeado de empates e derrotas?

É bastante difícil. A semana de trabalho torna-se mais complicada nestas condições. Temos de arranjar motivação. É importante dar atenção à vertente psicológica também. Mas ainda estamos em condições de dar a volta a esta situação muito má.

A derrota em casa frente ao V. Setúbal foi um choque para o grupo?

Foi. Entrámos bem no jogo, marcámos e, mesmo assim, não conseguimos vencer. Era um jogo importante e falhámos. Foi um golpe duro nas aspirações do Leixões.

Saiu o José Mota e entrou o Fernando Castro Santos. Há muitas diferenças entre a forma de trabalhar de um e de outro?

São diferentes, embora ambos possuam muitas qualidades. Estávamos a trabalhar bem com o José Mota, mas os resultados não estavam a aparecer. Adaptámo-nos bem ao novo técnico, estamos a trabalhar bem e a relação entre o grupo e ele é muito boa.

No primeiro jogo do Castro Santos a equipa reage bem, faz uma exibição convincente contra o F.C. Porto, empata e depois esses bons sinais não tiveram continuidade¿

Fizemos um excelente jogo contra o Porto. Talvez por ser a primeira semana do novo técnico. Depois, em Guimarães, as coisas não correram bem e fomos novamente abaixo. O treinador novo chegou numa fase complicada, pois logo a seguir defrontámos o Benfica. O nosso campeonato «recomeçou» em Leiria. Há sete jogos e acredito na salvação.

O Leixões tem sofrido vários golos na parte final dos jogos. A equipa está emocionalmente desequilibrada?

Os resultados não aparecem e criam instabilidade. Não vejo diferenças na qualidade de jogo do Leixões e do Leiria ou do Setúbal. As partidas têm-se decidido em detalhes e nós nesses detalhes não temos estado bem.